apresenta:
O Brasil de 2035: mais limpo, digital e conectado.
Um futuro mais tecnológico e sustentável é possível
Cidades com transporte limpo e silencioso. Portos inteligentes movidos a energia verde. Alimentos produzidos com menos desperdício e mais tecnologia. Distribuição e monitoramento digital dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento.
Esse é o retrato possível do Brasil que a Siemens enxerga, e ajuda a construir, no estudo Pictures of Transformation: um retrato do Brasil em 2035, elaborado com o apoio do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).
O documento reúne dados, análises e sugere possíveis caminhos que o país precisa trilhar para se tornar uma potência sustentável e digital.
A visão da Siemens para o Brasil de 2035 é um compromisso entre tecnologia e humanidade para transformar o potencial natural e humano do país em um modelo global de desenvolvimento sustentável.
A nova fronteira da inovação não está apenas em criar máquinas mais inteligentes, mas sim em fazer com que elas sirvam a um propósito maior. E a descarbonização, circularidade, educação e tecnologia com propósito estão no centro dessa transformação.
Descarbonização: o Brasil que respira e se move com energia limpa
O Brasil é um dos países com maior potencial para liderar a economia verde global.
Com 8,5 milhões de quilômetros quadrados, 210 milhões de habitantes e uma matriz energética composta por 45% de fontes renováveis, contra 15% da média mundial, o país tem o que o mundo mais precisa: recursos naturais, diversidade e criatividade.
Com todo esse potencial em mãos, há oportunidades para criar uma revolução em diversos setores e transformar o Brasil de 2035.
Mobilidade urbana
Um dos destaques dessa transformação é o setor de mobilidade. O relatório mostra que, até 2035, o transporte nas cidades brasileiras poderá ser majoritariamente elétrico e conectado, com frotas híbridas, corredores de ônibus movidos a biometano e biodiesel B100, que emitem até 95% menos gases de efeito estufa, e sistemas inteligentes integrando diferentes modais.
Nesse cenário, com o avanço da digitalização, o trânsito deixará de reagir para começar a prever, com veículos autônomos, semáforos conectados e rotas que se ajustam em tempo real. As cidades, antes lentas e poluentes, podem se tornar organismos vivos e eficientes, reduzindo custos e melhorando a qualidade de vida.
Como destaca o relatório, mobilidade de baixo carbono não é apenas trocar combustíveis. É mudar o modo como as pessoas e as cidades se relacionam com a energia.
Digitalização do setor elétrico
A transformação também é vista na infraestrutura elétrica. A digitalização, incluindo Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Big Data e Gêmeos Digitais, poderá transformar o setor de energia ao maximizar o aproveitamento energético e viabilizar novos modelos de negócios.
Para isso, haverá sensores distribuídos em edifícios e na infraestrutura urbana, que monitoram em tempo real o consumo de energia. A análise de dados coletados permitirá a otimização dos recursos, reduzindo desperdícios e promovendo um ambiente mais sustentável.
Um exemplo prático dessa transformação é a parceria que a Siemens firmou com a CPFL Energia, em 2024, para instalar 1,6 milhão de medidores inteligentes em São Paulo até 2029.
A rede usa a plataforma Gridscale X Meter Data Management, que processa milhões de dados de consumo em tempo real e cria uma verdadeira inteligência energética.
- as perdas elétricas diminuem
- falhas são detectadas automaticamente
- consumidores acompanham digitalmente o consumo e podem ajustar hábitos para economizar
- a rede se torna mais resiliente e menos poluente
“A infraestrutura inteligente é focada na segurança e no conforto das pessoas. A digitalização e a tecnologia são essenciais para escalarmos o impacto na resiliência, disponibilidade e sustentabilidade.”
Energia limpa com armazenamento
Para suprir as necessidades de energia de toda essa infraestrutura inteligente do Brasil de 2035, o uso de energia limpa será essencial para contribuir com o processo de descarbonização.
