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Facebook também serve como médico

Thiago Perin 2 de fevereiro de 2012

Pesquisadores de um hospital da Dinamarca, tentando encontrar novas utilidades para o Facebook (como se o botão “cutucar” já não fosse o bastante), pediram a voluntários que convocassem seus amigos para brincar de médico.

O teste era o seguinte: cada participante atualizaria seu status dizendo que estava sentindo X ou Y, sem muitos detalhes, e pediria aos contatos que opinassem sobre o que poderia ser.

A ideia era ver se as pessoas só diriam besteiras ou se os comentários poderiam ser realmente úteis. E foram. Em 5 de 6 casos, e em cerca de apenas 10 minutos, os amigos fizeram diagnósticos corretos. Para quê ir ao hospital se você tem Facebook, certo?

Falando sério, ninguém está indicando que você troque os médicos pelas redes sociais, é claro — nem o CIÊNCIA MALUCA, nem os cientistas. Mas…

“Com base nesse estudo, acreditamos que os leigos podem usar seus amigos do Facebook para identificar a necessidade de ir ao médico“, dizem os pesquisadores.

Será? O que você acha? Curtiu?

Crédito da foto: flickr.com/massimobarbieri

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Um terço das fotos de perfis virtuais não mostra a pessoa como ela realmente é

Thiago Perin 17 de novembro de 2011

Foi o que constataram pesquisadores da Universidade de Cornell (EUA), que são gente como a gente e já devem ter sido enganados mais de uma vez por rostinhos lindos na tela do computador e, bem, não tão lindos na vida real.

Eles pegaram o pessoal no pulo em um teste bem simples: primeiro, selecionaram 54 voluntários que usavam sites de relacionamento — como o Match.com — e perguntaram a eles o quanto achavam que as fotos de seus perfis os refletiam como eles realmente eram na realidade. Todos, como era de se esperar, responderam que as imagens eram precisas.

Mas aí os pesquisadores colocaram um outro grupo de voluntários, sem qualquer vínculo com o primeiro, para comparar fotos e vida real. E as respostas mostraram a verdadeira cara da situação: um terço das imagens era mentiroso — em especial, as das mulheres.

“As fotos femininas foram julgadas como menos precisas do que as masculinas, e eram mais propensas a serem antigas, terem sido retocadas ou tiradas por um fotógrafo profissional, e a conter inconsistências, incluindo mudanças no cabelo e na qualidade da pele“, diz o estudo.

Fiquem ligados. Hoje em dia, todo o cuidado é pouco. (A minha foto aí do lado não tem retoque nenhum, tá?)

Crédito da foto: flickr.com/oter

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Facebook está fazendo você beber mais

Thiago Perin 22 de setembro de 2011

Olha aí uma indicação factual de que parte das ressacas que têm batido ultimamente pode ser atribuída ao Facebook. Segundo dados da agência Nielsen, os anúncios de dois produtos, em especial, têm feito os usuários do site largarem o computador e correrem para o mercado mais próximo: a vodca Smirnoff e o licor Baileys.

O jornal inglês Financial Times noticiou que as vendas das duas bebidas subiram até 20% graças aos anúncios veiculados na rede social.

E esse número deve subir ainda mais, porque os donos das marcas têm se reunido com executivos do Facebook para bolar “maneiras de aumentar o envolvimento do cliente”, diz a publicação.

Será que é por isso que os seus amigos escrevem tanta besteira por lá?

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Rede social quer que usuários compartilhem informações sobre flora intestinal

Thiago Perin 13 de setembro de 2011

Isso sim é superexposição. Criado por pesquisadores do European Molecular Biology Laboratory, em Heidelberg, na Alemanha, o site MyMicrobes (pois é!) pretende ser uma rede social para indivíduos com floras intestinais similares entre si – eles podem, então, tirar dúvidas, compartilhar dicas de dieta, expôr preocupações e comentar particularidades da própria saúde digestiva.

Até agora, cerca de 120 pessoas se registraram.

Dá pra perceber que é para um público bem… selecionado, né? Quando se cadastra no site, o usuário recebe um potinho em casa para – isso mesmo – devolver uma amostra de fezes. Junto com o cocô, eles pedem um cheque de 2.100 dólares para cobrir os custos de ter suas bactérias intestinais sequenciadas. Feito isso, você ganha um perfil no site.

O objetivo dos criadores é, além de oferecer aos membros um espaço para compartilhar o que não pega bem falar no Facebook ou no Twitter, colher informações sobre os microorganismos encontrados nos intestinos do povo para, então, usar esse material em pesquisas voltadas ao tratamento de problemas do sistema digestivo.

A causa é nobre, mas imagine só o tipo de atualização de status que rola por lá.

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Procrastinar na internet aumenta a produtividade

Thiago Perin 19 de agosto de 2011

Se está lendo isso no trabalho, pode fazê-lo sem culpa: você não está perdendo tempo, está aumentando a sua produtividade. É, agradece a gente: achamos um estudo devidamente científico para salvar a sua pele na próxima vez em que seu chefe pegar você fuçando a vida alheia no Facebook, batendo papo no Twitter ou, bem, lendo o CIÊNCIA MALUCA.

“Navegar na internet tem uma função restauradora importante”, dizem pesquisadores (que provavelmente gostam de passar um bom tempo online) da Universidade Nacional de Singapura. Segundo eles, fuçar na web revigora a pessoa mentalmente após longos períodos de trabalho, e tem um efeito ainda mais poderoso do que conversar pessoalmente com alguém.

Um líder esperto, portanto, deixa todo mundo livre para procrastinar à vontade: “O monitoramento excessivo do uso da internet apenas incentiva os funcionários a usá-la ainda mais”, constatam nossos cientistas bróders. Ouviram, chefes? Mas ok, não dá para liberar geral. É melhor evitar as trocas constantes de e-mails: “A necessidade de responder ao e-mail prejudica o engajamento psicológico da pessoa, afetando sua concentração”, dizem.

O estudo foi apresentado nesta semana lá na conferência anual da Academy of Management, que rolou nos EUA.

E você, o que acha? Você produz mais em um ambiente de trabalho em que dá para fuçar no Facebook, ler blogs, papear no MSN e no Gtalk e tuítar o tempo todo?

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