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7 horas de sono é a quantidade ideal a partir da meia-idade, sugere estudo

Pesquisadores da China e do Reino Unido analisaram os padrões de sono e a saúde mental de 500 mil adultos, que também participaram de testes cognitivos. Entenda.

Por Leo Caparroz Atualizado em 4 Maio 2022, 18h58 - Publicado em 4 Maio 2022, 18h57

Dormir é parte vital da nossa rotina. Mas ainda existem diversas incertezas sobre esse assunto. Virar a noite acordado, claro, não é nada saudável. Mas algo curioso aconteceu durante a pandemia, quando muitas pessoas relataram um sono pior – mesmo dormindo por mais tempo que o normal. Qual seria o meio termo?

Recentemente, um estudo publicado na revista Nature Aging sugeriu uma possível resposta: 7 horas de sono por noite, para pessoas que estejam na meia-idade (ou na velhice).

Pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e da Universidade de Fudan (China) examinaram dados de quase 500 mil adultos entre 38 e 73 anos. Eles faziam parte do UK Biobank — um estudo de saúde de longo prazo apoiado pelo governo britânico – e foram questionados sobre seus padrões de sono, qualidade de vida e saúde mental. Ao final, foram submetidos a diversos testes cognitivos. 

O time de pesquisadores identificou que quantidades inferiores e excessivas de sono estavam associadas a uma piora em certas funções cognitivas, como atenção visual, memória, velocidade de processamento e resolução de problemas. Os resultados também indicaram relação com questões relacionadas à saúde mental, incluindo sintomas de ansiedade e depressão.

Um possível motivo para esse tipo de relação é a interrupção do sono profundo, quando nossos corpos estão mais relaxados. O sono é dividido em fases: a fase REM (em que ocorre a maioria dos sonhos), por exemplo, atua na “limpeza” do cérebro. O sono profundo, por sua vez, é um reset completo do corpo: é durante ele que as células são regeneradas, principalmente as musculares. 

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Além disso, é no sono profundo que o sistema imunológico se fortalece e o acúmulo prejudicial de algumas substâncias é eliminado, como a beta-amiloide: uma proteína cujo excesso no cérebro forma placas que atrapalham a comunicação entre os neurônios, causando os problemas cognitivos típicos do Alzheimer. Interromper essa fase do sono pode comprometer a capacidade de limpar tais impurezas.

Considerando fatores genéticos e cognitivos, estrutura cerebral e saúde mental como parâmetros-chave, os cientistas identificaram que 7 horas seria aproximadamente a duração de sono ideal. A qualidade, segundo eles, evoluiria na forma de um gráfico em “U” invertido – quanto mais perto dos extremos (poucas e muitas horas de sono, respectivamente), menos saudável seria. 

Ou seja: uma variação pequena, como dormir por 6 ou 8 horas, não significaria uma piora radical na qualidade de vida.

Mas vale ressaltar: o estudo ainda é uma observação que, apesar de apontar para uma direção, apenas sugere tal causalidade. A pesquisa também apresenta limitações: 94% dos participantes são brancos de origem europeia. Não dá para saber se os resultados serão os mesmos em pessoas diferentes.

“Não podemos dizer conclusivamente que sono de menos ou sono de mais causa problemas cognitivos, mas nossa análise de longa observação de indivíduos parece dar suporte a essa ideia”, defende o professor Jianfeng Feng, da Universidade de Fudan e um dos autores do estudo. Com mais investimento, a pesquisa pretende dar ainda mais clareza às relações entre saúde cerebral e uma boa noite de descanso.

 

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