Porém, como as fontes de energia eólica e solar são intermitentes, já que dependem do sol e do vento para funcionarem, o armazenamento da energia excedente dessas matrizes será fundamental, pois a energia armazenada poderá ser utilizada em momentos de alta demanda ou de baixa geração, como à noite ou em períodos sem vento.
Essa capacidade de equilibrar oferta e consumo transforma o armazenamento em um elemento central da transição energética. É o que permite integrar energia solar e eólica com confiabilidade, reduzindo custos, desperdícios e a necessidade de matrizes que utilizam fontes fósseis, como as termelétricas.
O mercado de armazenamento de energia no Brasil deve crescer 12,8% ao ano até 2040, alcançando 18,5 gigawatts de capacidade instalada.
Para complementar a geração de energia limpa necessária em 2035, será fundamental recorrer a fontes de bioeletricidade, como o hidrogênio verde, reduzindo ainda mais a dependência de combustíveis fósseis. Esse gás é um combustível 100% limpo e renovável, que não gera poluentes nem durante sua produção nem em seu uso. Ele é obtido por meio da eletrólise da água, processo que utiliza exclusivamente energia solar e eólica. Ao ser consumido, transforma-se novamente em água, sem liberar substâncias nocivas ao meio ambiente.
Para auxiliar essa transição energética, a Siemens Brasil anunciou um acordo com a Arcadis e a CELA para desenvolvimento de novos negócios com hidrogênio verde e transição energética no país. A proposta é acelerar o desenvolvimento dos projetos e parcerias no setor, a partir da elaboração de estudos estratégicos e fornecimento de soluções tecnológicas no território brasileiro.
Entre as áreas contempladas no acordo, destacam-se engenharia de aplicação para integração elétrica, automação e digitalização das plantas, estudos elétricos de conexão com grid e operação de usinas, além de fornecimento de equipamentos, serviços e soluções para distribuição de energia, automação e digitalização.
Na prática, as três empresas apostam na potência do hidrogênio renovável como eixo estratégico de descarbonização dos setores produtivos, principalmente para reduzir as emissões de setores em que descarbonizar é difícil, como fertilizantes nitrogenados, mineração, siderurgia, produção de metanol, de aço, transporte aéreo, marítimo e terrestre de veículos pesados, entre outros.
“É nesse cenário que a Siemens Brasil se posiciona como habilitadora da transformação energética, oferecendo soluções em eletrificação, automação, digitalização e gestão energética. Nossas tecnologias ajudam a reduzir perdas, otimizar processos e garantir rastreabilidade — elementos essenciais para atender às exigências de certificação ambiental e atrair capital internacional.”
Infraestrutura inteligente: transporte e logística
O Brasil de hoje ainda enfrenta gargalos logísticos, portos sobrecarregados e um transporte urbano que respira entre o trânsito e a poluição. A dependência de rodovias e veículos a combustão eleva custos e emissões, e a lentidão das conexões entre modais compromete a competitividade.
Mas uma virada já começou. Para a próxima década, a Siemens enxerga o redesenho completo do transporte e logística nacional. E a transformação pode chegar em várias frentes:
Malha ferroviária modernizada
Após 15 anos de concessões, o transporte sobre trilhos pode representar 26% das cargas nacionais, tornando-se a espinha dorsal logística do país.
Caminhões e frotas limpas
Veículos pesados movidos a biodiesel B100 são capazes de reduzir 95% das emissões, enquanto frotas elétricas realizam entregas curtas com rotas otimizadas por inteligência artificial.
Energia descentralizada
Infraestrutura digital e geração distribuída alimentando rotas, centros de carga e transporte coletivo.
Internet das Coisas e Big Data
Funcionam como o cérebro invisível da logística, antecipando gargalos, organizando cadeias de suprimento e reduzindo custos operacionais.
