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Ter medo da violência ajuda a manter você seguro, defende estudo

15 de agosto de 2014

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Nós ouvimos (ou falamos) frequentemente sobre quão ruim é viver com medo da criminalidade. Mas um novo estudo de pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan e das Universidades de Iowa e Missouri em St. Louis defende que esse temor pode ser saudável. “Nós devemos encarar o medo como uma resposta natural ao crime, a menos que ele atinja um nível crônico ou de fobia. Aí sim é preciso intervir”, diz Chris Melde, professor de justiça criminal de Michigan.

Ele e seus colegas analisaram dados obtidos ao longo de um ano em um programa educacional envolvendo leis e criminalidade oferecido em 15 escolas de nove cidades dos Estados Unidos. Mais de 1600 alunos do sexto ao nono anos participaram. Os estudantes que relataram mais medo eram menos propensos a se envolver em atos violentos, como assaltos, roubos e brigas de gangues. O motivo não é nenhuma surpresa: os mais temerosos tendiam a evitar pessoas, locais e atividades potencialmente perigosos.

Isso valia tanto para as vítimas quanto para os agressores – os dois grupos muitas vezes vêm do mesmo conjunto de pessoas, especialmente quando se trata de brigas de rua e roubos menores. “Mas mesmo os criminosos de rua mais durões se preocupam com a possibilidade de serem atacados ou mortos devido às suas más ações. E eles têm uma boa razão para ter medo, porque o crime de rua é uma atividade perigosa também para os seus autores”, diz o estudo.

É importante destacar, porém, que os pesquisadores deixam claro que isso NÃO vale para coisas como abuso infantil, violência sexual e outros tipos de violência doméstica. Esses tipos de agressão estão em outra categoria por envolverem circunstâncias diferentes – geralmente relacionadas a hierarquias distintas de poderes e convivência com os agressores, o que impede as vítimas de tentarem se proteger.

Para Chris Melde, o resultado é importante para as políticas públicas: em vez de se empenhar em campanhas para reduzir o medo da população, o certo seria (além, é claro, de combater diretamente o crime) deixar as pessoas mais bem informadas. Ter dados mais detalhados sobre os tipos de crimes mais frequentes em cada localidade as ajudaria a tomar decisões mais conscientes em relação à sua própria segurança, fazendo alterações em sua rotina, se fosse o caso.

Você concorda?

 

O estudo foi publicado na semana passada. Leia-o na íntegra aqui.

 


Cinco lições essenciais sobre produtividade

7 de agosto de 2014

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Quando se formou na faculdade em maio do ano passado, o canadense Chris Bailey recebeu duas ótimas ofertas de trabalho em período integral, mas as dispensou. Ele tinha um plano e aceitar qualquer uma dessas propostas o impediria de colocá-lo em prática. Um ano depois, ele afirma que não se arrependeu. Durante 12 meses, Bailey leu e testou tudo o que pôde encontrar sobre o tema produtividade, compartilhando suas descobertas no site que leva o nome do projeto: A Year of Produtivity (ou “Um ano de produtividade”). O objetivo era conseguir se tornar o mais produtivo possível – e ajudar as pessoas a se beneficiarem de suas descobertas. O experimento rendeu 197 artigos nesse período, mas ele publicou um resumão com as lições mais importantes que aprendeu. Veja cinco delas:

 

1. Saiba escolher bem suas tarefas em cada área da vida

Eu já falei neste post sobre trabalhos reativos e criativos, e eis mais uma pessoa defendendo algo parecido. Podemos ter incontáveis coisas para fazer em diferentes campos da vida (trabalho, educação, saúde, mente, finanças, relacionamento etc.), mas é preciso saber classificar essas tarefas de acordo com o seu valor para melhorar cada uma dessas áreas. Boa parte delas só vai consumir seu tempo e energia e não trará resultados notáveis. Por outro lado, existem algumas que, sozinhas, podem lhe dar um retorno dez vezes maior. Descubra quais são e foque nelas.

