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De quem foi o RG de número 1?

Sem foto, primeiro registro tinha descrição física detalhada do sujeito

Por Marina Motomura
31 jul 2008, 19h54 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h38
  • Foi o documento de identidade de Edgard Costa, emitido em 1907. Na época, Costa era o presidente do gabinete de identificação e de estatística da polícia do Distrito Federal, dos tempos em que o Rio de Janeiro era a capital do país. Edgard Costa era advogado e começou no gabinete como auxiliar, em 1905. O RG (sigla para Registro Geral) nem tinha esse nome, e sim registro civil. Antes disso, no século 19, documento era coisa rara no Brasil. Em muitos eventos, como casamentos e óbitos, quem fazia os registros era a Igreja Católica. Em 1875, foram criados os primeiros cartórios, e em 1888 o registro de nascimentos, casamentos e mortes passou a ser feito obrigatoriamente por órgãos do Estado. Daí vieram os primeiros esboços de um registro geral da população. Os primeiros a serem fichados foram os criminosos, “benefício” que depois passou aos brasileiros que viajavam ao exterior, e, por fim, a todos.

    TAMANHO NÃO É DOCUMENTO
    Sem foto, primeiro registro tinha descrição física detalhada do sujeito

    De quem foi o RG de número 1?
    (Divulgação/Reprodução/Divulgação)

    1) Em 1907, surge o primeiro registro civil no Rio de Janeiro, à época capital do Distrito Federal do Brasil. O documento pertencia a Edgard Costa.

    2) Além de nome e filiação, descrição minuciosa e impressões digitais. Eram relatadas informações como “marcas particulares, cicatrizes e tatuagens”.

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    3) As sobrancelhas do sujeito eram “arqueadas e separadas”.

    4) Na mão esquerda, havia uma cicatriz na primeira falange do polegar.

    5) Nem o nariz escapava da descrição: este tinha “projeção média” e “largura mediana”.

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    6) Diferentemente do RG atual, o documento do início do século 20 descrevia profissão e endereço da pessoa.

    Consultoria: Juarez Uchôa Carrasco, diretor do Instituto de Identificação Felix Pacheco

     

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