apresenta:
Do campo à mesa: rastreabilidade com blockchain e IoT
A tecnologia blockchain ganhou fama no setor financeiro e se consolidou como ferramenta de autenticação digital para diversos setores. Não demorou para a indústria de alimentos ser beneficiada com essa tecnologia que confere a cada registro uma identidade única, facilmente verificável e, portanto, confiável e transparente.
Com a expansão do acesso à internet rápida, a evolução da computação em nuvem e o barateamento da Internet das Coisas (IoT) – comunicação em rede entre máquinas presentes em nosso dia a dia e softwares –, ficou viável e seguro coletar e transmitir dados desde o cultivo de alimentos até as mãos do consumidor, passando por toda cadeia logística, incluindo beneficiamento, armazenamento, distribuição e postos de venda.
A combinação desses ingredientes é a receita para uma indústria de alimentos confiável e rastreável de ponta a ponta, tanto por quem cultiva e produz como para quem comercializa, prepara e saboreia.
Sem rastreabilidade, complica
A falta de rastreabilidade na indústria de alimentos e bebidas dificulta o controle de qualidade e a identificação de eventuais contaminações e falsificações, gerando sérios prejuízos. Os impactos podem afetar a segurança alimentar, a reputação das marcas e os custos operacionais. Veja alguns exemplos:
15%
15% dos alimentos e bebidas vendidos são falsificados*
Reivindicações de peso incorreto, nova rotulagem de alimentos vencidos ou declaração de alimentos convencionais como orgânicos.
0 em 0 pessoas
ficam doentes todo ano por contaminação de alimentos ou bebidas.
0.000 pessoas
morrem anualmente por doenças de origem alimentar
56% das empresas de alimentos e bebidas sofrem ao menos um recall por ano.
€9,5 milhões
é o custo médio de um recall na indústria de alimentos e bebidas.
€50 a €60 milhões
é o impacto de cada recall nas vendas e na reputação.
70% trocariam de marca após uma experiência negativa.
Fontes:
Comunicado de imprensa da Organização Mundial da Saúde, OMS, no Dia
Mundial da Segurança dos Alimentos da Organização das Nações Unidas, 6/2019
Estudo conjunto entre Food Marketing Institute, Association of Food, Beverage
and Consumer Product Companies (GMA) e Deloitte, 1/2016
Capturing Recall Costs, GMA White Paper, 2/2011
The Harris Poll, 2/2014
UK Food Standards Agency (FSA), 2016
Como garantir rastreabilidade real na cadeia de alimentos com sensores e blockchain
O sistema operacional de IoT baseado em nuvem da Siemens – Insights Hub – captura dados ao longo de toda cadeia de suprimentos, com aplicações de blockchain validando e autenticando as informações inseridas.
O sistema também permite que as empresas filtrem o que pode ou não ser visualizado por quem acessa a base de dados. Assim, dados confidenciais são protegidos e informações críticas só ficam disponíveis para quem exerce determinadas funções na cadeia de suprimentos.
Dados colhidos na lavoura, nas fábricas e ao longo da distribuição e venda – incluindo informações sobre a atividade dos próprios equipamentos que operam nesses ambientes – são coletados, empacotados e enviados via nuvem para a base de dados do Insights Hub.
De posse dessas informações, todos os elos da cadeia se beneficiam. Desde o produtor, que otimiza o uso de recursos energéticos para maximizar a produção e melhorar a qualidade do que planta, até o vendedor, que oferece um produto com origem certificada e com menor pegada de carbono – já que as emissões são minimizadas ao longo do processo, incluindo na distribuição e no armazenamento, graças aos dados colhidos e processados. Por fim, o consumidor fica satisfeito com o alimento e com a responsabilidade socioambiental envolvida em sua produção.
Comida com CPF – alimentos com identidade digital verificada
Para você ter uma ideia do detalhamento de informações colhidas, armazenadas e compartilhadas ao longo da produção de um alimento, imagine o suco de laranja. Com acesso irrestrito a sistemas de rastreabilidade como o Insights Hub, seria possível saber a procedência de cada laranja que compõe o seu suco preferido.
É como se tudo o que comemos tivesse um documento de identidade, um CPF, que comprova a origem do alimento e mostra quem ele é.
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Sensores nos pomares coletam informações sobre temperatura, umidade, composição do solo, retenção de CO₂ etc. Esses dados influenciam na irrigação, adubação e outras operações que podem ser, inclusive, automatizadas por robôs ou veículos autônomos.
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Câmeras, drones e robôs coletores escaneiam cada árvore, identificando os frutos que estão em condições ideais para a colheita, otimizando a maturação de cada um deles e melhorando a qualidade final do fruto e dos produtos derivados dele.
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Cada lote colhido recebe um selo, uma identificação, autenticada por blockchain, contendo informações sobre variedade, quantidade, momento da colheita etc. A partir desse ponto, ele é totalmente rastreável.
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A cada etapa de transporte e armazenamento, sensores também coletam informações sobre a temperatura e umidade, gerando mais blocos de dados sobre os frutos. Se eles passam por qualquer procedimento – se são lavados, por exemplo –, essa informação também é registrada.
