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Vômito de peixe de 66 milhões de anos é descoberto na Dinamarca

Uma refeição formada por lírios-do-mar virou o vômito de um tubarão pré-histórico, revelando detalhes sobre o ecossistema da época.

Por Eduardo Lima
31 jan 2025, 18h00

A Super está acostumada a escrever sobre fósseis, mas essa notícia é raridade: um pedaço de vômito fossilizado do período Cretáceo foi descoberto na Dinamarca.

O vômito de 66 milhões de anos foi encontrado por um caçador de fósseis amador da região das Falésias de Stevns, um sítio de patrimônio mundial da UNESCO ao sul de Copenhague, capital do país, na Zelândia, a maior ilha da Dinamarca. Peter Bennicke estava caminhando quando encontrou alguns fragmentos estranhos no chão. Com uma análise laboratorial, cientistas descobriram que aquilo se tratava de pedaços de lírios-do-mar.

Aquele possível fóssil foi levado por Bennicke para um museu, onde os pesquisadores descobriram que os fragmentos de lírios-do-mar formava o vômito de um peixe – talvez um tubarão – que viveu há 66 milhões de anos.

A refeição do peixe que fez o vômito era composta de pelo menos duas espécies de lírios-do-mar. Os fragmentos maiores que Bennicke encontrou em sua caminhada provavelmente são as partes das criaturas marinhas que o peixe pré-histórico não conseguiu digerir.

Vômito excepcional

Esse tipo de descoberta fóssil é importante não só porque mostra os animais que viviam há milhões de anos, mas também revela os ecossistemas que eles compunham, mostrando quem comia quem.

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Nesse caso, a dieta do peixe não parece ser exatamente balanceada: os lírios-do-mar são formados principalmente de placas calcárias, só com algumas partes moles de tecido conjuntivo. Por isso mesmo, o peixe vomitou toda a estrutura óssea de sua presa, que ele não conseguiu digerir.

É possível que o peixe que comeu os lírios-do-mar fosse um tubarão que nadava nas profundezas e tinha dentes não muito afiados, especializados em esmagar o que comiam. Se a hipótese dos pesquisadores estiver correta, o parente evolutivo mais próximo desse animal seria o tubarão Port Jackson (Heterodontus portusjacksoni), um bichinho bastante esquisito que vive na Austrália.

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O fóssil foi classificado como danekrae, que é um objeto de “valor natural e histórico excepcional” na Dinamarca, e guardado como patrimônio do país. Talvez seja a primeira vez que um pouco de vômito foi chamado de excepcional.

Agora, o fóssil está exposto no Geomuseum Faxe, perto de onde o vômito foi encontrado. 66 milhões de anos é muito, mas não é um recorde: há regurgitações fossilizadas mais antigas encontradas na Alemanha, de cerca de 150 milhões de anos.

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