Como o coqueiro nasce se o coco não tem semente?
O coco é um tipo de drupa. Entenda como esses frutos se densenvolvem.
O próprio coco funciona como semente. Diferente de plantas como o meloeiro, o mamoeiro e a macieira, que surgem de pequenas sementes na polpa do fruto, o coqueiro nasce do coco seco e maduro.
Ele cai inteiro da árvore, germina no solo e dá origem a uma nova planta. Esse tipo de fruto é chamado de drupa. Ela tem três camadas: o exocarpo (casca externa verde), o mesocarpo (camada intermediária composta de fibras grossas) e o endocarpo (casca dura interna, que guarda a polpa e a água).
Quando o coco maduro entra em contato com a terra úmida, o embrião consome essa água e os nutrientes da polpa para crescer. O resultado é um broto que rompe a casca e cresce em busca de sol, enquanto suas raízes se fixam na terra utilizando o restante da energia interna do fruto. A depender do tipo de coqueiro que está sendo formado, que se distinguem em tamanho, esse processo pode levar entre 40 até 150 dias.
A partir disso, o broto ganha as primeiras folhas e, com alguns meses de vida, já consegue se sustentar sozinho. Depois de três a cinco anos, os primeiros frutos começam a surgir. Quando caem e germinam, o ciclo recomeça.
No Brasil, historicamente, o coqueiro é cultivado predominantemente no litoral do Nordeste, local em que foi introduzido pelos portugueses nos meados do século 16. O clima tropical, caracterizado pela umidade e pela incidência do sol, é essencial para que o coqueiro cresça saudável e produza frutos de qualidade.
Veja outros exemplos de drupas:

Pêssego: a parte que comemos é o mesocarpo. O caroço enrugado é o endocarpo, que por sua vez protege a semente dentro de si.

Manga: segue a mesma lógica. A semente está dentro do caroço felpudo. Ele pode ser plantado diretamente no solo, mas abri-lo agiliza a germinação.

Azeitona: é uma drupa pequena. A parte carnosa é o mesocarpo. A única diferença entre a verde e a preta é o tempo de maturação.
Pergunta de David Lima, Rio de Janeiro (RJ).
Fonte: Viviane Talamini, engenheira agrônoma da Embrapa.






