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Segredo das pessoas populares pode ser a habilidade de “ler mentes”

Ana Carolina Prado 13 de fevereiro de 2012

De acordo com um estudo das universidades de Oxford e Liverpool (Inglaterra), o segredo de quem tem muitos amigos pode estar na capacidade de “adivinhar” o que outras pessoas estão pensando e, em especial, antecipar o que querem. É claro que a habilidade não tem nada a ver com uma habilidade sobrenatural e sim com a sensibilidade e boa leitura de sinais, que permitem captar o estado mental de outras pessoas. O termo usado pelos cientistas para isso é “mentalising”.

Pois bem. Os pesquisadores descobriram que o córtex órbito-frontal (parte do cérebro logo acima dos olhos, importante para as habilidades sociais e a capacidade de imaginar o que está rolando na cabeça de outra pessoa) é bem maior em quem tem muitos amigos. O estudo também sugeriu uma ligação entre a habilidade da ‘leitura de mentes’ e a capacidade de manter um círculo de amigos realmente significativos, ao contrário de meros conhecidos.

Depois de terem seu cérebro analisado por meio de ressonância magnética na Universidade de Liverpool, 40 voluntários tiveram que listar todas as pessoas com quem haviam se envolvido socialmente (o que não incluía relações profissionais) ao longo dos últimos sete dias. Eles também passaram por um teste psicológico de sua capacidade de “ler a mente” dos outros.

Região onde fica o córtex órbito-frontal, logo acima dos olhos; imagem: Wikipedia

O professor e pesquisador Robin Dunbar, do Instituto de Biologia Evolutiva e Cognitiva da Universidade de Oxford, explicou ao jornal Daily Mail: “Descobrimos que os indivíduos que tinham mais amigos se saíram melhor em tarefas de ‘mentalising’ e tinham mais volume neural no córtex órbito-frontal.”

A psicóloga e co-autora do estudo Joanne Powell, da Universidade de Liverpool, completou: “Talvez a descoberta mais importante do nosso estudo seja termos sido capazes de mostrar que a relação entre o tamanho do cérebro e o tamanho da sua rede social é mediada pela habilidade de ler mentes”.

O professor Dunbar ainda ressaltou a importância de lembrar que todos os voluntários eram estudantes de pós-graduação com praticamente a mesma idades e com oportunidades semelhantes para atividades sociais. Mesmo assim, alguns se deram melhor que outros. Apesar de fatores como a quantidade de tempo livre para socializar, onde vivem, sua personalidade e gênero influenciarem os tipos de amizade que a pessoa terá, a habilidades de saber o que se passa na mente dos outros foi um fator predominante.


Intel quer descobrir o campeão da curiosidade em rede social

Publicidade 9 de fevereiro de 2012

 

A curiosidade é uma faceta humana inquestionável. A explicação é tão simples quanto óbvia: sem esse dom de querer descobrir e conhecer, a humanidade estaria estagnada nas trevas.  E já que somos instintivamente curiosos – e ainda gostamos de unir diversão a aprendizado! – que tal uma espiadinha num jogo online que reúne tudo isso? Querendo descobrir quem é a pessoa mais curiosa do Facebook, a Intel, que entende tudo de curiosidade, lançou Mestres da Curiosidade, um game que irá testar seu repertório científico e, de quebra, matar sua sede de aprender.

Baseado em temas legais também abordados na série semanal Curiosidade, do Discovery Channel, o jogo é dividido em 13 desafios, disponibilizados um a um semanalmente. Os mais antigos permanecem acessíveis, portanto, você pode ingressar na disputa quando quiser. Os acertos do jogador são computados em pontos que se acumulam. Completadas as 13 etapas, a Intel irá conceder o título de Mestre da Curiosidade ao melhor participante.

Algumas tarefas são cronometradas e aí conta muito a agilidade mental do participante. Já outras não têm tempo determinado e é possível até pesquisar sobre o assunto antes de concluí-las. Se você ficou curioso (o trocadilho é inevitável!), acesse a fanpage da empresa no Facebook, e lance-se ao desafio de testar seus conhecimentos.


