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Quais medicamentos compõem um coquetel contra Aids?

Uso do coquetel inibe a reprodução do vírus HIV

Por Marcel Verrumo
Atualizado em 22 fev 2024, 10h42 - Publicado em 27 Maio 2013, 16h18

Atualmente (maio de 2018) são 22 tipos de drogas indicadas para inibir o avanço do vírus HIV sobre as células CD4 do sistema imunológico. São elas:

Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa – Abacavir (ABC), Didanosina (ddI), Lamivudina (3TC), Tenofovir (TDF), Zidovudina (AZT)

Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa – Efavirenz (EFZ), Nevirapina (NVP), Etravirina (ETR)

Inibidores de Protease – Atazanavir (ATV), Darunavir (DRV), Fosamprenavir (FPV), Lopinavir (LPV), Nelfinavir (NFV), Ritonavir (RTV), Saquinavir (SQV), Tipranavir (TPV)

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Inibidores de fusão – Enfuvirtida (T20)

Inibidores da Integrase – Dolutegravir (DTG), Raltegravir (RAL)

Inibidores de Entrada – Maraviroc (MRV)

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Combinações de medicamentos – Lamivudina + Zidovudina (3TC + AZT) combinados; Lamivudina + Tenofovir + Efavirenz (3TC + TDF + EFZ) combinados

Os compostos e a dosagem variam de acordo com o estágio da doença. Um paciente em fase inicial da Aids toma três medicamentos por dia, mas a conta pode triplicar se ele estiver muito debilitado.

“Quando o HIV invade a célula, o vírus altera seu material genético, comprometendo seu funcionamento e a imunidade do organismo, que acaba ficando vulnerável a doenças oportunistas”, explica Marise Fonseca, infectologista e professora da UFMG. “O coquetel não cura a doença, já que não elimina o HIV do organismo. Ele atua em diferentes etapas da invasão do vírus nas células de defesa, diminuindo sua intensidade de reprodução”, esclarece Rodrigo Zilli, infectopediatra e assessor técnico do Departamento de DST/Aids/Hepatites virais do Ministério da Saúde.

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No governo Lula, nosso país quebrou a patente do importado (e caro!) Efavirenz, usado por quase 80% dos pacientes em início de tratamento. Além de passar a fabricar o remédio por conta própria, o Brasil também tem utilizado genéricos para compor o coquetel.

Uma opção para driblar os preços dos medicamentos distribuídos de graça pelo governo federal aos cerca de 200 mil portadores do HIV no país. De acordo com a lei nº 9.313, promulgada em 13 de novembro de 1996, todo portador de HIV pode receber gratuitamente do SUS toda a medicação necessária ao seu tratamento.

DROGAS DO BEM

Conheça alguns dos principais remédios que tentam inibir expansão do vírus no organismo

(Reprodução/divulgação e Getty images/Mundo Estranho)

 

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TENOFOVIR
Inibe a alteração de DNA celular pelo HIV. Foi aprovado em 2001, nos EUA, e passou a ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro em 2003. Em 2010, um gel vaginal com tenofovir foi testado em mulheres africanas, mostrando-se eficaz na redução do contágio.

LAMIVUDINA
Serve para evitar que o RNA do vírus se integre ao DNA celular e foi aprovado em 1995 para atuar em conjunto com a zidovudina (AZT). Começou a ser oferecido pelo SUS em 1999. Dá-se preferência para a terapia conjunta, já que a combinação entre os dois remédios aumentou o êxito do tratamento.

DARUNAVIR
Esse medicamento atua inibindo uma enzima chamada protease, interrompendo a produção de novas células infectadas com o vírus. Mas pode provocar efeitos colaterais como náusea e dor de cabeça.

RALTEGRAVIR
Este é um inibidor de integrase. Ele impede que o material genético do vírus se ligue ao da célula. É um remédio relativamente novo, aprovado em 2007. Em dezembro de 2011, seu uso foi autorizado para o tratamento de pacientes de 2 a 18 anos. Entre os efeitos colaterais, estão diarreia, náusea e fadiga.

RITONAVIR
Também é um inibidor de protease que deve ser ingerido a cada 12h. Para potencializar o tratamento, o paciente deve tentar ter a vida mais saudável possível, evitando álcool, fumo e outras drogas que possam interferir na ação dos medicamentos do coquetel.

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ENFUVIRTIDA
É um inibidor de fusão, impedindo a entrada do HIV em uma célula sadia. A droga é dissolvida em água e administrada por via subcutânea (por baixo da pele), com uma injeção na barriga, no braço ou na perna. Sugere-se que seja aplicada em áreas com mais gordura, para evitar dor e reações alérgicas.

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