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Leonardo Autopeças

O pintor, músico, arquiteto, engenheiro e inventor ¿ além de outras coisas ¿ italiano Leonardo da Vinci nunca andou de carro. Mas há cerca de 500 anos ele já tinha imaginado e desenhado muitos dos mecanismos que até hoje fazem os automóveis funcionar.

Por 30 abr 1997, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h15
  • Pistão

    Esta máquina, que ele chamou de “força de vapor”, transformava energia térmica em mecânica. O princípio é simples: uma “panela” com água é aquecida e o vapor empurra a tampa para cima.

    O pistão do carro é igualzinho. A mistura de combustível e ar entra numa câmara, a vela se acende e o gás inflamado expande-se, movendo a tampa e fazendo funcionar o motor.

    Ventoinha

    Esta “roda de pás” foi inventada para aumentar a eficiência de chaminés na expulsão de fumaça. Nos carros modernos ela ganha o nome de ventoinha e faz parte do sistema de resfriamento do motor.

    Redutor

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    O conjunto de rodas dentadas era capaz de reduzir a rotação ou transformá-la em movimento linear vertical ou horizontal. É o que faz o redutor no carro. Ele diminui a rotação do motor, que é muito alta. Mais que a idéia, o desenho de Leonardo entusiasma o professor de Engenharia Mecânica da Universidade de São Paulo Osmar Pavani. “É uma ‘peça explodida’ (separada em partes)”, diz ele. “Algo que usamos o tempo todo para elucidadação das montagens mecânicas.”

    Motor

    A idéia de armazenar energia com o objetivo de mover um veículo já tinha ocorrido ao gênio italiano. Este sistema de molas seria a alma do que ele chamou de “carro com propulsão própria”. Funcionaria como esses brinquedos de corda que conhecemos.

    Direção

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    Ao usar a rosca sem fim para reduzir drasticamente o movimento de rotação no mecanismo abaixo, Leonardo, sem saber, estava inventando a caixa de direção. Ela consiste em uma rosca sem fim que transmite às rodas, de forma reduzida, o movimento que se imprime ao volante. Isso faz com que se consiga virar a roda sem precisar fazer muita força.

    Câmbio

    Não é difícil imaginar, olhando para o desenho, que se pode alterar a velocidade de rotação no braço vertical da direita mudando o prato que encosta no cone dentado. É a mesma coisa que faz o câmbio. Você escolhe a velocidade de rotação quando muda a marcha do carro.

    Conta-giros

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    É elementar: cada vez que a roda completa um ciclo, uma pedrinha cai na caixa. Assim funcionava o conta-giros de Leonardo. O mesmo sistema podia ser usado para medir distâncias. Hoje, o conta-giros e o hodômetro (conta-quilômetros) são eletrônicos.

    Molas

    Ao que parece, Leonardo inventou as molas helicoidais quando desenhava máquinas de guerra. Hoje elas são usadas em vários mecanismos dos carros.

    Rolamento

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    A preocupação com o desgaste e o atrito nas máquinas levou Leonardo a desenhar esse sistema de rolamento a esferas, o mesmo usado hoje nas rodas dos carros.

    O futuro na ponta do lápis

    É difícil acreditar que Leonardo da Vinci nasceu mesmo em 1452. Procurar vestígios de seu trabalho no carro moderno é apenas uma forma divertida de ver como ele adivinhou o futuro. Leonardo previu, entre muitas outras coisas, o helicóptero, a asa-delta, o submarino, o pára-quedas, a bicicleta, a bomba e a metralhadora. Natural de Vinci, perto de Florença, mudou-se aos 30 anos para Milão. De volta a Florença, 21 anos depois, pintou sua famosa Mona Lisa. Era um solitário que, por prazer ou para não ser lido, escrevia da direita para a esquerda. Muitas dessas anotações se perderam, mas o que sobrou mostra que até sua morte, em 1519, ele sonhou muito com o futuro. E é incrível como sua visões se tornaram realidade.

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