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Vive mais quem come menos

O Instituto Nacional de Envelhecimento, dos EUA, descobriu que cortar 65% das calorias que se ingerem no dia-a-dia pode prolongar a vida do ser humano.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h37 - Publicado em 31 jul 1990, 22h00

Cortar 65% das calorias que se ingerem no dia-a-dia pode garantir muito mais do que uma silhueta esbelta: segundo o Instituto nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos, submeter-se a esse regime espartano prolonga a vida. Os cientistas ofereceram a diversas espécies de cobaias, desde protozoários a peixes e ratos, um cardápio pobre em calorias, digno de qualquer SPA – as clínicas de emagrecimento da moda. Como em todos os casos os membros dos grupos pesquisados sobreviveram aos dos grupos cuja alimentação continuou normal, os pesquisadores concluíram que comer frugalmente pode ser a melhor receita para viver mais.

Projetando os resultados para a espécie humana, os pesquisadores deduziram que, sob um regime de baixa caloria, a expectativa de vida máxima saltaria de 120 para 170 anos (SUPERINTERESSANTE número 5, ano 4). “Isso é válido em teoria”, ressalva, no entanto o gerontólogo Eduardo Gomes de Azevedo. “Mas na prática é difícil reduzir drasticamente calorias sem o grave risco de eliminar nutrientes importantes para a saúde.”

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