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Homens paqueram no trabalho por puro tédio

Carol Castro 25 de abril de 2012

É o que diz a pesquisa do psicólogo Adrian Banks, da Universidade de Surrey, na Inglaterra. Ele pediu a 201 pessoas, entre homens e mulheres de 21 a 68 anos, que completassem um questionário sobre paquera no trabalho, satisfação profissional, desempenho no cargo atual e personalidade.

E aí ele descobriu que os homens insatisfeitos profissionalmente eram os mais galanteadores durante o expediente.

Outro questionário mostrou ainda que estes mesmos homens apresentam baixo nível de inteligência emocional. Ou seja, raramente conseguem entender os sentimentos de outras pessoas ou mesmo controlar os próprios sentimentos. E, por não conseguirem medir os excessos, não percebem quando a paquera começa a passar dos limites.

E esse “amor” todo, acredita o pesquisador, pode ser apenas tédio por conta da insatisfação com o trabalho. Vai que eles descolam um romance ou pelo menos uma paquera de leve para tornar o dia a dia no escritório mais feliz.

(Nota mental: nunca cair no papo dos colegas de trabalho insatisfeitos)

(Nota mental 2: onde se ganha o pão não se come a carne)

Crédito da foto: flickr.com/zsoolt

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Ser você mesmo no trabalho atrapalha sua carreira

Carol Castro 23 de abril de 2012

E quando chega a festa da firma, hein? Como faz?

Pesquisadores da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, e Greenwich, em Londres, entrevistaram 533 pessoas para medir a autenticidade no ambiente de trabalho (veja apresentação da pesquisa). A maioria dos entrevistados revelou que não mostra aos colegas quem eles realmente são. Ou seja, nem sempre expressam opiniões e sentimentos verdadeiros e, às vezes, falam coisas apenas para impressionar ou agradar.

Mas quando estão ao lado dos parceiros (marido, namorada), amigos e parentes a autenticidade aumenta. E isso os torna mais felizes. Segundo a pesquisa, a sinceridade com o parceiro aumenta a satisfação com a vida e o sentimento de bem estar. Essa tendência não se aplica ao ambiente de trabalho. Ser você mesmo no serviço te deixa menos satisfeito com a vida. E gente feliz geralmente rende mais, não?

“Você ouve dos gurus de autoajuda que o segredo da felicidade é ser você mesmo ou expressar seus sentimentos verdadeiros, mas isso não parece funcionar no ambiente de trabalho – pelo menos não nessa amostra que estudamos”, explicou Oliver Robinson, da Universidade de Greenwich, durante o encontro anual da Sociedade Britânica de Psicologia (as aspas saíram dessa matéria aqui). Pelo visto, esse é mais um dos conselhos errados que as pessoas dão.

Mas até quando você acha que dá para manter as aparências e fugir dos conflitos de opiniões no escritório?

Crédito da foto: flickr.com/maryanne67

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Ver filmes tristes deixa você alegre

Thiago Perin 29 de março de 2012

Vocês eu não sei, mas eu lembro de não sair nem um pouco feliz do cinema depois de ver, por exemplo, o Jack morrer em Titanic. De toda forma, pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio (EUA) dizem que ver filmes tristes deixa a gente mais feliz, sim — supostamente, porque as tragédias da ficção nos fazem pensar em quem amamos, e aí rola um efeito gostoso do tipo “que sorte eu tenho de ter essas pessoas na minha vida”.

Nos testes, 361 voluntários assistiram a um trecho de Desejo e Reparação (na foto), de 2007 — um filme que, digamos (para não dar spoilers demais), não termina bem do jeito que a gente queria. Antes, durante e depois do filme, os participantes tiveram que registrar como estavam se sentindo. Ao final da sessão, mais uma tarefa: escrever um pouco sobre o que quisessem.

Segundo a líder do estudo, Silvia Knobloch-Westerwick, as pessoas que ficaram mais tristes enquanto viam o filme tendiam a escrever sobre seus relacionamentos da vida real — o que aumentava a sensação de felicidade. ”As pessoas parecem usar as tragédias ficcionais para refletir sobre a importância de seus próprios relacionamentos, e ficam gratas”, diz.

E aí, quer fazer o teste? Comece por essa cena, eleita por pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) como a mais triste da história do cinema.

Aproveita e conta pra gente: qual é o seu filme triste preferido?

Crédito da foto: divulgação

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As segundas-feiras são mesmo tão ruins?

