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Paul Bernardo e Karla Homolka: ele estuprava, ela filmava

O "estuprador de Scarborough" protagonizou uma onda de sadismo e assassinatos com a esposa, Karla Homolka

Por Danilo Cezar Cabral
Atualizado em 22 fev 2024, 10h14 - Publicado em 27 abr 2017, 15h20

1) Nascido em 1964, fruto de uma família desajustada, Paul testemunhou episódios de agressão do pai, Kenneth Bernardo, contra a mãe. Em 1975, o patriarca foi acusado de abusar sexualmente da própria filha. Paul se formou na Universidade de Toronto (Canadá) e era conhecido por maltratar a namorada.

2) Entre 1987 e 1990, uma onda de estupros e tentativas de agressão sexual vitimou garotas entre 15 e 22 anos na região de Scarborough, Ontário. Todas sobreviveram, mas os episódios eram de extrema violência e quase sempre a investida sexual era acompanhada por espancamento.

3) Paul foi considerado suspeito pela polícia de Ontário em meio a outros 130 homens. Foi interrogado e liberado. Em 1990, ele começou um namoro com a obsessiva e submissa Karla Homolka. Durante o namoro, Paul se mostrou muito interessado pela cunhada Tammy Homolka, irmã caçula de Karla.

4) Karla deu acesso livre ao quarto de Tammy (à época com 15 anos) para o namorado observá-la. Em 1990, o casal embebedou Tammy e usou um anestésico para deixá-la fora de si. Karla queria oferecer a virgindade da irmã como presente de Natal para Paul. A agressão foi filmada por Karla no porão de casa.

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5) Inconsciente, Tammy morreu sufocada com o próprio vômito. O casal limpou a garota e a levou ao quarto antes de chamar socorro. O evento foi avaliado como morte acidental e o casal saiu livre. Karla se casou com Paul em 1991. Mesmo sob agressão do marido, apoiou e participou de suas práticas sexuais.

6) O casal sequestrou mais duas garotas, de 14 e 15 anos. Ambas foram mantidas em cativeiro e torturadas sexualmente por Bernardo enquanto Karla filmava. As duas vítimas foram mortas pelo casal. Um dos corpos foi desmembrado, cimentado e jogado em um lago. O outro foi desovado em uma vala da cidade de Burlington.

7) Espancada com frequência pelo marido, Karla fez um acordo com a polícia em troca de depoimentos. A essa altura, amostras de DNA já faziam de Paulo principal suspeito de ser o “estuprador de Scarborough”. Em 1993, após um julgamento cheio de acusações mútuas, Paul pegou prisão perpétua e Karla foi condenada a 12 anos de prisão.

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QUE FIM LEVOU?

Paul permanece preso na penitenciária de Kingston, em Ontário, e Karla foi solta em julho de 2005 sob condicional.

FONTES Livro Invisible Darkness: The Strange Case of Paul Bernardo and Karla Homolka, de Stephen Williams; filme Karla (2006) e site Canadian Criminal Law

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