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Quatro mamíferos que são venenosos (sim, isso existe)

Não se deixe enganar pela fofura.

Por Da Redação 24 Maio 2026, 12h00

No reino animal, o uso de veneno para caçar ou se defender está associado aos répteis, aracnídeos e outros bichos assustadores. Mas acredite: até mesmo alguns mamíferos fofos são capazes de te intoxicar.

Apenas alguns mamíferos são capazes de produzir toxinas. Mais especificamente, eles são peçonhentos, ou seja, conseguem inocular as substâncias em suas presas ou em ameaças. Veja exemplos:

Musaranhos

Um roedor Hispaniolan solenodon marrom-avermelhado com focinho alongado e bigodes longos, apoiado em três patas, com a pata dianteira direita levantada, perto de uma rocha cinza e vegetação seca.

A ordem dos mamíferos conhecida como Eulipotyphla (ou Insectivora) reúne alguns dos mamíferos venenosos mais conhecidos, como os musaranhos ou solenodontes.

A toxina está presente na saliva e é injetada por meio de mordidas letais. Ela é usada principalmente para imobilizar pequenas presas que os musaranhos caçam, em especial insetos ou minhocas. Várias espécies desse animal são peçonhentas, com destaque para a Solenodon paradoxus, encontrada no Haiti e na República Dominicana.

Há poucos relatos de intoxicação entre humanos. Felizmente, o veneno não parece muito letal para nós: causa dores, queimação e inflamação temporárias.

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Os 8 venenos mais tóxicos do mundo

Ornitorrinco

Fotografia de um ornitorrinco.
(phototrip/Getty Images)

Um mamífero que tem bico de pato, cauda de castor e põe ovos? Pois é, e a lista de bizarrices dos ornitorrincos não para por aí: esses animais também têm peçonha. Os machos produzem toxinas que podem ser injetadas por meio de esporões nos calcanhares das patas traseiras.

A substância é mais potente durante a época de acasalamento, o que indica que seja uma arma evolutiva na disputa contra outros machos por fêmeas e território. Apesar de não ser letal para humanos, o veneno é capaz de nos causar uma dor excruciante, e não há antídoto. 

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Esses animais só são encontrados na Austrália (quem diria?). Casos de envenenamento de humanos são raríssimos, felizmente.

Lóris-lento

Fotografia de um primata Nycticebus.
(Wikimedia Commons/Reprodução)

Esse fofo macaquinho de olhos gigantes é o único primata peçonhento do mundo. As espécies do gênero Nycticebus, da mesma ordem dos lêmures, são conhecidas como slow loris (“lóris lento”) e vivem no sul da Ásia e na Oceania, especialmente na Indonésia.

As glândulas de veneno dos lóris ficam na parte interna das patas dianteiras. Eles também secretam algumas toxinas na saliva. Sua estratégia de defesa é levantar os braços, lamber as glândulas e, assim, tornar sua mordida duplamente perigosa. Casos de envenenamento entre humanos são raros, mas eles podem causar anafilaxia e matar. Felizmente, eles são pequenos, lentos e medrosos, e só atacam em último caso.

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Atualmente, esses bichos são considerados vulneráveis, ameaçadas de extinção pelo tráfico ilegal e pelo desmatamento das florestas. Para evitar o envenenamento, traficantes costumam arrancar os dentes dos lóris. 

Morcegos-vampiros

Fotografias de Desmodus rotundus (macho; BZ 1256) em uma esteira metabólica em (uma marcha de caminhada (10 m min −1 )
(Price Sewell/Divulgação)

De todas as espécies de morcegos do mundo, só três se alimentam de sangue, sendo a Desmodus rotundus (morcego-vampiro) a mais comum. Eles são encontrados nas Américas, do México até a Argentina, incluindo também o Brasil.

Esses animais produzem toxinas que agem como anticoagulantes em sua saliva, permitindo que eles suguem o sangue da vítima com mais eficiência. As substâncias causam apenas um desconforto posterior na maioria dos animais, com exceção das galinhas, que podem sangrar até morrer depois de uma mordida dos vampiros.

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Essa toxina é classificada como uma peçonha do ponto de vista técnico, mas não é exatamente um veneno mortal: sua função é facilitar o almoço dos morcegos.

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