“Ace Combat 8” equilibra ação e pitadas de simulação de voo
Novo jogo da franquia de batalhas aéreas tem mais de 30 aviões, missões intensas e variadas e bom modo multijogador; leia análise
A franquia Ace Combat foi criada em 1995 pela produtora japonesa Bandai Namco e teve várias continuações, que somadas venderam mais de 20 milhões de cópias. Ao jogar uma delas, logo fica claro o motivo: o game combina duelos aéreos intensos e diretos, com uma jogabilidade explicitamente arcade, com algumas características de simulação de voo.
Ace Combat 8: Wings of Theve, lançado no começo do mês, executa bem essa fórmula. Ele foi desenvolvido com a colaboração da sueca Saab (criadora do caça Gripen) e da americana Northrop Grumman (fabricante do F-14), entre outras empresas do setor aeroespacial, e reproduz fielmente o cockpit dessas e de outras aeronaves – são mais de 30 ao todo, que você vai desbloqueando ao progredir pelas missões.
O game oferece dois modos de pilotagem: o Standard, em que basta virar a alavanca do controle para guiar o avião, e o Expert, no qual também é preciso controlar roll e pitch da aeronave. No PC, dá até para jogar usando manche, se você tiver um. Por outro lado, os controles são altamente simplificados (não é necessário, nem possível, mexer no painel dos caças). Ao final de algumas fases, você tem de pousar em porta-aviões – mas isso pode ser feito manual ou automaticamente.
As missões são interessantes e variadas: além de enfrentar diretamente outros caças, no dogfight clássico, também há momentos em que é preciso interceptar drones e bombardeios ou escoltar navios. Você voa na companhia de outros caças, aos quais pode dar ordens simples, como atacar determinado alvo ou usar uma arma específica. O modo carreira tem 30 missões e dura de 15 a 20 horas, dependendo do seu ritmo.
Há um claro esforço para desenvolver a história, com boa quantidade de cenas e diálogos entre personagens, mas o resultado acaba sendo meio genérico. Tudo bem – pois as missões em si são ótimas. Também há um bom modo online, com partidas PvE (nas quais grupos de pessoas enfrentam juntos um inimigo) e PvP (combate direto entre os jogadores).
Os gráficos são bonitos e imersivos, especialmente se você jogar com a câmera de dentro do cockpit – a iluminação e os reflexos na canopla do avião são bem convincentes. Em diversos momentos, é preciso voar por dentro de nuvens, o que também torna a ação mais realista. Testamos o jogo no PC, sem problemas para manter 60 fps estáveis na resolução 4K.
Nem haveria como ser de outra forma, pois a placa de vídeo usada foi uma RTX 5080, que esbanja poder de fogo: é capaz de executar 56,2 teraflops (trilhões de operações matemáticas por segundo). Isso é cinco vezes o poder gráfico do PlayStation 5, e supera até o patamar especulado para a próxima geração de consoles, que devem chegar em 2027 ou 2028.
A RTX 5080 é compatível com a tecnologia DLSS 5 Neural Rendering, da Nvidia, que promete revolucionar o visual dos games. Mas Ace Combat 8 não oferece, ao menos por enquanto, esse modo (só as funções tradicionais do DLSS, como upscaling e geração de quadros por inteligência artificial). Tomara que a Bandai Namco adicione o Neural Rendering ao jogo – em tese, o processo não dá muito trabalho.
Ace Combat 8 está à altura do nome, com um bom modo carreira e ótimos combates multijogador – e mantém a franquia no topo dos games de combate aéreo.
Ace Combat 8: Wings of Theve está disponível para PC (Steam), PlayStation 5 e Xbox Series. O preço varia de R$ 309,50 a R$ 399,90. A versão para PS5 também pode ser encontrada em mídia física (R$ 380 na Amazon).