 

2. As dicas mais eficientes são as mais clichês

Quão clichê é dizer que as mais importantes táticas para ser produtivo são comer bem, dormir o suficiente e se exercitar? Pois saiba que, por mais bobas que pareçam, elas se revelaram as mais eficientes para Chris Bailey. “Eu acho que por trás dos clichês existe uma verdade tão poderosa que as pessoas se sentem compelidas a repeti-las tantas vezes que elas acabam perdendo seu valor”, escreve ele. “Mas, como alguém que testou centenas de técnicas para administrar melhor meu tempo, energia e atenção na última década [porque ele já vem pesquisando o tema bem antes de começar o projeto] posso afirmar: nada contribuiu mais para a minha produtividade do que comer bem, dormir o bastante e fazer exercícios físicos”, completa.

Um adendo aqui: Isso faz sentido. Quando eu fui investigar qual o segredo para conseguir acordar cedo (algo que sempre me pareceu impossível sem muito sofrimento e dor, e no qual eu falhava TODOS OS DIAS – e acordar já falhando miseravelmente não é um jeito muito legal de começar o dia), fiquei meio decepcionada com a simplicidade do que encontrei. Eu esperava táticas mais interessantes e temi ser xingada por leitores que também tivessem essa expectativa. O texto está aqui e eu recomendo a leitura, mas, basicamente, o segredo mais importante é dormir cedo (sério, leia antes de me odiar porque tem toda uma explicação). O ponto é que isso também acontece com a “fórmula” para a produtividade e, provavelmente, para um monte de outras coisas.

 

3. Os três ingredientes principais para a produtividade são tempo, energia e atenção

Bailey descobriu que, não importava quais técnicas usasse, elas sempre envolviam administrar melhor um ou mais desses três fatores: seu tempo, energia e atenção. Para ele, esses são os três ingredientes fundamentais para uma produtividade consistente. Se você tem muita energia e foco, mas não sabe administrar seu tempo, acabará dedicando muitas horas às tarefas erradas e não vai conseguir muita coisa. Se é bom em administrar o tempo e tem muita energia, mas não tem foco, vai se distrair e procrastinar. E se tem foco e sabe administrar o tempo, mas não sabe administrar a energia, pode desperdiçá-la com coisas menos importantes. Portanto, é fundamental ter as três competências.

 

4. Trabalhar duro demais e por tempo demais faz mal à sua produtividade

Virar noites trabalhando e não parar nem para almoçar com calma podem dar a impressão de que você está fazendo muita coisa, mas definitivamente não te fazem uma pessoa mais produtiva em longo prazo. “Em um experimento que durou um mês, eu alternava entre trabalhar 90 horas em uma semana e 20 horas na semana seguinte. Então descobri que a quantidade do que produzi foi igual nas duas, por uma razão simples: quando eu limitava o tempo que gastaria em uma tarefa, eu me forçava a dedicar mais energia em menos tempo para que pudesse conclui-la rapidamente. Quando tinha mais tempo para o trabalho, eu tendia a procrastinar mais e trabalhar em atividades que me dariam menos retorno (como as que mencionamos no primeiro item), e assim perdia mais tempo”, escreve Bailey.

 

5. Tenha em mente que ser produtivo tem a ver com quanto você conquista, não quanto você produz – e seja gentil consigo mesmo

Quando você está focado em ser mais produtivo, é comum cometer o erro de focar em números: quantas páginas ou palavras escreveu e leu, quantas horas trabalhou, quantos e-mails respondeu. O problema é que, segundo Bailey, “a menos que você trabalhe em uma fábrica, medir sua produtividade baseado apenas em quanto você produziu vai te dar um panorama limitado de quão produtivo você é”. Por exemplo, escrever um texto de 100 palavras que condense eficientemente o que seria posto em 500 não significa que você produziu menos – significa que produziu melhor. Responder 200 e-mails poderia dar a impressão de que sua manhã foi um sucesso, mas será que essas mensagens eram mais importantes do que alguma outra única tarefa que você poderia ter feito no lugar? Aqui entra de novo a discussão do valor das tarefas, e do quanto elas contribuem para que você se sinta satisfeito não só no final do dia, mas da semana, do mês e do anoAlém disso, é preciso ter em mente por que você quer alcançar determinadas metas e não perder isso de vista, senão sua satisfação com o trabalho vai embora e sua produtividade vai perder o sentido. Por fim, Bailey acrescenta que, para manter a motivação, ainda é necessário outro ponto: ser gentil consigo mesmo. Ser mais produtivo requer um tremendo esforço, e daí para começar a se pressionar exageradamente é um pulo. Você está tentando fazer mudanças positivas na sua vida, então é importante manter uma atitude positiva em relação a si próprio.  


