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Nossos ancestrais dormiam menos do que nós?

Um novo estudo diz que sim. Será que é mentira que estamos dormindo de menos?

Por Lucas Baptista 16 out 2015, 21h15 | Atualizado em 8 mar 2024, 11h14
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Não é verdade que estamos dormindo menos do que nunca – de acordo com uma nova pesquisa, nossos antepassados já mal fechavam os olhos, quase nunca cochilavam e dormiam bem menos que nós.

É o que diz um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que analisaram 98 pessoas de diferentes etnias indigenas (Hadza da Tanzânia o, o San da Namíbia, e o tsimane da Bolívia). Eles estudaram a genética, o ambiente de convívio e as histórias contadas pelas diferentes tribos durante 1165 dias. O resultado foi que, em média, nas três comunidades, eles iam para cama 3,3 horas depois do pôr do sol e só dormiam 6,5 horas por noite. Além disso, os pesquisadores observaram que nenhuma das pessoas se sentiu cansada após esse período de sono. E o mais legal: nenhuma das tribos possui uma palavra para “insônia” em seu vocabulário.

Leia também: Cientistas descobrem por que umas pessoas precisam de mais horas de sono que outras

“Saber que essas populações dormiam pouco, derruba aquela teoria de que dormimos menos só porque vemos muita TV, mexemos muito no celular, entre outras coisas de tecnologia”, declarou Jerome Siegel, co-autor do artigo publicado na revista Current Biology. “Isso é bem importante também, por saber que uns dormem mais e outros menos, isso pode reduzir o número de gente que toma remédio para dormir”, completa.  

 

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