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Computador: Companheiro onipresente

O computador é a máquina mais extraordinária já inventada. Além de funcionar por si mesmo, ele melhora o desempenho de todas as outras.

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
31 out 1999, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h11
  • Claudio Angelo

    Em menos de meio século, os computadores invadiram todas as atividades humanas. E mudaram tudo, do trabalho ao comportamento. Olhe bem para esta foto e agradeça a existência destes discos brilhantes. Eles tornam o seu cotidiano muito mais fácil. Conhecidos como waffers – em alusão àquele biscoito em camadas –, estes círculos contêm, cada um, mais de uma centenas de lascas de silício do tamanho de uma unha de bebê, repletas de minúsculos circuitos eletrônicos. Cada uma das lascas é um chip, o componente fundamental dos computadores.

    Para ter uma idéia da importância dos tais biscoitinhos de silício, dê uma olhada ao seu redor. É possível que você tenha um microcomputador sobre a sua mesa. Com ele, pode escrever cartas, fazer pesquisas para trabalhos escolares, planejar o orçamento da casa, pagar contas, encomendar as compras do mês no supermercado e jogar videogames. Continue procurando. No caixa eletrônico do banco, na estação de metrô, na central distribuidora de energia, na companhia telefônica, nos aeroportos, no seu aparelho de som. De sua criação, há pouco mais de cinqüenta anos, até hoje, o computador tomou conta do mundo. Não há lugar ou atividade em que ele não esteja presente. É a invenção com o maior número de aplicações diferentes. Ele mudou a maneira de trabalhar, de se comunicar e até o comportamento – o que os nossos bisavós achariam de um namoro virtual?

    O mais extraordinário de tudo é que essa máquina milagrosa não passa de uma grande calculadora. Por mais espantoso que pareça vê-lo em funcionamento, o chip é apenas um conjunto de chaves elétricas que se abrem e se fecham. O circuito aberto equivale ao número 1; o fechado, ao 0. É combinando seqüências desses dois algarismos – os bits, ou pedacinhos de informação – que o computador traduz e interpreta tudo o que existe no mundo, de uma letra “A” até um som ou uma imagem. Nas próximas páginas, você vai conhecer melhor o computador – a maior invenção do século XX.

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    O decifrador de códigos

    O matemático inglês Alan Mathison Turing (1912-1954) já seria digno de nota se fosse conhecido apenas como um dos homens que ajudaram os aliados a decifrar os códigos de comunicação dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Mas AlanTuring entrou mesmo para a História como sendo o pai dos computadores. Em 1937, ele se tornou o primeiro a conceber uma máquina capaz de solucionar problemas depois de receber um conjunto de instruções elementares – a chamada Máquina de Turing. O tal aparelho poderia executar tarefas diferentes dependendo das instruções que lhe fossem dadas. Depois da guerra, escreveu um artigo em que propunha, também pela primeira vez, que as máquinas fossem capazes de pensar. Sua genialidade não o salvou da intolerância dos britânicos. Homossexual declarado, Turing foi condenado em 1952 a tomar injeções para diminuir a libido. Humilhado, suicidou-se comendo uma maçã embebida em cianeto.

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