Podemos esquecer um rosto, mas não esquecemos um post no Facebook

1 de agosto de 2014

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Não é nenhum segredo que é bem mais fácil lembrarmos frases simples e coloquiais do que aquelas construídas mais cuidadosamente. Você provavelmente percebeu isso logo na escola: quando seus professores explicavam a matéria de maneira informal tudo ficava muito melhor do que se você se pautasse pela linguagem formal dos livros. A novidade é que essas falas simples são mais pegajosas para o seu cérebro do que imagens do rosto de pessoas – e essa lógica também se aplica a posts no Facebook.

A conclusão é de um estudo da Universidade de Warwick, do Reino Unido, e da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), publicado no periódico “Memory and Cognition” no ano passado. Os pesquisadores testaram a memória de voluntários para posts no Facebook de anônimos, sem imagens e retirados de contexto, e compararam os resultados com testes de memória para frases tiradas de livros e também para rostos humanos (de pessoas desconhecidas).

No primeiro teste, a memória dos participantes para posts aleatórios do Facebook foi 150% melhor do que para frases de livros e 250% (!) melhor em relação a rostos de desconhecidos. A principal autora do estudo, Laura Mickes, ficou impressionada: “Esses tipos de lacunas no desempenho estão em uma escala semelhante às diferenças entre amnésicos e pessoas com memória saudável“, afirmou.

Uma das razões por trás disso está relacionada ao tipo de conteúdo: as atualizações do Facebook são mais fáceis de memorizar porque geralmente envolvem tipos de informação de natureza “fofoqueira”, que tendem a se espalhar mais facilmente (leia sobre isso aqui).

Christine Harris, professora da Universidade da Califórnia que também fez parte da equipe de pesquisa, explica o porquê: tanto a memória quanto o mundo social foram fundamentais para a sobrevivência ao longo da história ancestral dos seres humanos, uma vez que os outros podem ser fontes tanto de ameaças quanto de recompensas. “Portanto, faz sentido que nossas mentes seriam ajustadas para ter em especial atenção as atividades e pensamentos das pessoas e para lembrar a informação veiculada por elas“, completa.

Porém, o estudo sugere que outra coisa também está em jogo: a linguagem espontânea dos posts, sem muita edição e mais perto da fala. Testes com posts no Twitter e com comentários sob artigos de notícias on-line revelaram os mesmos resultados, indicando que não se trata apenas do tipo de informação e do fato de ser o Facebook.

Sobre esse aspecto, outro pesquisador da equipe, Nicholas Christenfeld, acredita que nossa capacidade de linguagem ainda não evoluiu completamente para processar textos cuidadosamente editados e polidos. “Pode-se ver os últimos cinco mil anos de escrita cuidadosa como uma anomalia. Tanto que as tecnologias modernas estão permitindo que a linguagem escrita retorne ao estilo casual e pessoal da comunicação pré-alfabetização. E esse é o estilo que ressoa e é lembrado”, acrescenta.

Por que a pesquisa é útil

Os resultados do estudo têm implicações importantes. Primeiro, porque ele mostra que os incontáveis posts que chegam para nós pelo Facebook não são assim tão triviais e esquecíveis: eles ficam na nossa cabeça mais do que livros de alta literatura.

