Como a respiração boca-a-boca funciona se expiramos gás carbônico?
É que nós não expiramos só gás carbônico. E um pouquinho de oxigênio já é suficiente para salvar a vítima.
[Esta é uma relíquia: um texto publicado na Super originalmente em 1997. Divirta-se com o túnel do tempo.]
Calma. Não sopramos só gás carbônico. No ar que expiramos há oxigênio de sobra para ser transmitido pela respiração boca-a-boca. Cada vez que inspiramos, entram, em média, 12,5 mililitros de ar no pulmão. Dessa quantidade, 21% são oxigênio, ou seja, 2,6 mililitros. “O quanto cada organismo absorve disso depende de alguns fatores como pressão do ar e quantidade de vapor d’água”, explica a pneumologista Ilma Aparecida Paschoal, da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo.
Em geral, apenas cerca de 0,62 mililitro do oxigênio é aproveitado. O que não é absorvido sai, novamente, com a expiração. Quando se faz uma respiração boca-a-boca, esse oxigênio que sobra é soprado para dentro do pulmão da vítima. Como ela provavelmente está com algum problema respiratório, absorverá ainda menos do que 0,62 mililitro. Mas já é o suficiente para salvar uma vida.






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