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MIT constrói mosquitos-robôs super-rápidos que podem polinizar flores; veja vídeos

Os novos modelos podem voar por cem vezes mais tempo do que os anteriores e, apesar de terem baterias, são mais leves.

Por Bela Lobato
Atualizado em 17 fev 2025, 11h54 - Publicado em 14 fev 2025, 14h00

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) trabalham com insetos robóticos há alguns anos. A ideia é que os animais mecânicos possam, um dia, realizar a polinização de plantas de forma artificial e em um ritmo acelerado. 

A polinização mecânica já acontece – afinal, é só mover o pólen de uma flor para a outra –, mas esses robôs poderiam automatizar e aumentar a escala do processo. Segundo os cientistas do MIT, a prática poderia aumentar o rendimento de colheitas com impactos ambientais menores do que outras soluções existentes.

Apesar de a ideia não ser nova, as gerações anteriores de insetos-robôs apresentavam dificuldades importantes: falta de resistência, baixa velocidade e pouca versatilidade aérea quando comparadas com abelhas e insetos reais. 

Agora, em um artigo publicado em janeiro na revista Science Robotics, a equipe do MIT propõe um projeto que promete superar as limitações mecânicas atuais dos insetos-robô. Segundo o estudo, os novos modelos podem voar por um total de mil segundos (cerca de 16 minutos), cem vezes mais do que as versões anteriores. Eles também atingem os 35 centímetros por segundo (cerca de 1,2 quilômetro por hora).

Além disso, a nova versão deve aprimorar a capacidade de precisão, agilidade e reduzir o estresse sobre as flexões das asas. As asas e o corpo do inseto-robô foram conectados por dispositivos de sinais complexos que reproduzem o efeito de músculos, diminuindo a tensão que prejudicava a resistência das versões anteriores.

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Gif mostrando a asa de um mosquito-robô.
As asas do novo inseto-robô são submetidas a um teste de colisão – e resistem. (MIT/Reprodução)
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Uma parte do sucesso da nova versão se deve à inspiração nas versões reais dos insetos. A versão anterior, por exemplo, tinha oito asas. “Mas não há nenhum inseto que tenha oito asas. Em nosso projeto antigo, o desempenho de cada unidade individual era sempre melhor do que o do robô montado”, disse, em comunicado, Kevin Chen, autor sênior do novo artigo.

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Como o dispositivo não se assemelhava à sua contraparte real, seu desempenho não era tão otimizado: abelhas têm um par de asas que permite um voo livre e rápido, enquanto as oito asas da versão robótica movimentavam muito ar, reduzindo a quantidade de sustentação.

O novo projeto do MIT dividiu esse robô ao meio, e agora são quatro asas – com mais estabilidade e maior capacidade de elevação. Além disso, a diminuição do tamanho liberou espaço o suficiente para que o robô carregue sua própria bateria. 

Mesmo com essas inovações de design, ainda há uma lacuna entre os melhores insetos-robôs e os insetos reais. As abelhas conseguem fazer movimentos mais controlados e rápidos. Por exemplo, uma abelha-europeia pode voar a 32 km/h, muito mais que os 1,2 km/h do  insetinho robótico.

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Gif de um mosquito-robô voando.
Um inseto-robô se exibe em uma manobra de voo. (MIT/Reprodução)

“As asas das abelhas são controladas por um conjunto muito sofisticado de músculos. Esse nível de ajuste fino é algo que realmente nos intriga, mas que ainda não conseguimos reproduzir”, diz Chen.

Os pesquisadores sonham em alcançar um voo de 10 mil segundos e manobrar o inseto-robô para pousar e decolar do centro de uma flor. Para isso, o desenvolvimento de novas tecnologias de baterias, sensores e recursos de computação será “um foco central nos próximos três a cinco anos”, afirma Chen.

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