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Conheça as principais famílias de bandeiras do mundo

Cada país faz da bandeira sua imagem e semelhança. Mas que imagem é essa? Descubra as principais famílias de bandeiras do mundo e saiba o que elas têm a dizer.

Por Carlos Bighetti Atualizado em 31 out 2016, 18h24 - Publicado em 31 Maio 2006, 22h00

FAMÍLIA DA CRUZ – Dinamarca, Dominica, Islândia, Rep. Dominicana, Suécia e Martinica

 

 

Islândia Rep. Dominicana Dinamarca

A bandeira da Dinamarca, conhecida como Dannebrog, é considerada a mais antiga do mundo em uso contínuo. Os dinamarqueses também foram os primeiros a posicionar a cruz mais à esquerda, dando origem à subfamília das cruzes escandinavas. A lenda conta que o Dannebrog caiu do céu durante uma batalha na Estônia, em 1219. Mais provável mesmo é ser uma evolução de um antigo estandarte religioso-militar em que a cruz, logicamente, simboliza a fé cristã. Uma de suas primeiras aparições em bandeiras modernas foi na que representava o reino de Jerusalém, no século 12, época das cruzadas.

Outros países: Noruega, Finlândia, Suíça, República da Geórgia e Tonga.

PAN-ÁRABES – Sudão, Kuwait, Jordânia, Iraque, Argélia e Egito

 

 

Sudão Kuwait Jordânia

A bandeira da Revolta Árabe, movimento independentista da década de 1910, serve de base para os países da região. As cores, símbolo do pan-arabismo, representam antigas dinastias muçulmanas. Branco para a dos omíadas, preto dos abássidas, vermelho dos hashemitas e verde dos fatímidas. O verde também é associado ao Islã – daí sua presença nas bandeiras de nações muçulmanas.

Outros países: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Omã e Síria.

PAN-AFRICANAS – Etiópia, Togo, Gana, Guiné, Burkina-Faso e Congo

 

 

Etiópia Gana Togo

A bandeira da Etiópia, mais antigo Estado independente da África, serviu de inspiração para vários países da região (o brasão azul foi introduzido apenas em 1996). Gana, por exemplo, adotou as mesmas cores e ainda adicionou o preto, homenagem ao primeiro movimento de unificação negra, iniciado em 1914 pelo jamaicano Marcus Garvey. Garvey serviu também de inspiração para a presença das estrelas África afora: o símbolo estava na bandeira da Black Star Line, a empresa de navegação fundada por ele para transportar negros de volta para o continente africano.

Outros países: Benin, Cabo Verde, Mali, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Senegal e Zimbábue.

CORES NACIONAIS – Alemanha, Ucrânia, Hungria, Áustria, Espanha e Luxemburgo

 

 

Espanha Alemanha Ucrânia

Aqui não tem losango ou design moderno. País com tradição usa as cores dispostas em duas ou 3 faixas. E não mais. Há motivo para isso: as bandeiras são traduções simplificadas dos centenários brasões nacionais. A espanhola, por exemplo, é herança dos mais antigos reinos ibéricos: vermelho de León e vermelho e amarelo de Castilla, Aragón e Navarra. O azul e o amarelo da Ucrânia vieram do brasão da cidade de Lviv, extremo oeste do país. Posteriormente, foi atribuído um simbolismo mais poético: azul para os céus do país e amarelo para os campos de trigo. As cores da Alemanha são as mesmas do brasão do Sacro Império Romano-Germânico.

Outros países: Polônia, Romênia e Mônaco.

ESTRELAS E LISTRAS – EUA, Chile, Uruguai, Malásia, Grécia e Libéria

Estados Unidos Chile Malásia

Stars and Stripes (“estrelas e listras”) é o apelido da bandeira dos EUA. As 13 listras representam as colônias que deram origem ao país. As estrelas, os estados que formam a União. O desenho americano se espalhou pelo mundo feito fábrica da Coca-Cola e serviu de inspiração para que muitos países independentes no século 19 manifestassem sua adesão aos ideais republicanos de liberdade e democracia – caso do Chile e do Uruguai.

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Outros países: Cuba e Porto Rico.

TRICOLOR DE GRAN COLOMBIA – Colômbia, Venezuela e Equador

Colômbia Venezuela Equador

A Gran Colombia existiu de 1822 a 1830, reunindo as atuais Colômbia, Venezuela e Equador sob esse tricolor horizontal. Originalmente, é a bandeira independentista venezuelana: o amarelo simboliza a América dourada, separada, pelo azul do Atlântico, da metrópole, a Espanha vermelho-sangue. Quando a união se desfez, em 1830, cada país atribuiu novos significados às cores.

AZUL-BLANCO-AZUL – Honduras, El Salvador e Nicaraguá

 

 

Honduras El Salvador Nicarágua

Inspirado na bandeira argentina, o padrão foi adotado em 1823 pelas Províncias Unidas del Centro de América, que compreendiam Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. Em 1838, a federação se dissolveu e cada país inventou um significado próprio ao modelo – em Honduras, por exemplo, o azul é pela fraternidade e o branco, pela paz. As estrelas relembram as antigas Províncias Unidas.

MATEMÁTICA À MODA BRITÂNICA – Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e Reino Unido

Inglaterra Escócia Irlanda do Norte

O Union Jack representa o Reino Unido, que compreende Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte. A imagem é o resultado da sobreposição das bandeiras da Inglaterra (cruz de são Jorge), Escócia (cruz de santo André) e Irlanda do Norte (cruz de são Patrício).

Reino Unido

O CLONE – Cuba e Porto Rico

Cuba Porto Rico

Em La Estrella Solitária, a bandeira cubana , a estrela ilumina o caminho rumo à liberdade e o triângulo é um símbolo maçônico de liberdade, igualdade e fraternidade. Os vizinhos de Porto Rico gostaram da simbologia e dos ideais cubanos. E daí tiraram inspiração para sua La Monoestrellada.

A OUTRA FACE – Paraguai

 

 

O Paraguai tem a única bandeira dupla face do mundo. À frente, o escudo nacional e a inscrição “República do Paraguai”. No verso, o selo do Tesouro e o lema “Paz e Justiça”. As faixas têm as cores da República.

MEU QUERIDO BRASIL – Brasil

 

 

O amarelo é do ouro, o verde é das matas… esqueça esse papo. Nossa atual bandeira foi adaptada do estandarte do Império. O verde vem da casa real de Bragança, de dom Pedro 1º, e o amarelo, dos Habsburgos, da imperatriz Leopoldina. Só adicionou-se a imagem da abóbada celeste na noite da Proclamação da República (nosso lábaro estrelado, manja?).

 

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