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Posts da categoria ‘morte’


Refletir sobre a morte faz bem para a vida

Carol Castro 3 de maio de 2012

E não é que até a morte tem um lado positivo? Pois é, a gente chora e sente tanta saudade que chega a doer… e nada disso é gostoso, claro. Mas, no fim das contas, essa tristeza nos faz refletir sobre a nossa mortalidade (e essa coisa delicada e efêmera que é a vida). E isso faz bem para a vida (desde os relacionamentos até a saúde).

É o que concluiu uma pesquisa conduzida por psicólogos da Universidade de Missouri. Eles avaliaram vários estudos anteriores para provar que desastres também podem trazer efeitos positivos.

Entre os estudos relacionados, um deles avaliava a reação dos americanos depois dos ataques às torres gêmeas do World Trade Center.  Quem não se lembra dos discursos americanos cheios de ódio contra os muçulmanos logo após os atentados? É, mas nem todo sentimento era relacionado à vingança. Segundo os pesquisadores, as pessoas também expressaram níveis bem maiores de gratidão, esperança, gentileza e liderança, depois do 11 de setembro.

Quando outros terroristas destruíram um prédio no centro de Oklahoma, em 1995, o número de divórcios na cidade diminuiu bastante. Outros estudos ainda dizem que, quando refletimos sobre a morte, somos influenciados a tomar atitudes positivas, como fazer mais exercícios físicos ou parar de fumar. E há ainda uma reavaliação sobre as coisas que valem a pena na vida. Aí surgem perguntas como “será que estou dando mais atenção ao trabalho do que à família?” e mudanças de atitudes. É quando a gente lembra que tudo tem um fim, que é melhor aproveitar o tempo.

Viu só, dá pra encontrar um lado positivo até na morte. Não é fácil, mas dá pra tentar.

Crédito da foto: gettyimages

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Usar fones de ouvido pode matar

Thiago Perin 14 de março de 2012

Daria um belo filme de terror B, mas não, os fones não se transformam em um monstro e começam a comer o seu cérebro, ou algo assim.

A notícia é que um estudo dos EUA constatou que o número de pedestres que ficaram feridos ou morreram porque ouviam música na hora de atravessar a rua triplicou por lá entre 2004 e 2011. Segundo os pesquisadores, mais de 20% dos casos especificamente mencionavam que os motoristas tinham tocado a buzina, mas as vítimas não escutaram.

E a incidência desse tipo de acidente é bem maior entre os jovens: cerca de dois terços dos atropelados tinham menos de 30 anos, e um terço tinha menos de 18.

Uma dica? Se não for tomar cuidado ao atravessar a rua, pelo menos escolha bem a trilha-sonora para o momento. Que música você gostaria de morrer ouvindo, hein?

(Via Bussinessweek)

Crédito da foto: flickr.com/hckyso

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Músicos morrem mais cedo

Thiago Perin 27 de dezembro de 2011

Não tem nada a ver com aquela história dos 27 anos (o mito que se criou por alguns músicos, como Kurt Cobain, Janis Joplin e, mais recentemente, Amy Winehouse terem morrido com essa idade), mas, segundo pesquisadores do Reino Unido, os rock e popstars realmente morrem mais cedo do que as outras pessoas — quase duas vezes mais.

A pesquisa acompanhou as trajetórias de mais de mil músicos europeus e norte-americanos que ficaram famosos nos últimos 50 anos, dos quais cerca de 10% morreram nesse período. Estar nas paradas é perigoso. As principais causas de morte foram drogas e álcool (31%), acidentes (14%), violência e suicídio (9%), problemas do coração (14%) e câncer (20%).

Crédito da foto: flickr.com/foolswisdom

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Ficar entediado no trabalho pode matar

Thiago Perin 20 de dezembro de 2011

A coisa está chata por aí? Chame o chefe: pode ser demais para o seu coraçãozinho.

Sentir-se entediado durante o expediente aumenta “significativamente” o risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio (EAM), segundo pesquisadores da Suécia e dos EUA.

Apesar de a amostragem do estudo ser bastante específica (apenas homens de até 65 anos, de Estocolmo, que enfartaram entre 1974 e 1976), a propensão ficou clara e, segundo os especialistas, merece ser levada em conta: quanto mais tediosa era a profissão do cara (o guia foi uma pesquisa feita na Suécia em 1977, que listou características de 118 ocupações e definiu as mais chatas), maiores as chances de ele ir parar no hospital com o coração em frangalhos.

Curiosamente, trabalhar demais e levar uma vida agitada não se mostraram prejudiciais nesse sentido — a não ser que associados a outros fatores que deixassem a pessoa insatisfeita.

Não é a primeira vez que o CIÊNCIA MALUCA fala sobre como o tédio pode ser fatal.

Crédito da foto: flickr.com/johnjoh

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Cientistas dizem que Mozart morreu de… falta de sol

Thiago Perin 7 de setembro de 2011

Eles não deixam o cara descansar. Ao longo dos anos, pesquisadores ressuscitaram a história da morte de Mozart inúmeras vezes – ele já morreu, por exemplo, de febre reumática, tuberculose, derrame, septicemia, falência renal, broncopneumonia, choque hemorrágico e mais uma porção de condições desagradáveis.

Uma das teorias mais famosas, aliás, é a de que Mozart teria sido assassinado por um compositor rival. Mas o pitaco mais recente sobre os últimos dias do austríaco é que ele teria morrido por falta de vitamina D, que é produzida naturalmente pela pele quando exposta ao sol, no organismo.

Segundo pesquisadores dos EUA e da Áustria, onde Mozart vivia, bronzeado ele não era, pois andava “tão noturno quanto um vampiro” no fim de sua vida, o que os levou a supor que sua pele não produzia vitamina D o bastante. Como suplementos vitamínicos só começaram a ser comercializados dois séculos depois… Isso, provavelmente, teria levado-o à morte.

“Embora entender as causas da morte de Mozart não possa trazê-lo de volta“, apontam os estudiosos, astutos, “ensina uma lição aos europeus que vivem em grandes altitudes (e também a quem vive em outros lugares) sobre a importância da vitamina D”. Anotado?

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