Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Super por apenas 9,90

Eles nadam sob toneladas de água. Numa boa

As pressões altíssimas e a escuridão total nem incomodam os peixes abissais.

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
31 Maio 1999, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h30
  • Como os animais das regiões abissais conseguem sobreviver em profundidades tão grandes?

    Quem acha que vive sob pressão precisa conhecer o Anoplogaster cornuta. Ele mora no oceano a uma profundidade de 5 000 metros. A pressão que a água faz sobre seu corpo é 500 vezes maior do que aquela que o ar faz sobre nós aqui na superfície. Mas não rola nenhum estresse. Os animais que nadam abaixo dos 300 metros de profundidade têm adaptações no corpo que os tornam imunes às condições adversas desses lugares.

    Alguns dos ajustes são invisíveis. O aperto produzido pela água, que seria capaz de esmagar as proteínas e comprometer suas funções em seres que habitam a crosta, não causam mal nenhum. “Isso porque, para protegê-las, boa parte desses animais conta, nas células, com uma substância chamada óxido de trimetilamina”, diz o biólogo Paulo de Tarso, do Aquário de Santos, em São Paulo. O óxido funciona como uma parede que absorve o aperto. A escuridão, que também poderia atrapalhar suas caçadas e paqueras, é driblada com a fosforescência (veja no infográfico). “Se pudessem se comunicar conosco, esses bichos também se perguntariam como podemos ficar fora da água e com uma pressão tão baixa”, brinca o biólogo marinho Edward Seidel, do Aquário da Baía de Monterey, nos Estados Unidos.

    O mundo nas costas

    A região abissal começa abaixo dos 300 metros de profundidade.
    Continua após a publicidade

    Nível do mar – 1 atmosfera

    Na superfície a pressão é a normal para o ser humano.

    300 metros – 31 atmosferas

    Aqui, a luz começa a rarear. Mas a fauna ainda é variada.

    Continua após a publicidade

    600 metros – 61 atmosferas

    Daqui para baixo, a escuridão começa a criar problemas. A fosforescência faz parte da sedução no escurinho. Serve para que as espécies se reconheçam.

    1 500 metros – 501 atmosferas

    Continua após a publicidade

    Abaixo de cerca de 1 500 metros, a variedade de bichos diminui e eles ficam mais esquisitos.

    2 000 metros – 201 atmosferas

    Nas maiores profundezas, os peixes possuem olhos bem pouco desenvolvidos. Para perceber o que acontece ao redor, usam uma espécie de antena. É uma sensível arma de defesa.

    Continua após a publicidade

    5 000 metros – 501 atmosferas

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.