Facebook pode ser ruim para quem tem autoestima baixa

Ana Carolina Prado 8 de fevereiro de 2012

Você compartilha suas fotos e suas opiniões com amigos e conhecidos no Facebook, consegue se aproximar mais de pessoas com quem não tem muito contato na vida real e fala só sobre os seus melhores atributos. Em compensação, recebe dezenas de likes e comentários de incentivo. Pensando assim, seria lógico dizer que esta troca ajuda pessoas com problemas de autoestima. Ok, talvez o fato de o Facebook não ter um botão de “não curtir” ajude. Mas isso realmente funciona para melhorar a autoavaliação de muita gente. Um estudo da Universidade de Cornell (EUA) feito com 63 estudantes no começo do ano passado descobriu que os que passaram três minutos checando seu perfil revelaram maior autoestima do que quem não acessou a rede social.

Mas nem tudo são flores. Agora, pesquisadores da Universidade de Waterloo (Canadá), publicaram um estudo sugerindo que esse efeito positivo não ocorre com as pessoas que têm autoimagem negativa. Na verdade, a rede social pode até piorar as coisas.

O problema é que, ao se sentirem mais confortáveis em compartilhar sentimentos e ideias online, essas pessoas podem errar um pouco a dose e inundar os amigos com comentários negativos e pessimistas sobre sua própria vida. Isso, no fim, acaba fazendo com que eles se tornem irritantes e os outros se afastem.

Para o estudo, os pesquisadores perguntaram a voluntários como eles se sentiam em relação ao Facebook. Pessoas com baixa autoestima tendiam a acreditar que ele fornecia a oportunidade de se conectar com outras pessoas e viam a rede social como um lugar seguro que reduzia o desconforto de algumas situações sociais. Depois, seus últimos 10 posts foram analisados e classificados em relação a quão positivos ou negativos eram. Em seguida, cada conjunto de posts foi analisado por um outro voluntário, que teve de classificar o quanto gostaram da pessoa que os escreveu.

Quem tinha baixa autoestima postou comentários mais negativos (como “tou super chateado porque roubaram meu celular :@”) e receberam avaliações mais negativas. Você pode pensar: “mas os avaliadores eram desconhecidos, por isso foram insensíveis!”. É verdade, mas isso não é muito diferente muito do que vamos encontrar no Facebook. Outro estudo conduzido anteriormente pela mesma equipe já havia revelado que quase metade dos nossos amigos na rede social são na verdade estranhos ou meros conhecidos.

Para os pesquisadores, sentir-se seguro ao fazer revelações pessoais no Facebook pode não ser bom para essas pessoas. Segundo eles, quando você está falando com um conhecido pessoalmente fica mais fácil perceber o que o aborrece. No Facebook, por outro lado, você não vê a maioria das reações – em especial as negativas, que a maioria das pessoas parece guardar para si. Portanto, tome cuidado ao ficar xingando muito nas redes sociais. Você pode estar sendo um mala sem perceber.

 

Via MedicalXpress

Imagem: Flickr de ercwttmn


Ter amigos por perto em momentos difíceis traz benefícios imediatos para o cérebro

Ana Carolina Prado 26 de janeiro de 2012

A presença do melhor amigo na vida das pessoas é ainda mais importante do que se pensava – especialmente durante experiências negativas. Um estudo da Universidade de Concordia publicado na revista Developmental Psychology e conduzido com a colaboração de pesquisadores do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati descobriu que uma companhia amiga nessas situações tem um impacto imediato sobre corpo e mente das crianças. Um amigo fiel pode até minimizar os efeitos de um momento ruim.

Isso acontece porque os sentimentos de autoestima e os níveis de cortisol (um hormônio produzido naturalmente pela glândula adrenal em resposta direta ao stress) dependem muito do contexto social de uma experiência negativa. “Se uma criança está sozinha quando entra em apuros com um professor ou tem uma discussão com um colega de classe, vemos um aumento considerável nos níveis de cortisol e diminuição do sentimento de autoestima”, disse William M. Bukowski, coautor do estudo. Para descobrir isso, 55 meninos e 48 meninas da quinta e sexta séries de escolas locais de Montreal, no Canadá tiveram seus sentimentos e experiências monitorados ao longo de quatro dias. Eles também fizeram testes regulares de saliva para monitorar seus níveis de cortisol.

