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Uma breve história do Monstro do Lago Ness

O escocês mais famoso do mundo não usa saia, não toma uísque e não toca gaita de fole. Pior que isso: é quase certo que ele não existe

O monstro do lago Ness é o personagem mais famoso e querido da Escócia. Mais que medo, a lenda rende histórias divertidas e muito dinheiro para quem vive do turismo. Mas há quem acredite piamente na existência do monstro e dedique toda a vida na busca de provas que convençam o mundo disso.

O lago fica próximo à cidade de Inverness, no frio e chuvoso norte escocês. Suas margens são pontuadas por antigos castelos — quase todos com pelo menos uma história de fantasma. Em um lugar assim, com umas doses de uísque para acelerar a imaginação, não é de se admirar que tenham surgido relatos de uma criatura enorme, semelhante a um ictiossauro — mais especificamente um plesiossauro —, vivendo no fundo das águas escuras.

A criação do mito é atribuída a um relato de Santo Columba, no século 6. Um dia, no lago, o santo teria sido abordado por um grupo de homens que carregava um corpo, supostamente uma pessoa morta pelo monstro. A santidade mandou uma moça até o lago para atrair a criatura e, quando ela avançou, espantou a fera com o sinal da cruz.

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Na Europa, a crença na existência do monstro é tamanha que dá para acompanhar imagens ao vivo do lago 24 horas por dia em um site britânico. Nessie, apelido carinhoso do bichão, virou sensação mundial com a divulgação de uma foto tirada em 1934 por R.K. Wilson — mais tarde ele admitiria publicamente que se tratava de uma farsa.

O monstro teria um pescoço comprido e vertical com uma cabeça de forma arredondada e pequena, de tamanho desproporcional em relação ao resto do corpo. Quando se movimenta na água, faz pequenas ondas — o que para os céticos pode ser obra de pássaros mergulhadores ou lontras que habitam o lago.

Com o desenvolvimento das câmeras à prova d’’água, as investigações sobre o monstro ganharam força. Uma delas aconteceu em 2003, em uma expedição ao lago realizada por um grupo de pesquisadores contratados pela BBC. Usando 600 sonares e tecnologia de navegação por satélite, a expedição não encontrou nenhum sinal do monstro. Mas Nessie continua mais vivo do que nunca — em pôsteres, camisetas, bonés, chaveiros…