Além disso, revela que a escrita mais fácil e rápida de produzir é também a mais fácil de lembrar. Saber dessas duas coisas pode ajudar na concepção de melhores ferramentas educacionais, além de serem úteis para quem trabalha na área de comunicação e publicidade.

“É claro que não estamos sugerindo livros escritos em tweets, nem que editores são inúteis, mas escritores de livros didáticos ou professores que usam o PowerPoint certamente poderiam se beneficiar do uso de uma voz mais natural”, diz Mickes.

E ela acrescenta outro ponto importante para todo mundo, independente da área em que trabalhemos: “Os resultados do estudo deveriam, no mínimo, nos fazer ver que talvez devêssemos tomar mais cuidado sobre o que postamos no Facebook, já que esses posts podem ser lembrados por muito tempo.”

 

(Via Futurity)

 

 

 


Pessoas com depressão tendem a buscar alvos abstratos – e isso não é bom

23 de julho de 2014

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Os objetivos que nós temos influenciam muito a nossa felicidade. E um novo estudo do Instituto de Psicologia, Saúde e Sociedade da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, trouxe alguns esclarecimentos sobre esse tema.

Os pesquisadores, liderados pela psicóloga Joanne Dickson, pediram a voluntários com e sem depressão que fizessem uma lista de objetivos pessoais que gostariam de alcançar em um prazo curto, médio e longo. Depois, os alvos foram categorizados de acordo com quão específicos eram. “Ser feliz”, por exemplo, é algo geral, enquanto algo como “escrever duas páginas de Word por dia” é um alvo bem mais específico.

Os resultados mostraram que, embora tanto os voluntários que tinham depressão quanto os que não tinham a doença tenham listado o mesmo número de objetivos, os depressivos listaram alvos que não só eram mais generalistas, mas também mais abstratos. Além disso, esse grupo tinha propensão muito maior a dar motivos não específicos para alcançá-los.

“Nós sabemos que a depressão está associada a pensamentos negativos e a uma tendência a generalizar demais a coisas, especialmente em relação a si mesmo e às suas memórias do passado”, diz Joanne Dickson. “Este estudo, pela primeira vez, mostrou que essa característica também engloba objetivos pessoais”, completa.

O problema disso é que ter metas muito amplas e abstratas pode manter e agravar a depressão. “Nós descobrimos que faltava foco nos alvos que as pessoas com depressão clínica listaram, tornando mais difícil a sua realização e, assim, gerando cada vez mais pensamentos negativos”, diz a autora. Não é difícil entender o porquê: metas ambíguas são mais difíceis de se visualizar, o que, por sua vez, pode levar a uma redução da expectativa de realizá-las – o que resulta em menor motivação. Em outras palavras: você não sabe exatamente o que quer, nem por que quer, só tem uma ideia geral. E esse negócio é tão nublado que você não consegue realmente se ver lá, então se desanima e nem tenta muito. Só que aí, vendo que a coisa realmente não está rolando como queria, você fica ainda mais desanimado – e vai se esforçar ainda menos. O resultado é um ciclo de negatividade que só vai piorando e, para os depressivos, é especialmente difícil escapar dele.

Para os pesquisadores, esses resultados podem favorecer o desenvolvimento de novas formas eficazes de tratamento da depressão. “Ajudar as pessoas deprimidas a definir metas específicas e gerar razões específicas para a realização do objetivo pode aumentar suas chances de realizá-los, o que poderia quebrar esse ciclo de negatividade”, diz Dickson.

(Via Medical Xpress)


Ter muitos motivos para alcançar um objetivo faz mal para a sua motivação (!)

14 de julho de 2014

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Uma escola militar acaba de receber uma nova turma de alunos. Alguns deles estavam ali porque sempre tiveram vontade de servir seu país; outros, embora tivessem esse desejo, também foram atraídos pelo status e bons salários. Qual dos dois grupos você acha que seria mais bem-sucedido na escola e na carreira militar? Embora possamos ser levados a acreditar que ter vários motivos para fazer algo seja melhor do que ter um só, uma pesquisa de proporções respeitáveis concluiu que o primeiro grupo foi o que obteve maior sucesso.

