O que é feito com as moedas jogadas na Fontana di Trevi?
Ao contrário do que se possa imaginar, elas não vão para o bolso do prefeito de Roma.
Vão para caridade. Desde 2005 o dinheiro é doado para a Cáritas, uma entidade da Igreja Católica que reúne mais de 160 organizações e atua em diversos países. Em 2023, a Cáritas recebeu cerca de 2 milhões de euros (R$ 11 milhões) da Fontana di Trevi.
As moedas são sugadas do fundo da fonte duas vezes por semana por funcionários da ACEA, empresa que administra a distribuição de energia e água em Roma. O dinheiro é pesado na frente de policiais da cidade antes de ser transportado para a sede da Cáritas.
Por lá, as moedas são secadas e enfileiradas em uma mesa para que os funcionários possam retirar impurezas e outros itens, como bijuterias, chaveiros e outros diversos cacarecos jogados. Uma máquina especializada separa os euros de outras moedas. Todo dinheiro estrangeiro é trocado em uma casa de câmbio.
A instituição usa o dinheiro para projetos sociais. Um exemplo são as iniciativas de segurança alimentar. Isso inclui sopões que distribuem refeições e o supermercado Emporium, onde pessoas em vulnerabilidade podem comprar comida usando tokens em um cartão.
A fonte recebe cerca de 30 mil visitantes por dia, sendo uma das atrações mais famosas da cidade. Segundo a superstição, o visitante deve ficar de costas para a fonte e jogar uma moeda com a mão direita, por cima do ombro esquerdo. A promessa é que, ao fazer isso, ele irá retornar a Roma no futuro. As pessoas também adicionam desejos próprios ao jogar a moeda.
Só que a lotação da Fontana di Trevi virou um problema para Roma, uma das cidades mais visitadas do mundo. Desde fevereiro deste ano, a prefeitura instaurou uma taxa de dois euros para chegar perto do ponto turístico e lançar uma moeda. O objetivo é limitar a visitação a 400 pessoas por vez.







