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“Cervejas, brejas e birras” e a arte dos escombros

Confira essas e outras dicas de cultura

Karin Hueck, Ana Prado e Carol Castro

1. Festival de pijama

O Festival de cinema 4+1 vai acontecer ao mesmo tempo em Bogotá, Madri, Cidade do México, Buenos Aires e Rio de Janeiro apenas com filmes que não passaram nesses países. E o melhor: ele vai passar na sua casa também. Todos os longas podem ser assistidos por streaming no conforto do seu PC. Tem filme inédito do alemão Werner Herzog, convidado de honra, além de outros 16 cineastas, como Johnnie To e Azazel Jacobs. Nem se dê ao trabalho de tirar o pijama.

Festival 4 + 1, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 21 a 25 de novembro.


2. Quer trabalhar no Google?

Estima-se que um em cada 130 candidatos consiga um emprego no Google. Em comparação, um de cada 14 estudantes que tentam entrar em Harvard é aceito. Com a disputa cada vez mais acirrada, empresas de tecnologia como o Google e a Apple usam um processo seletivo feito de desafios mentais um tanto inusitados. Muitas vezes, não há certo ou errado ¿ só respostas banais, boas ou brilhantes, que servem para medir a criatividade e flexibilidade mental. Veja se você presta para a coisa.

Você é inteligente o bastante para trabalhar no Google?, William Poundstone, Editora Zahar, 292 páginas, R$ 45

PERGUNTAS DE CRIATIVIDADE

1. Você foi reduzido à altura de uma moeda de cinco centavos e jogado num liquidificador. Sua densidade é a mesma de sempre. As lâminas entrarão em movimento em 60 segundos. O que você faz?

2. Que número dá sequência à série: 10, 9, 60, 90, 70, 66?

3. Um homem empurrou seu carro até um hotel e perdeu sua fortuna. O que aconteceu?

PERGUNTAS ABERTAS

Trace um plano de evacuação para São Francisco.

Use uma linguagem de programação para descrever um frango.

Explique o que é um banco de dados para seu sobrinho de oito anos.

Respostas criativas
1. A melhor: pular para fora do copo. Respostas valorizadas: deitar-se debaixo das lâminas. Respostas fracas: usar seu celular para pedir ajuda; usar seus pertences para emperrar o motor; rasgar suas roupas e fazer uma corda para conseguir sair.
2. Resposta certa: 96. Melhor resposta: um googol (1 seguido de 100 zeros) ou dez googols.
3. Resposta: ele estava jogando banco imobiliário.


3. Conversa de bar

As cervejas especiais estão em alta no Brasil: apesar de venderem menos de 1% do consumido no País, as 200 microcervejarias crescem 15% ao ano – o dobro das grandes marcas. Este livro é um guia útil para quem quer desbravar esse maravilhoso mundo alcoólico. A obra também destrói falsas noções. Sabia que a pilsen gelada que você toma no boteco, por exemplo, não é uma pilsen? Ela pertence ao estilo standard american lager. E essa história de “quanto mais gelada, melhor” também é besteira: uma cerveja abaixo de 2ºC adormece as papilas gustativas e impede de sentir o sabor.

Cervejas, Brejas e Birras, Mauricio Beltramelli, Editora Leya, R$ 50.


4. Pequenas histórias de brinquedo

Tá com saudade do Buzz Lightyear? Não fique mais. Desde o lançamento do último filme da série Toy Story, a Pixar vem lançando pequenos curtas metragens com os personagens para a gente matar a saudade. Eis aqui alguns deles:

Partyssauro Rex: migre.me/b7EwK

O pequeno Buzz: migre.me/b7EAT


5. Troca-troca

As plantas e os animais que vieram para a América nas embarcações de Cristóvão Colombo mudaram o mundo. Duvida? O tabaco introduzido pelo colonizador inglês (e fumante) John Rolfe nas terras da Virgínia, por exemplo, deu tão certo que ajudou a disseminar a mania pelo mundo. Em troca, como lastro dos navios, os marinheiros despejavam terra inglesa cheia de minhocas no solo americano – introduzindo as bichinhas na América e alterando a paisagem natural do local para sempre. É essa e outras histórias que o livro traz.

1493: Como o intercâmbio entre o novo e o velho mundo moldou os dias de hoje, Charles C. Mann, Editora Venus, 638 páginas, R$ 60


6. Arte dos escombros

750 mil fotos foram recuperadas na cidade de Yamamoto, Japão, depois do tsunami, em março de 2011. Quase todas voltaram para os seus donos depois da catástrofe. Mas 30 mil imagens, destruídas demais, não foram resgatadas. Elas foram limpas, digitalizadas e viraram uma exposição que agora circula o mundo.

A exposição: lostandfound311.jp E dá para trazer as fotos para serem expostas aqui também, apenas US$ 3300 lostandfound311.jp/en/hosting-opportunities/