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Posts da categoria ‘preconceito’


Homofobia pode revelar homossexualidade

Carol Castro 1 de maio de 2012

Pode sair, todo mundo já te viu aí.

Lembra quando o Thiago escreveu aqui no CIÊNCIA MALUCA sobre uma pesquisa antiga, publicada há mais de 15 anos, sobre a relação entre homofobia e homossexualidade? Então, recentemente, alguns psicólogos americanos resolveram revisitar essa teoria com novos estudos. E a conclusão foi exatamente a mesma: homofóbicos parecem sentir um desejo reprimido por pessoas do mesmo sexo.

O artigo descreve seis estudos com 784 estudantes universitários americanos e alemães. A primeira missão dos participantes foi classificar a própria orientação sexual numa escala de 1 a 10 (1 aos extremamente gays; 10 para os heterossexuais inquestionáveis). Na sequência, assistiram a uma exibição de fotos e palavras (tipo imagens de casais homossexuais ou palavras relacionadas a cada um dos dois grupos) e, na medida em que eram mostradas, precisavam encaixá-las o mais rápido possível na categoria apropriada (héteros ou gays).

Acontece que, antes de cada slide, aparecia na tela a palavra “eu” ou “outro”, por apenas 35 milissegundos (ou 0,035 segundos).Segundo os autores do estudo (eles escreveram um artigo para o New York Times), esse tempo foi suficiente para que os participantes conseguissem ver a palavra subliminarmente, mas curto demais para que pudessem vê-la conscientemente.

Aí entra a teoria (conhecida como associação semântica): se a palavra “eu” preceder imagens ou outras palavras que refletem a sua orientação sexual (um beijo entre homem e mulher, por exemplo, se você for hétero), fica mais fácil encaixá-la na categoria correta. Mas se você for gay e passar por essa mesma situação (foto de casal hetéro se amando + palavra “eu”), sua cabeça vai precisar de mais tempo para associá-la ao grupo correto.

E então as máscaras caíram. Mais de 20% daqueles que se descreveram como “muito macho”, com nota 10, tiveram resultados incoerentes. Ou seja, eles precisaram de mais tempo para classificar as figuras do mundo gay quando a palavra subliminar era “outro”. E eram eles também os mais ativos na luta contra a igualdade dos direitos homossexuais e com forte preconceito contra gays. É como se eles descontassem nos homossexuais toda a dor que sentem pelos desejos reprimidos, por não conseguirem sair do armário.E disso aí surge a homofobia.

Crédito da foto: flickr.com/rosengrant

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Homens realmente dirigem melhor do que mulheres

Thiago Perin 14 de outubro de 2011

É, moça, você não gostou da notícia, a gente sabe.

O estereótipo é velho e bem conhecido: mulher dirige mal e blá blá blá. Mas, até então, dava pra chamar isso de puro preconceito — no máximo, de um senso comum bem arbitrário. Aí pesquisadores da Ruhr-Universität Bochum (Alemanha) resolveram fazer um estudo experimental para testar a habilidade de ambos os sexos atrás do volante. E, ops, comprovaram que os homens realmente superam as mulheres nesse quesito.

65 participantes (30 mulheres, 35 homens) tiveram que estacionar um Audi A6 (automático) de frente e de ré em um daqueles estacionamentos de vários andares. Em ambas as manobras, os homens foram 2,4% mais precisos (ok, é pouco) e 35% mais rápidos (agora sim) do que as mulheres.

É possível que haja sim diferenças de cognição espacial entre os sexos, dizem os especialistas — mas eles apontam também que talvez seja o próprio estereótipo negativo em relação ao talento feminino na direção o que deixa as mulheres nervosas e faz com que tenham mais dificuldade na hora de estacionar. Será?

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Sentir cheiro ruim deixa as pessoas mais homofóbicas

Thiago Perin 28 de setembro de 2011

A questão nem é falta de banho. Pesquisadores das universidades de Yale e Cornell, nos EUA, e Tilburg, na Holanda, resolveram colocar uma hipótese em teste: será que, quando estão sentindo um cheiro ruim, as pessoas ficam mais preconceituosas?

Ficam sim – mas, aparentemente, só em relação aos homens gays. Em testes, voluntários expostos a odores desagradáveis demonstraram menos aceitação a homossexuais masculinos, mas não a heterossexuais ou a outros grupos que sofrem discriminação, como negros, idosos ou pessoas com ideais políticos diferentes.

Mesmo em relação às lésbicas o efeito não foi significativo.

A gente bem queria entender o porquê, mas o estudo não apresenta uma razão definitiva para esse comportamento esquisito. Alguém aí tem uma ideia sobre o que pode ser?

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Pessoas com baixa autoestima são mais preconceituosas

Thiago Perin 29 de março de 2011

Eu me odeio! Portanto, odeio você também.

Você está na pior? Está se sentindo mal consigo mesmo? Degradar os outros pode ajudá-lo a melhorar esse humor. Não estamos fazendo apologia à discriminação, é claro, apenas contando o que cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) constataram.

Segundo eles, o preconceito é usado como uma ferramenta de autoafirmação: as pessoas criam estereótipos e discriminam quem é diferente para melhorar a própria autoestima. Algo do tipo: “não estou muito feliz com as minhas ações; então, vou pensar que aquela pessoa ali é pior do que eu”. E pronto: teoricamente, o indivíduo fica mais satisfeito na própria pele.

Em testes, os caras colocaram voluntários brancos para associar, como bem entendessem, palavras positivas e negativas a imagens de pessoas brancas e negras que apareciam em um monitor. Isso após fazerem um teste escrito e terem a autoestima manipulada – alguns ouviram que tinham se saído bem na prova, enquanto outros receberam um feedback ruim.

Confirmando a hipótese, aqueles que estavam se sentindo mal com a performance no teste mostraram mais sinais de preconceito. Como ninguém está imune a este efeito, os pesquisadores dão a dica: fique esperto. “Quando você se pegar pensando negativamente a respeito de um grupo, diga para si mesmo: ‘eu posso estar me sentindo assim porque fui mal num teste’ ou algo assim”, diz o líder do estudo, Jeffrey Sherman.

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