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O ecstasy era um moderador do apetite

Como a droga ecstasy age no nosso organismo?

O principal efeito é estimulante. No cérebro, ele intensifica a produção de serotonina, uma das substâncias responsáveis pelo controle emocional e pela sensação de prazer. Aumenta o bem-estar e a euforia, e o sujeito fica falante, com a impressão de que é agradável, simpático e muito sociável. A sensualidade também fica alterada. Para a maioria, aumenta o desejo sexual (para alguns diminu). Mas depois que o efeito passa, o nível de serotonina cai e aí vem a depressão.

O ecstasy tem nome científico quilométrico – metilenodioximetanafetamina – e foi desenvolvido pelo laboratório Merck em 1914. Deveria funcionar como um moderador de apetite. Só que os efeitos colaterais eram tantos que o medicamento foi descartado. “Como entorpecente, os efeitos colaterais são também graves”, explica o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo. O ecstasy interfere no funcionamento de áreas cerebrais que controlam funções orgânicas como a temperatura e os batimentos cardíacos, entre outros (veja infográfico).

Os alvos da droga

O principal atingido é o cérebro, mas os efeitos se espalham por todo o corpo.

1 – O ecstasy aumenta a produção de serotonina, responsável pela sensação de bem-estar.

2 – O coração também é atingido. Há aumento dos batimentos cardíacos e de pressão sangüínea.

3 – O ecstasy é muito tóxico para o fígado, que pode até parar de funcionar.

4 – Um efeito colateral é a elevação da temperatura do corpo. O usuário vira uma verdadeira brasa humana. O corpo se desidrata rapidamente, com risco de vida.