Em 2035, a digitalização, incluindo Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Big Data e Gêmeos Digitais poderão conectar todos os elos do transporte e transformar a utilização de dois ou mais modais de transporte diferentes (como caminhão, navio, trem ou avião) em um corredor fluido, facilitando o escoamento da produção industrial e o acesso a mercados globais.
Portos inteligentes: o novo rosto do comércio exterior
Não tem como falar de logística sem citarmos os portos e essa transformação também precisará ser aplicada a eles.
Hoje, 90% do comércio exterior brasileiro ainda passa pelo mar e movimenta cerca de R$ 293 bilhões por ano. Um setor vital, mas marcado por filas e defasagem tecnológica. Essa realidade pode mudar com a digitalização e a automação dos portos, que se tornam mais sustentáveis e eficientes.
R$ 54,8 Bilhões
estão previstos em 137 projetos de modernização portuária.
Monitoramento em nuvem com inteligência artificial e gêmeos digitais devem tornar as operações mais rápidas e seguras.
Autogeração de energia renovável ajudando no processo de descarbonização e trazendo mais eficiência.
A digitalização alfandegária reduz o tempo de espera, e sistemas automatizados ampliam produtividade e segurança.
Complexos como Pecém, Suape e Açu somando mais de US$ 22 bilhões em investimentos em hidrogênio verde
Complexos como Pecém, Suape e Açu somando mais de US$ 22 bilhões em investimentos em hidrogênio verde
Os portos brasileiros deixam de ser gargalos e passam a ser nós estratégicos de uma rede. O Brasil troca a dependência de combustíveis fósseis por energia limpa e integrada, e transforma seu mapa logístico em uma espécie de organismo vivo, adaptável, que move sua economia com propósito.
São Paulo 2035
A cidade que pensa, respira e se adapta em tempo real
Para a Siemens, a São Paulo do futuro tem tudo para ser um organismo vivo. Suas ruas, seus edifícios e suas infraestruturas podem conversar entre si, guiadas por dados, sensores e energia limpa. Uma cidade onde a tecnologia não é o fim, mas o meio. Uma força invisível que torna o cotidiano mais sustentável, seguro e humano.
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Energia inteligente
A cidade pode operar com o modelo Energy as a Service (EaaS), que permite contratar energia limpa sob demanda, garantindo eficiência, estabilidade e baixo carbono.
Smart grids: redes elétricas digitais que ajustam automaticamente o fornecimento conforme o consumo da cidade.
Armazenamento inteligente: baterias armazenando o excesso de energia e fazendo a redistribuição nos horários de pico.
Energy as a Service: modelo em que o consumidor paga apenas pela energia usada, como um serviço contínuo.
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Edifícios inteligentes
Os edifícios inteligentes serão capazes de entender o comportamento de seus ocupantes e se ajustar sozinhos: abrindo janelas, regulando temperatura e luz conforme o clima ou a presença de pessoas.
Edifícios autônomos: sensores desempenhando um papel essencial para coletar dados sobre ocupação, temperatura, umidade relativa, qualidade do ar interior, consumo de energia, entre outros.
Performance: o acesso a informações em tempo real pode contribuir para a tomada de decisões, redução de custos, transformando edifícios em ativos de alto desempenho.
Automação: edifícios podem se beneficiar com soluções como controle da qualidade do ar, da iluminação e da temperatura que visam o conforto dos usuários.
Proteção: no Brasil, a Siemens oferece soluções de automação predial e proteção contra incêndio tanto para projetos novos quanto para modernizar prédios antigos.
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Mobilidade autônoma e sustentável
O trânsito pode ser administrado por algoritmos para antecipar deslocamentos e organizar rotas antes que os congestionamentos ocorram.
Veículos autônomos: carros e ônibus dirigindo sozinhos e se comunicando para evitar acidentes.
Tráfego preditivo: sistemas digitais analisando o movimento da cidade e sincronizando semáforos em tempo real.
Carregamento sem fio: ruas e vagas de estacionamento transmitindo energia por indução para os carros elétricos.
