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Cirurgia que melhora a memória de pacientes com Alzheimer é realizada no Brasil

A operação foi feita este mês na Paraíba, num paciente de 77 anos, portador do mal de Alzheimer.

Por Camila Almeida Atualizado em 31 out 2016, 19h00 - Publicado em 28 dez 2015, 11h15

Uma esperança contra o Alzheimer: foi realizada no Brasil uma cirurgia que pode combater o mal. O procedimento, chamado de estimulação cerebral profunda, funciona como um marca-passo cerebral – microcorrentes elétricas são descarregadas no cérebro, estimulando seu funcionamento. Um paciente de 77 anos teve o aparelho colocado este mês, em um hospital da Paraíba. 

Esse tipo de operação vem sendo realizada de forma experimental no país desde 2013, quando médicos neurologistas começaram a testar o aparelho em pacientes de Alzheimer, para tentar frear o avanço da doença e ajudar na recuperação da memória. Antes disso, o estímulo era utilizado apenas nos portadores do mal de Parkinson – com melhora significativa nesses casos há mais de 20 anos.

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Conforme informado pelo jornal Correio da Paraíba, que não revelou a identidade do paciente a pedidos da família, uma possibilidade era levá-lo ao Canadá para a realização da cirurgia, onde ela já é feita com sucesso há cerca de cinco anos. Entretanto, a equipe do Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, garantiu que o idoso pudesse ser operado na instituição, no dia 11 de dezembro.

Apesar de tudo ter ocorrido dentro do esperado, só é possível começar a perceber como cérebro reagiu 30 dias após a realização do procedimento. O paciente já não reagia mais às medicações receitadas.

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O que acontece no cérebro?

A estimulação cerebral profunda – Deep Brain Stimulation, em inglês – é um método utilizado contra males neurológicos, desde 1987. Os impulsos elétricos emitidos pelo marca-passo são enviados para a área afetada do cérebro. No caso do Alzheimer, eles proporciam aumento do hipocampo, área responsável pela memória.

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Os pacientes submetidos ao estímulo são acompanhados com exames de PET-Scan, em que é possível visualizar a atividade cerebral. Após a cirurgia, áreas relacionadas à memória se mostram mais ativas em relação ao que apresentavam antes, sem o controle da doença. Isso quer dizer que, além de frear o mal, o procedimento pode ajudar a reaquecer as lembranças.

Apesar de o tratamento promissor e de já ser utilizado a vários anos para doenças como o mal de Parkinson, seu uso contra o Alzheimer ainda é muito recente. Além disso, existem efeitos colaterais severos, como alucinações, hiperssexualidade e até mudança de personalidade em alguns casos. Uma vez sentidos os avanços, médicos normalmente propõem o desligamento do aparelho e a utilização de um método menos invasivo.

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