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Posts da categoria ‘superstição’


Menos bebês nascem no Halloween

Thiago Perin 28 de outubro de 2011

O medo de que o filho nasça em pleno Dia das Bruxas é tanto que a mulher dá um jeitinho inexplicável de segurar a criança lá dentro até o feriado passar — tipo bruxaria mesmo.

Um estudo da Universidade de Yale (EUA), que analisou registros de nascimento lá nos EUA (onde a cultura do Halloween é fortíssima) ao longo de 11 anos, comprovou: em 31 de outubro, o número de partos normais cai 5%, enquanto o de cesarianas diminui 17%.

Dá pra entender que as futuras mamães prefiram não marcar uma cesariana no dia em que um monte de gente sai por aí fantasiada de monstro. Mas adiar o parto normal, sério? “Nossas descobertas levantam a possibilidade de que mulheres grávidas possam ser capazes de controlar quando os partos espontâneos acontecem”, dizem os pesquisadores.

Como, exatamente, eles ainda não sabem.

Para comprovar o efeito, eles resolveram checar também os registros de nascimento no Dia dos Namorados (que nos EUA é comemorado em 14 de fevereiro). E opa, tudo se encaixa: no feriado que tem conotação positiva, ao contrário do Halloween, mais bebês vêm ao mundo — 4% mais via parto normal e 12% via cesariana.

E aí, em qual feriado você gostaria que seu filho chegasse? Acharia ruim se ele nascesse no Dia das Bruxas?

Crédito da foto: flickr.com/tedsblog

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Site lista animais capazes de prever mudanças climáticas

Thiago Perin 22 de fevereiro de 2011

O site Mother Nature Network fez uma listinha bem bacana de animais que, supostamente, são capazes de prever mudanças no clima, como os sapos (os coachados deles ficam mais altos e longos frente à expectativa de chuva), os pássaros (a altitude em que eles voam prevê tempo bom ou ruim) e as ovelhas (elas passam a andar em grupos quando o tempo vai fechar). “Supostamente” porque não há a devida comprovação científica para embasar os tais poderes dos bichos e, então, a responsabilidade cai mais sobre o terreno da superstição e da tradição cultural. Ou seja, a coisa aqui é mais “maluca” do que “ciência”. Mas vale dar uma olhada mesmo assim. Passa lá (em inglês). (A foto é só de brincadeira; os pandas não estão na lista.)

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Chineses que nascem no Ano do Dragão são superiores

Thiago Perin 4 de fevereiro de 2011

Na Ásia, há a crença de que quem nasce no Ano do Dragão, que vem uma vez a cada 12 anos na astrologia chinesa, é especialmente afortunado e tende a se dar melhor na vida. Pesquisadores da Universidade de George Mason, nos EUA, foram ver se havia algum fundamento nisso. E, ao analisarem as fichas de imigrantes asiáticos nascidos em 1976 (que foi um Ano do Dragão), notaram que eles tinham estudado mais (e, portanto, tinham mais chances de serem bem sucedidos) do que os nascidos nos outros anos. Em contraste, o efeito simplesmente não existia nos americanos que nasceram em 76. Estranho, né? Mas, fora isso, eles observaram que as mães dos asiáticos do Ano do Dragão eram também mais educadas, mais endinheiradas e consideravelmente mais velhas do que as mães das crianças nascidas nos outros anos. Juntando os fatos, portanto, os pesquisadores chegaram a uma explicação bem simples (e que não envolve misticismo algum): os casais com melhores condições de vida (mais estudados, com melhor renda etc.) e crença na astrologia podem se dar ao “luxo” de fazer um planejamento familiar que os leve a ter filhos nascidos no ano “mágico”. E têm, também, maiores recursos para investir no desenvolvimento (no caso, na educação) da prole. Daí a tal superioridade desse pessoal. Cientificamente comprovada. (Na íntegra, aqui.)

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Ser supersticioso aumenta suas chances de sucesso

Thiago Perin 13 de agosto de 2010

Muita boa sorte nessa sexta-feira 13

Boa sorte rolando solta na sexta-feira 13

“Boa sorte”, “cruze os dedos”, “bate na madeira”… A gente sempre solta umas do tipo, né? Mesmo sabendo que o efeito dessas superstições é nulo. Mas aí aparece um estudo da Universidade de Colônia, na Alemanha, para mostrar que, no fim das contas, não, não é nulo. Pelo contrário: segundo os pesquisadores, se agarrar a amuletos (tipo trevos de quatro folhas) ou dizeres de sorte (o próprio “boa sorte!”) aumenta mesmo as chances de sucesso.

Em quatro experimentos, voluntários com a superstição aguçada tiveram melhor performance em jogos de golfe, anagramas, testes de coordenação motora e de memória. No golfe, por exemplo, os que acreditavam estar jogando com “bolas da sorte” se saíram 35% melhor. E por quê? “A superstição impulsiona a confiança no próprio sucesso em dada tarefa, o que melhora a dedicação e, por consequência, a performance”, explica o estudo.

Mas os caras ressaltam que, é claro, acreditar na boa sorte só pode ter algum efeito positivo nos casos em que a pessoa tem controle sobre o resultado – como num jogo de golfe. “A sorte não ajuda pessoas que apostam na loteria”, dizem. Até onde eles sabem, pelo menos.

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