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Como a tecnologia ajuda a rastrear a migração de pássaros

Veja quais ferramentas são usadas para mapear as rotas das aves – e como elas podem melhorar a conservação das espécies.

Por Leo Caparroz 16 set 2022, 19h39 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h46
Como a tecnologia ajuda a rastrear a migração de pássaros Priorizar nos meus resultados Google

Monitorar a rota dos pássaros é uma atividade de conservação vital. Afinal, é entendendo o trajeto desses animais (e quais perigos eles enfrentam no caminho) que as medidas de proteção se tornam mais eficazes – e podem ajudar a frear a queda global das espécies de aves migratórias.

Mas como fazer isso?

De vários modos. A partir de registros de observação e dados coletados por anilhas em pássaros, por exemplo, pesquisadores mapeiam algumas das rotas de migração e o tempo de viagem dessas espécies.

E não são apenas cientistas que colaboram com isso. Na plataforma eBird, observadores de pássaros do mundo todo podem registrar os seus avistamentos em um banco de dados central, o que ajuda a criar uma análise em tempo real do fluxo migratório.

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Pesquisadores também equipam os pássaros com pequenos transmissores movidos a energia solar, que enviam via satélite dados sobre a localização. Por meio desse sistema, os cientistas conseguem saber onde está um pássaro, o caminho que ele percorreu para chegar lá e a velocidade do deslocamento.

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Esses estudos de telemetria mostram que as aves variam seu comportamento migratório – até mesmo aquelas criadas juntas têm suas características. As diferenças singulares na migração são consequência provável das diferenças na condição física, aprendizagem, experiência e até preferências dos pássaros.

Algumas aves, contudo, são pequenas demais para carregar um transmissor. A migração demanda um esforço grande e, para não atrapalhar a viajante, o dispositivo não pode ultrapassar 5% do peso corporal da ave. O problema é que muitas delas pesam menos de 20 gramas – e ainda não há chips leves o suficiente para elas.

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Uma ave da espécie Passerina ciris equipada com um geolocalizador de 0.7 gramas. Essa espécie costuma pesar apenas 16 gramas. (Jeffrey F Kelly/Divulgação)

Uma solução para pássaros peso-pena é usar uma etiqueta geolocalizadora, ou geologger – em vez de um rastreamento em tempo real, ela apenas marca a hora, a localização e a presença ou ausência de luz solar. Aves etiquetadas devem ser capturadas novamente para que os cientistas façam o download dos dados. Nesse caso, o pássaro precisa concluir com sucesso a migração de ida e volta, e retornar ao local em que foi inicialmente marcado.

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Ornitólogos também usam gravações automatizadas para registrar chamados noturnos e identificar quais espécies ou grupos emitem cada som. Com um microfone apontado para o céu e conectado a um computador, eles gravam continuamente o fluxo sonoro do ambiente, auxiliados por um software de reconhecimento de ruído.

Essa tecnologia é capaz de revelar aves que não seriam vistos em terra. Observadores de pássaros também estão construindo estações de gravação de quintal para identificar quem voar sobre suas casas.

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De acordo com Tom Langen, professor de biologia da Universidade Clarkson (e que escreveu um artigo sobre tecnologias de rastreio de aves para o site de divulgação científica The Conversation), as novas ferramentas de monitoramento são bem-vindas na tarefa de proteger as aves migratórias diante da perda de habitat e outras ameaças. Os rastreadores, por exemplo, apontam a existência de “pit-stops” ao longo das rotas de migração, usadas pelas aves como lugar de descanso ou alimentação. Especialistas em conservação concordam amplamente que, para proteger essas aves, a conservação desses locais é fundamental.

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