Thiago Perin 16 de janeiro de 2012

Sabe do que eu gosto em relação às segundas? Nada“. É bem provável que você também pense dessa forma. Tem até quem sinta uma vontadezinha de chorar quando o despertador toca e a semana útil está ali, dando um tapa na sua cara. A gente se acostumou a odiá-las, mas as segundas-feiras são mesmo tão ruins? A resposta é sim. E, ao mesmo tempo, não.

De fato, certas coisas ruins tendem a acontecer mais nas segundas-feiras. O mercado de ações, por exemplo, rende menos, diz um estudo das universidades de Chicago e da Pensilvânia (EUA) — supostamente, porque o otimismo dos investidores diminui durante o fim de semana. O número de suicídios aumenta, especialmente entre as pessoas de meia-idade, de acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia (EUA). E presta atenção nessa: os serviços de atendimento telefônico que dão informações sobre DSTs recebem um número maior de ligações, segundo pesquisadores da Universidade de Maastricht (Holanda) — o pessoal fica especialmente preocupado em ter contraído alguma coisa durante o fim de semana.

Mas o trânsito, ao contrário do que muita gente acha, é mais tranquilo nas segundas (e nas sextas) do que nas terças, quartas e quintas. Quem diz é o pesquisador britânico Tim Harford — e o palpite dele é que são esses os dias em que as pessoas escolhem faltar no trabalho.

E o nosso humor? Ele não sofre tanto quanto a gente acha com o início da semana. No livro Stumbling on Happiness (no Brasil, O que nos faz felizes), o autor Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard (EUA), explica que, assim como superestimamos o quão felizes vamos nos sentir no dia do nosso aniversário, subestimamos nossa felicidade nas manhãs de segunda. Ou seja, você sempre acha que vai acordar querendo morrer — e continua achando, por costume —, mesmo que a realidade nunca seja tão ruim.

No fim das contas, a culpa é toda nossa. Um estudo da Universidade de Sidney (Austrália) aponta que gostamos de prever nosso humor para cada dia da semana — mas não somos bons nisso. Não gostamos das segundas-feiras porque nos prendemos à ideia de como achamos que vamos nos sentir na segunda-feira, e não em como realmente nos sentimos.

Ouviu? Então pare de fazer o coitadinho e dê uma animada aí. A segunda pode ser sua amiga.

(Vi lá no Barking up the wrong tree)

Crédito da foto: flickr.com/wainwright

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Pesquisadores elegem a piada mais engraçada do mundo

Thiago Perin 29 de novembro de 2011

É sério. O psicólogo inglês Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, criou o site LaughLab para encontrar a piada mais engraçada do mundo. Durante 1 ano, quem entrava na página podia, além de publicar sua piada preferida, dar notas para as que já estavam por lá.

Foram, no total, mais de 40 mil piadas cadastradas, e cerca de 2 milhões de avaliações individuais, vindas de todos os cantos do mundo. A que agradou à maioria dos visitantes, no fim das contas, foi a enviada por um inglês de 31 anos chamado Gurpal Gosall.

Preparado? Atenção para a melhor piada de todos os tempos.

Dois caçadores estão em um bosque, quando um deles desmaia. Ele parece não estar respirando e seus olhos estão vidrados. O outro caçador pega o telefone e liga para a emergência: “Meu amigo está morto! O que faço?”. O atendente responde: “Calma, eu te ajudo. Primeiro, temos que ter certeza de que ele está morto”. Há um silêncio, e então um tiro é ouvido. De volta ao telefone, o cara diz: “Pronto, e agora?”.

Hehehe. “Muitas das piadas enviadas receberam avaliações mais altas de certos grupos de pessoas, mas essa teve um apelo realmente universal“, disse o líder da pesquisa.

A gente, aqui do CIÊNCIA MALUCA, particularmente, gosta bem mais de uma outra, que ficou em primeiro lugar só entre os visitantes do Reino Unido. Dá uma olhada.

Uma mulher entra no ônibus com seu bebê. O motorista diz: “Esse é o bebê mais feio que eu já vi. Ugh!”. A mulher vai para o fundo do ônibus e se senta, furiosa. Ela diz para o homem que está sentado ao lado: “O motorista acabou de me insultar!”. O homem responde: “Pois volte lá e coloque-o no lugar dele — pode ir, eu seguro o seu macaco pra você”.

(Dica do @todearaujo) ;)

Crédito da foto: flickr.com/enil

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