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Mito: Maconha causa danos irreversíveis à memória

Ela bloqueia a memória de curto prazo, mas tudo volta a funcionar normalmente depois que o efeito passa

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
25 fev 2011, 22h00 • Atualizado em 16 nov 2016, 15h19
  • Perder a hora para um compromisso recentemente agendado, esquecer o nome do filme que acabou de ser visto… Lapsos desse tipo são comuns entre usuários de maconha. Eles acontecem porque a droga bloqueia a memória de curto prazo – aquela de pequena duração, necessária num determinado instante, mas da qual nos desfazemos logo em seguida. Exemplo: quando alguém nos informa o número de um telefone que não conhecemos, quase sempre precisamos anotá-lo imediatamente. Se tivermos de procurar papel e caneta, corremos o risco de esquecê-lo, por menor que seja o tempo decorrido. Isso é memória de curto prazo.

    Mas bloquear não significa provocar danos irreversíveis! Várias pesquisas já provaram que o impacto da droga sobre a memória recente é passageiro – ele ocorre apenas enquanto o sujeito permanece sob o efeito da erva. Assim que os baseados são deixados de lado, tudo volta a funcionar normalmente.

    “Se alguém usar maconha num dia e medir os níveis de memória e concentração no outro, eles estarão apenas ligeiramente alterados”, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). De acordo com o psicofarmacologista Elisaldo Carlini, também da Unifesp, quem vive chapado o tempo todo acaba não consolidando a memória de longo prazo, uma vez que ela se solidifica pela repetição do que é registrado na memória de curto prazo. Trata-se, porém, de um efeito transitório, que desaparece quando a pessoa se afasta da droga.”

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