Como os animais migratórios sabem para onde ir?
Olfato, visão e até um misterioso "sexto sentido" ajudar a guiar esses viajantes.
Com uma combinação de diferentes estratégias, que variam dependendo da espécie.
Uma das táticas mais comuns é usar os astros celestes como uma espécie de mapa, tal qual os humanos aprenderam a fazer há milênios. De dia, muitos pássaros se guiam pelo Sol. Graças ao relógio biológico interno desses bichos, eles conseguem saber a direção em que estão voando pela hora do dia. De noite, quem guia o caminho são as estrelas.
O olfato também pode ser importante: salmões, por exemplo, lembram dos cheiros de onde nasceram e detectam o caminho para casa pelo odor.
A mais enigmática das estratégias é a chamada magnetorrecepção. Muitos animais migratórios, como pássaros, tartarugas e crustáceos, conseguem sentir o campo magnético da Terra, como uma bússola. O campo magnético é gerado pelo movimento dos metais derretidos no núcleo do planeta e é bem fraco – entre 30 e 60 microteslas, 100 vezes menos intenso que um ímã de geladeira.
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A ciência ainda não sabe como esse “sexto sentido” funciona. Uma hipótese popular envolve uma molécula chamada criptocromo, presente no olho dos pássaros migratórios. É possível que ela passe por um fenômeno explicado apenas pela física quântica, que faria esses animais “enxergarem” as linhas do campo magnético.
Dito tudo isso, prática também importa. Parte das habilidades migratórias são instintivas, gravadas na genética dos bichos, mas outra parte é aprendida. Muitas aves jovens, por exemplo, precisam ser guiadas pelos indivíduos mais velhos do grupo, e uma fatia considerável não consegue completar sua primeira migração com sucesso.
Pergunta de @happy_living_trees, via Instagram