Já era fato conhecido que as amizades fazem bem para as crianças a longo prazo, mas este estudo prova que a presença de um amigo traz benefícios imediatos em experiências negativas. O resultado também dá mais uma pista sobre como formamos nossa identidade adulta a partir de experiências infantis. Nossas reações fisiológicas e psicológicas quando somos pequenos causam impactos em nossa vida mais tarde. O aumento de stress pode realmente retardar o desenvolvimento de uma criança, já que a secreção excessiva de cortisol pode levar a significativas alterações fisiológicas, incluindo a supressão imunológica e diminuição da formação óssea, por exemplo. Nossos sentimentos de autoestima nessa fase interferem muito em como vamos nos ver quando adultos. Sim: mesmo que percamos o contato com o tempo, devemos muito do que somos hoje aos nossos amigos de infância.

Imagem: Columbia Pictures / Divulgação


Pessoas poderosas se sentem mais altas

Ana Carolina Prado 24 de janeiro de 2012

Muitas vezes usamos atributos do mundo físico para descrever características emocionais, psicológicas ou até sociais dos outros. Por exemplo, quando uma pessoa é amorosa, podemos dizer que ela é “calorosa”; o oposto disso nos leva a chamá-la de “fria”. E, para nos referirmos a uma pessoa que tenha uma posição de poder e responsabilidade, podemos dizer algo como “ele é um grandão lá na firma onde trabalha”. O mais interessante nisso é que, para o nosso cérebro, esses termos muitas vezes não são só metáforas.

Um estudo da Universidade Cornell e da Universidade de Washington descobriu que as pessoas que se sentem poderosas tendem a superestimar a própria altura, sentindo-se fisicamente mais altas do que realmente são. A conclusão foi feita com base em vários testes diferentes. Em um deles, 266 voluntários tiveram sua altura medida. Em seguida, receberam um teste de aptidão de liderança e ficaram sabendo que, com base em seus comentários, cada um deles seria designado para desempenhar o papel do gestor ou do empregado em um jogo.

Eles então receberam um feedback falso e ganharam, aleatoriamente, um papel. Depois disso, cada pessoa preencheu um questionário com informações pessoais, incluindo a cor dos olhos e altura. Os que haviam sido informados de que seriam o gerente, com controle completo sobre o processo de trabalho, informaram uma altura maior do que a medição real. Quem tinha sido designado como empregado forneceu uma altura bem mais próxima ao seu tamanho real.

Outros experimentos envolveram até a criação de um avatar para usarem em jogos de videogame. Também nesse caso, quem se sentia mais poderoso criou avatares mais altos. Para os pesquisadores, como essa característica está associada ao poder, aumentá-la pode fazer as pessoas se sentirem mais poderosas.

Quente x frio

Algo semelhante ocorre com a relação entre temperatura e comportamentoUm estudo da Universidade de Yale descobriu que ficamos mais abertos e calorosos quando seguramos um copo de café quente – e mais “frios” quando seguramos um copo com uma bebida fria, por exemplo. Para isso, os pesquisadores pediram a voluntários que segurassem uma das bebidas, lessem algumas informações sobre um estranho e, depois, avaliassem sua personalidade. Quem segurou o café quente foi mais propenso a descrever a pessoa com traços “calorosos”, envolvendo simpatia, agradabilidade etc.

Outro teste foi feito usando bolsas terapêuticas quentes e frias e o resultado foi semelhante. Depois de segurar uma das duas, os voluntários ficaram sabendo que receberiam um brinde. Mas eles poderiam escolher entre ficar com ele ou pegar um vale para dar a um amigo. Aqueles que seguraram a bolsa quente foram mais propensos a pedir o vale para o amigo, enquanto foi mais comum entre os que seguraram a bolsa fria ficar com o brinde para si.

“Parece que o efeito da temperatura física não é apenas sobre a forma como vemos os outros - isso afeta o nosso próprio comportamento também”, disse o professor John A Bargh, coautor do estudo.  “O calor físico pode fazer com que vejamos os outros como pessoas calorosas, mas também pode nos levar a ser mais calorosos”. A demonstração do poder da temperatura na avaliação das pessoas tem sido apoiado por recentes estudos de imagem cerebral. Estímulos quentes ou frios são usados, por exemplo, quando pesquisadores precisam provocar forte atividade no córtex insular. Essa mesma área do cérebro também está relacionada ao transtorno de personalidade borderline, uma doença caracterizada por uma incapacidade de cooperar e quase total incapacidade de determinar em quem se pode confiar.


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