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Infraestruturas que se ajustam automaticamente
Os sistemas de água e saneamento poderão se tornar digitais. Modelos hidráulicos e sensores podem ser capazes detectar falhas antes que elas aconteçam e ajustar o funcionamento das bombas e reservatórios automaticamente.
Automação de estações: bombas e válvulas operando de forma autônoma, conforme a demanda.
Sensores de vazamento: podem identificar perda de água nas tubulações e avisar sobre danos antes que eles aconteçam.
Previsão de enchentes: Algoritmos capazes de cruzar dados de chuva, drenagem e relevo para prevenir alagamentos.
Monitoramento da qualidade: sensores medindo pureza e segurança da água continuamente.
Gêmeos digitais: cópias virtuais do sistema de água que permitam simular problemas e testar soluções em tempo real.
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Energia inteligente
A cidade pode operar com o modelo Energy as a Service (EaaS), que permite contratar energia limpa sob demanda, garantindo eficiência, estabilidade e baixo carbono.
Smart grids: redes elétricas digitais que ajustam automaticamente o fornecimento conforme o consumo da cidade.
Armazenamento inteligente: baterias armazenando o excesso de energia e fazendo a redistribuição nos horários de pico.
Energy as a Service: modelo em que o consumidor paga apenas pela energia usada, como um serviço contínuo.
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Edifícios inteligentes
Os edifícios inteligentes serão capazes de entender o comportamento de seus ocupantes e se ajustar sozinhos: abrindo janelas, regulando temperatura e luz conforme o clima ou a presença de pessoas.
Edifícios autônomos: sensores desempenhando um papel essencial para coletar dados sobre ocupação, temperatura, umidade relativa, qualidade do ar interior, consumo de energia, entre outros.
Performance: o acesso a informações em tempo real pode contribuir para a tomada de decisões, redução de custos, transformando edifícios em ativos de alto desempenho.
Automação: edifícios podem se beneficiar com soluções como controle da qualidade do ar, da iluminação e da temperatura que visam o conforto dos usuários.
Proteção: no Brasil, a Siemens oferece soluções de automação predial e proteção contra incêndio tanto para projetos novos quanto para modernizar prédios antigos.
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Mobilidade autônoma e sustentável
O trânsito pode ser administrado por algoritmos para antecipar deslocamentos e organizar rotas antes que os congestionamentos ocorram.
Veículos autônomos: carros e ônibus dirigindo sozinhos e se comunicando para evitar acidentes.
Tráfego preditivo: sistemas digitais analisando o movimento da cidade e sincronizando semáforos em tempo real.
Carregamento sem fio: ruas e vagas de estacionamento transmitindo energia por indução para os carros elétricos.
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Infraestruturas que se ajustam automaticamente
Os sistemas de água e saneamento poderão se tornar digitais. Modelos hidráulicos e sensores podem ser capazes detectar falhas antes que elas aconteçam e ajustar o funcionamento das bombas e reservatórios automaticamente.
Automação de estações: bombas e válvulas operando de forma autônoma, conforme a demanda.
Monitoramento da qualidade: sensores medindo pureza e segurança da água continuamente.
Sensores de vazamento: podem identificar perda de água nas tubulações e avisar sobre danos antes que eles aconteçam.
Gêmeos digitais: cópias virtuais do sistema de água que permitam simular problemas e testar soluções em tempo real.
Previsão de enchentes: Algoritmos capazes de cruzar dados de chuva, drenagem e relevo para prevenir alagamentos.
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Fontes: Pictures of Transformation: um retrato do Brasil em 2035, Como os Gêmeos Digitais impactam positivamente seu negócio, Siemens faz parceria com a CPFL Energia para digitalizar o setor elétrico do Brasil, Siemens Digital Industries.








Luis Mosquera
Vice-presidente Jurídico, responsável por Relações Governamentais e Sustentabilidade da Siemens Brasil