Uma pesquisa feita pela Universidade de Leiden, na Holanda, aponta que chimpanzés conseguem reconhecer os bumbuns de seus amigos de uma maneira similar à que os humanos reconhecem rostos familiares. Assim como as faces, os traseiros servem como um centro de informação social, fornecendo dicas sobre a saúde e atratividade do parceiro.
A importância da identificação de faces pelos humanos é demonstrada através de um fenômeno chamado “efeito de inversão de rostos”. Quando olhando para uma imagem com diversos objetos, os humanos tendem a reconhecer, em primeiro lugar, um rosto. Mas o tempo de reconhecimento cai quando a imagem é invertida, enquanto a velocidade para reconhecer outras coisas, como carros e casas, permanece a mesma.
“Nós vemos faces tão frequentemente que o nosso cérebro criou um atalho para que essa categoria de imagem seja reconhecida de maneira mais efetiva e rápida, mas isso só funciona se elas não estiverem invertidas”, afirma Mariska Kret, neuropsicologista da Universidade de Leiden e coordenadora da pesquisa.
O estudo apontou que uma reação semelhante aconteceu quando os chimpanzés olharam para os bumbuns de seus amigos, levando mais tempo para reconhecê-los quando estavam invertidos do que quando estavam na orientação normal. “Isso é uma boa indicação de que essa categoria de objeto tem prioridade sobre as outras”, afirmou Kret. A parte traseira é componente importante na fisiologia dos chimpanzés. As fêmeas da espécie desenvolveram um bumbum sem pelos, para que eles não interferissem nas habilidades de comunicação que usam partes do corpo.
Com UPI

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