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Fumar maconha não prejudica o pulmão, afirmam cientistas

Carol Castro 20 de abril de 2012

Queridos fãs do fumo proibido, o estudo é de janeiro, mas, em pleno dia da maconha (entenda melhor aqui), vale dar uma notícia que ainda não havíamos contado: fumar maconha não prejudica o pulmão.

É o que diz um longo estudo realizado nos Estados Unidos. Os pesquisadores acompanharam por 20 anos mais de 5 mil pessoas e aplicaram testes regulares para medir a obstrução pulmonar. A tarefa era simples: respire fundo e depois expire o ar com força. Aí os pesquisadores analisavam quanto ar cada pessoa conseguia soltar no primeiro segundo. A maioria tinha 25 anos quando a pesquisa começou e mais da metade fumava cigarros, maconha ou ambos.

Fumantes de nicotina apresentaram os piores resultados, como era de se esperar… Mas a surpresa apareceu com quem fumava maconha “moderadamente” (pelo menos um baseado por dia durante 7 anos): eles apresentaram uma melhora mínima nas funções pulmonares quando comparados aos não fumantes. Essa melhora é quase insignificante, dá até para ser ignorada.

Mas nem tudo é festa. Segundo o estudo, quando o caso de amor entre maconha e usuário durava mais de 10 anos (ainda considerando um baseado por dia ou 365 ao ano), o pulmão já dava sinais de fraqueza. Isso sem contar os efeitos (ou mitos?) ainda desconhecidos da erva – como perda da memória.

Crédito da foto: flickr.com/eggrole

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Thiago Perin 27 de novembro de 2010

Oi, tô muito louca

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Em uma pesquisa da Universidade da Califórnia (EUA), ratinhos foram treinados para pressionar duas alavancas: uma para ganhar doces e outra para receber uma pequena dose de cocaína. Então, foram liberados para escolher à vontade entre ambas as ofertas. Segundo o líder do estudo, Kerry Kerstetter – que apresentou o trabalho na Neuroscience 2010 (um congresso anual do pessoal da neurociência, que aconteceu na semana passada lá mesmo na Califórnia) –, as fêmeas pressionaram a alavanca da cocaína “significativamente” mais vezes do que os machos, que escolheram “principalmente” os doces. Quando os pesquisadores dobraram a dose de cocaína disponível, entretanto, ambos os sexos passaram a ir para cima da droga. “Mas as fêmeas ainda preferiram a cocaína mais do que os machos”, contou Kerstetter.

Se isso indica que a mulher tem uma tendência natural maior ao vício? Parece que sim. “Estudos sobre a dependência de cocaína nos humanos mostram que as mulheres se viciam mais rápido do que os homens, e também que aguentam períodos menores sem a droga“, aponta o pesquisador. Os ratinhos não mentem: “tudo indica que o sexo feminino é mais propenso do que o masculino a sacrificar até a comida por pequenas doses de cocaína“.

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Thiago Perin 14 de setembro de 2010

Terapia coletiva?

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Que ele deixa o povo “bonzão” ao som do tuts tuts, não é novidade. Mas que também pode deixar bonzão (agora, sem aspas) pra valer, quando a música para… Aí sim! Um estudo norte-americano, publicado agora em julho no Journal of Psychopharmacology, sugere que, associado à psicoterapia, o ecstasy (apelido da metilenodioximetanfetamina, ou MDMA) pode ajudar (e muito!) no tratamento de transtornos de estresse pós-traumáticos (TEPT).

Para chegar a essa descoberta, os psiquiatras Michael e Annie Mithoefer fizeram testes com 21 portadores de TEPT (20 deles já tinham se tratado com medicina tradicional e terapia, sem sucesso). Cada um passou por duas sessões, recebendo ou 125 miligramas de MDMA (segundo os pesquisadores, o equivalente ao que uma pessoa tomaria numa balada) ou placebo (um comprimidinho de açúcar). Então, os dois grupos passaram por cerca de oito horas de psicoterapia no total. (Todos receberam uma segunda dose, pela metade, duas horas e meia depois do início do trabalho, para assegurar que os efeitos continuassem.)

E o resultado: dois meses após a experiência, menos de 17% dos pacientes que tomaram o ecstasy continuaram apresentando TEPT. Já entre os que receberam placebo, 75% não mostrou melhora. “Nossos resultados são encorajadores”, diz Mithoefer. Segundo ele, não houve qualquer problema significativo durante a experiência.

Mas o que o ecstasy faz? A terapia aplicada consistiu em fazer a pessoa entrar em contato com as memórias traumáticas que causaram o problema. Para ser efetiva, essa terapia de exposição precisa de um grande envolvimento emocional do paciente – tomando cuidado, é claro, para não sobrecarregá-lo e piorar a situação. O problema é que quem sofre de TEPT, segundo o médico, tem uma “janela” bem pequena entre o “não se envolver” e o “se envolver demais” na hora da terapia. O ectsasy, então, pode “alargar” essa “janela”, permitindo que o paciente permaneça engajado na medida certa durante a sessão terapêutica. Além disso, o MDMA aumenta os níveis da oxitocina (aquele hormônio associado à confiança, ao carinho, ao prazer) no organismo, o que ajuda os pacientes a estabelecer um laço mais forte com o terapeuta.

Esse estudo foi o primeiro nos EUA a usar o ecstasy de forma terapêutica com aprovação do governo. Segundo o Scientific American, outros testes similares estão sendo feitos na Suécia e em Israel. Logo, Canadá, Espanha e Jordânia também devem começar os seus.

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