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Até o século 17, o champanhe era jogado fora

No lixo mesmo, sem dó.

Por Da Redação - Atualizado em 21 dez 2017, 19h28 - Publicado em 31 mar 2000, 22h00

Fabricado sobretudo em mosteiros europeus, o vinho era descartado quando ficava borbulhante demais. Na fria região de Champagne, no nordeste da França, esse problema atacava a bebida fabricada no inverno, pois os fungos que provocam a fermentação do suco de uva perdiam eficiência no frio e não conseguiam transformar o açúcar da fruta em álcool.

Com o calor da primavera, os microrganismos ressuscitavam e o vinho engarrafado voltava a fermentar, criando espuma.

O monge Pierre Pérignon (1648-1715), de Champagne, tentou acabar com as bolhas. Inventou uma mistura de vários tipos de vinhas, mas não conseguiu evitar a fermentação extra do clima quente.

Um dia, desistiu e rendeu-se. Resolveu aceitar o novo sabor e colocar o champanhe em garrafas resistentes à pressão do gás da espuma. E foi só aí que, aos poucos, sua bebida se tornou conhecida, até que, em 1743, a vinícola Moët & Chandon começou a produção industrial do vinho teimoso.

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