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Depois da uva e da melancia, vem aí o tomate sem sementes

Cientistas da USP descobriram como manipular geneticamente a fruta - que consegue se reproduzir sem as sementes, e pode ficar mais gostosa

Por Vand Vieira, de SAÚDE - Atualizado em 31 ago 2017, 13h22 - Publicado em 31 ago 2017, 12h31

Buscando compreender melhor o sistema reprodutor das plantas a partir de um tomateiro, pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), acabaram descobrindo como produzir tomates sem sementes. Spoiler: não é hormônio, é genética.

O experimento consistiu na manipulação de uma molécula de RNA (microRNA159), envolvida originalmente na transição da flor para o fruto vermelho. Ao mexer com essa partícula, os cientistas conseguiram criar um processo de frutificação do tomate que não culmina no aparecimento de sementes.

E isso sem a necessidade de introduzir agentes químicos (hormônios, por exemplo) que impedem a formação dessas estruturas. Se você acha isso loucura, fique sabendo que certas uvas e melancias sem caroço que encontramos no supermercado passaram por um tratamento desse tipo.

Agora que já está provado que o método funciona, resta encontrar meios para a produção em larga escala. “É o começo de um longo caminho”, disse ao jornal da USP um dos responsáveis pelo estudo, o professor Fabio Nogueira.

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Conteúdo originalmente publicado em SAÚDE

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