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Fábricas de sucos e de outros alimentos que usam a laranja como ingrediente recebem esses lotes e processam ou distribuem os frutos. Os produtos derivados de cada lote ou mesmo os pacotes in natura também são catalogados – mantendo as informações de origem dos frutos – tornando-se também identificáveis e rastreáveis.
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Maquinário também são equipados com sensores de IoT. Esses dispositivos geram informações sobre o processamento do alimento e sobre a própria atividade mecânica envolvida.
Os dados originam relatórios de performance úteis para a manutenção preventiva de equipamentos ao longo de toda a cadeia, bem como informações sobre consumo de energia e de água, e sobre a pegada de carbono de cada etapa da produção.
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A cada etapa de transporte, manuseio ou armazenamento, os lotes ou produtos têm sua origem verificada e seu status e destinação atualizados e novamente autenticados. Toda essa informação de deslocamento também é compartilhada e armazenada via nuvem, gerando um mapa com a viagem completa do produto, do campo à mesa.
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Soluções digitais permitem a rastreabilidade completa do produto até o consumidor final, por meio de blockchain e QR codes, o que garante a procedência, autenticidade e segurança alimentar dos ingredientes.
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Sensores nos pomares coletam informações sobre temperatura, umidade, composição do solo, retenção de CO₂ etc. Esses dados influenciam na irrigação, adubação e outras operações que podem ser, inclusive, automatizadas por robôs ou veículos autônomos.
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Câmeras, drones e robôs coletores escaneiam cada árvore, identificando os frutos que estão em condições ideais para a colheita, otimizando a maturação de cada um deles e melhorando a qualidade final do fruto e dos produtos derivados dele.
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Cada lote colhido recebe um selo, uma identificação, autenticada por blockchain, contendo informações sobre variedade, quantidade, momento da colheita etc. A partir desse ponto, ele é totalmente rastreável.
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A cada etapa de transporte e armazenamento, sensores também coletam informações sobre a temperatura e umidade, gerando mais blocos de dados sobre os frutos. Se eles passam por qualquer procedimento – se são lavados, por exemplo –, essa informação também é registrada.
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Fábricas de sucos e de outros alimentos que usam a laranja como ingrediente recebem esses lotes e processam ou distribuem os frutos. Os produtos derivados de cada lote ou mesmo os pacotes in natura também são catalogados – mantendo as informações de origem dos frutos – tornando-se também identificáveis e rastreáveis.
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Maquinário também são equipados com sensores de IoT. Esses dispositivos geram informações sobre o processamento do alimento e sobre a própria atividade mecânica envolvida.
Os dados originam relatórios de performance úteis para a manutenção preventiva de equipamentos ao longo de toda a cadeia, bem como informações sobre consumo de energia e de água, e sobre a pegada de carbono de cada etapa da produção.
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A cada etapa de transporte, manuseio ou armazenamento, os lotes ou produtos têm sua origem verificada e seu status e destinação atualizados e novamente autenticados. Toda essa informação de deslocamento também é compartilhada e armazenada via nuvem, gerando um mapa com a viagem completa do produto, do campo à mesa.
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Soluções digitais permitem a rastreabilidade completa do produto até o consumidor final, por meio de blockchain e QR codes, o que garante a procedência, autenticidade e segurança alimentar dos ingredientes.
“Quanto mais eficiente é a indústria de alimentos, menos recursos empenhados. Então, quando combinamos automação, sensoriamento, inteligência artificial, computação em nuvem... toda essa digitalização nos oferece a capacidade de medir, a cada etapa, nossa pegada de CO₂ e trabalhar para diminuí-la.”
Informação na mão – do consumidor e demais envolvidos com o alimento
Parte dessa multidão de dados colhidos ao longo da cadeia produtiva fica à disposição do consumidor final, informando desde a origem das matérias-primas até o caminho que elas fizeram até a refeição.
Algumas marcas disponibilizam selos e QR Codes nas embalagens fornecendo informações de rastreabilidade para o cliente. Ao longo da cadeia, QR Codes e etiquetas identificadoras em contêineres, caixotes e outros meios de armazenagem fornecem informações importantes para os demais participantes do processo de produção, distribuição e comercialização de alimentos.
Primeira parada
Para quem beneficia alimentos ou recebe matérias-primas para a fabricação, é essencial ter informações sobre onde e em que condições seu ingrediente foi produzido.
Roteiro de viagem
Para supermercados e lojas, é importante ter informações detalhadas sobre onde e quando os alimentos que comercializam foram armazenados até chegarem aos postos de venda. Os dados podem indicar, por exemplo, se o produto foi conservado na temperatura correta durante todo o transporte.
Garantia de origem
Há selos que garantem a procedência, autenticidade e segurança alimentar dos ingredientes, assegurando que atendem a determinados critérios, como é o caso dos produtos orgânicos. A rastreabilidade também pode garantir que o alimento vem de áreas próprias para cultivo, servindo como ferramenta de proteção a áreas de preservação.
Até o fim
Com o ingrediente rastreado de ponta a ponta no processo de produção, o cálculo da data de validade de um alimento fica mais preciso e seguro.






Diego Cadete
Head do Segmento de Alimentos e Bebidas da Siemens no Brasil.