O estudo em questão, publicado recentemente no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”, foi feito por pesquisadores da Universidade de Yale e do Swarthmore College. Eles acompanharam 10.238 cadetes da Academia Militar de West Point dos Estados Unidos por um período de uma década (!), analisando os motivos por que eles haviam decidido ir para lá, sua performance acadêmica e seu sucesso e longevidade na carreira militar.

Realizar esse estudo por tanto tempo permitiu fazer algo que não havia sido muito explorado em outros experimentos sobre o tema: diferenciar os tipos de motivação envolvidos nas ações dos voluntários. “Parece óbvio e inegável que, se a pessoa tem dois ou mais motivos para fazer alguma coisa, ela será mais propensa a fazê-la, e vai fazê-la melhor, do que se só tivesse um”, diz o estudo. “(…) Porém, essa lógica deixa passar o fato de que, na vida real, as pessoas aparecem com múltiplas razões para quase qualquer ação – frequentemente ações muito mais significativas do que aquelas alcançadas por estudos experimentais de motivação”, completa. Além disso, estudos feitos até então envolvem motivos que, além de muitas vezes serem específicos e ligados a fatores externos, são temporários. Portanto, sua aplicabilidade na vida real pode ficar comprometida.

Neste trabalho, os autores diferenciaram dois tipos de motivação: os extrínsecos ou instrumentais, que vêm de fatores externos ao indivíduo, e os intrínsecos, que são internos e ligados a gostos pessoais. Um cara que sonha em ser um astro do rock para ter fama, dinheiro e garotas é movido por motivações extrínsecas; alguém que está nessa principalmente porque ama fazer música é movido por motivações intrínsecas. E ficou comprovado que, embora ter metas seja, de forma geral, algo positivo, ter motivos instrumentais para alcançá-los pode enfraquecer os efeitos positivos da motivação interna, prejudicando a persistência e o desempenho – pelo menos em contextos de educação e carreira a longo prazo.

Diferentes formas de encarar o trabalho

O artigo dos pesquisadores contesta a ideia popular de que, se formos pagos para fazer uma atividade de que gostamos, passaremos a odiá-la. “A maioria dos contextos em que as pessoas operam oferecem múltiplos resultados para a sua performance. Estudantes diligentes aprendem e também conseguem boas notas. Médicos aliviam o sofrimento das pessoas e também podem conseguir dinheiro e status. Entre os cadetes analisados, persistência e esforço levariam à excelência enquanto oficiais e também a carreiras materiais bem sucedidas. É difícil imaginar uma atividade humana que não tenha consequências instrumentais, materiais”, escrevem eles. Sim, mas vamos combinar aqui que, embora isso possa não ser a razão por que nos levantamos para ir trabalhar todos os dias, ter dinheiro e status trazem privilégios que facilitam a vida. E agora? Eles respondem: “Só porque essas atividades têm os dois tipos de resultados não significa que as pessoas tenham necessariamente os dois tipos de motivação. (…) Nós enfatizamos o impacto negativo de motivos instrumentais sobre os efeitos dos motivos internos, mas, colocando de outra forma, também podemos dizer que motivos internos ajudam a conter o efeito negativo dos efeitos instrumentais”.

Ou seja, depende do que você coloca como o mais importante. A forma como se encara a atividade profissional faz toda a diferença: ela pode ser vista simplesmente como um trabalho, como uma carreira ou como uma vocação. Estudos anteriores concluíram que pessoas que encaram como uma vocação encontram mais satisfação e fazem um trabalho melhor do que os outros dois tipos. E algo importante que difere a “vocação” dos demais é a relativa insignificância de fatores instrumentais para determinar por que as pessoas estão trabalhando. Em vez disso, elas focam no sentimento de realização que obtêm daquela atividade, o que geralmente vem acompanhado da sensação de que se está contribuindo para a vida de outras pessoas de uma forma significativa.

Leia o estudo: “Múltiplos tipos de motivos não multiplicam a motivação de cadetes de West Point”


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