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Para o câncer não se espalhar

Pesquisadores americanos estão testando um método que acusa células cancerosas que escapam do tumor inicial.

Aproximadamente uma em cada três pessoas operadas de câncer acaba morrendo por causa da doença, mesmo quando os médicos, depois de retirarem o tumor, não identificam sinais de que as células malignas tenham se espalhado pelo organismo, com os exames disponíveis. Essa triste estatística leva muitos pesquisadores a buscar novos testes, para acusar o que chamam cânceres satélites, células cancerosas que escapam do tumor inicial. Nesse sentido, os cientistas do Centro do Câncer Sloan – Kettering, em Nova York, Estados Unidos, parecem realizar um enorme avanço. Eles resolveram produzir anticorpos monoclonais sob medida para cada paciente, cultivados a partir de amostras do tumor extraído na cirurgia.

Injetado na medula óssea, para onde costuma migrar a maioria das células cancerosas, os anticorpos carregadores de substância fluorescentes, visíveis em exames de tomografia, terminam apontando aquelas fugitivas. Assim, os médicos podem saber se determinado paciente precisa de uma quimioterapia mais agressiva depois da operação. Segundo os pesquisadores, o novo teste é capaz de detectar uma única célula cancerosa entre 1 milhão de células normais, ou seja, é 100 vezes mais sensível do que os exames de diagnóstico existentes até o momento.