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Miniestrela ou superplaneta?

Pesquisa mostra que "estrelas fracassadas" se parecem mais com planetas

Desde que foram observadas, há 20 anos, as anãs marrons tem dado o que falar entre os cientistas. Como uma estrela, elas não orbitam outro corpo celeste. Também são maiores que os planetas. Mas elas são pequenas demais para serem estrelas – tão pequenas que a fusão nuclear do hidrogênio, a forma como as estrelas produzem sua energia, não acontece. Elas simplesmente não emitem luz – como um planeta.

Por causa disso, elas foram chamadas de “estrelas fracassadas”. Mas um novo estudo dá força à ideia que estão mais para planetas ultra bem-sucedidos. Através do Very Large Array, o maior radiotelescópio do mundo, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) descobriram que a anã marrom LSRJ 1835+3259, a 20 anos-luz do Sistema Solar, possui auroras boreais como a Terra e outros planetas. Essas auroras são centenas de milhares de vezes mais poderosas que as nossas, mas, como aqui, são produzidas pela ação magnética próxima ao polo.

A descoberta responde a outra controvérsia sobre esse tipo de objeto. Desde o início dos anos 2000, sabe-se que elas emitem ondas de rádio. Alguns cientistas teorizaram que elas eram produzidas da mesma forma que uma estrela, através de uma coroa atmosférica superaquecida, como a do Sol. Mas elas fazem isso da mesma forma que planetas.

O astrônomo Greg Hallinan, que conduziu o estudo, acredita que as anãs marrons são tão parecidas com planetas que estudá-las é uma forma de aprender a respeito deles. “Nas anãs marrons mais frias que descobrimos, a atmosfera é bastante similar ao que iríamos esperar de muitos exoplanetas. Você, de fato, pode olhar para uma anã marrom e estudar sua atmosfera sem ter uma estrela próxima que é um milhão de vezes mais brilhante atrapalhando suas observações”.

 

Fontes

1) Magnetospherically driven optical and radio aurorae at the end of the stellar main sequence, G. Hallinan et al, Nature

2) ‘Failed stars’ host powerful auroral displays, ScienceDaily