Re:Bit Re:Bit

Por Atualizado em 29/06/2009

Sabe o Bing, aquela ferramenta de busca que a Microsoft lançou no começo do mês? Eu andei testando e me surpreendendo – não é que o Bing mostra uns resultados relevantes? Em alguns casos, melhores que os do Google. Ou não? Agora existe uma maneira de tirar a prova. Entre no site Blind Search, digite uma busca qualquer e dê ok. Ele vai mostrar, lado a lado, os resultados gerados pelo Google, pelo Yahoo e pelo Bing, sem revelar qual é qual. Você indica, dando um clique, qual dos 3 buscadores gerou a pesquisa mais precisa e relevante – e aí o site te mostra qual é qual. Façam o teste e me digam no que deu.

Por Atualizado em 25/06/2009

Coitado. Não precisava acabar assim. A morte de Michael Jackson foi terrível, mas também trouxe uma boa lembrança: o game Moonwalker, que teve uma versão arcade e outra para o console Mega Drive, lançada em 1990. Eu joguei muito esse game. Ele pode parecer (e é) tosco para os padrões atuais, mas na época era muito legal. Tão legal que até me deu vontade de jogar de novo.

Para fazer isso, é só instalar o programa Fusion e depois baixar o arquivo do game, que vc encontra pesquisando no Google. Moonwalker teve relevância histórica: foi um dos games de lançamento do videogame de 16 bits da Sega, que começava sua arrancada contra a Nintendo. E ele também tinha, como se pode ver neste vídeo aí de cima, um quê de profético – repare como o personagem do Michael ganha 500 pontos ao encontrar cada criancinha…

Por Atualizado em 24/06/2009



A Wired é uma revista muito influente – a grande voz do mundo da tecnologia.
E seu editor, o físico Chris Anderson, um superstar: ele é o autor do best-seller Cauda Longa e viaja pelo mundo dando palestras sobre suas ideias. Anderson é um especialista na arte de fazer caô – inventar conceitos surpreendentes e depois buscar argumentos que possam sustentá-los. Às vezes, geralmente até, dá certo.

O cara escreve bem.

Mas seu novo livro, que se chama Free e está chegando às livrarias dos EUA, tem um ponto crítico: várias passagens foram simplesmente plagiadas da Wikipedia. Chris Anderson, o grande pensador do mundo digital, rendeu-se ao Ctrl+C Ctrl+V… Ele admitiu, mas disse que tudo foi apenas um problema técnico: na edição do texto, teriam esquecido de colocar as notas de rodapé com os créditos das informações. Hum… então tá. Mas que situação constrangedora, né? Ou então, considerando que Free é justamente sobre a cultura de plágio colaborativa da internet, um golpe de marketing genial?

Por Atualizado em 22/06/2009

Vcs viram? Hoje a Apple divulgou uma nota em que comemora a venda de 1 milhão de unidades do novo iPhone 3GS em apenas três dias. Mas o que importa não é isso. O que importa é o segundo parágrafo do texto: uma declaração de Steve Jobs, que se gaba do sucesso – e, pela primeira vez desde seu afastamento por doença, volta a falar oficialmente como CEO da Apple. É… parece que o suposto transplante de fígado deu certo. E a volta de Steve está confirmada. Aê!

E por falar em volta, olha eu aqui. Rolou tanta coisa neste tempo em que estive ausente, né? Uma chuva de novidades. Da Apple, que além do iPhone mostrou o próximo Mac OS X, ao Google e seu Wave, uma espécie de sucessor do Gmail. Da Microsoft, que revelou o impressionante Projeto Natal e o buscador Bing, à Palm – cujo smartphone Pre chegou arrebentando.

Foi um mês e tanto. Um mês em que parei de escrever, me passei por executivo e tentei entrar no submundo da indústria chinesa de gadgets – para descobrir como ela realmente funciona. O resultado você lê na edição de julho da SUPER, que chega às bancas esta semana. Foi por isso (e mais o fato de que eu havia escrito, quase sem folgas, 1155 posts nos últimos 1233 dias) que o Re:Bit deu uma pausa. Mas agora voltou. Sejam bem-vindos.

Por Atualizado em 22/05/2009

É isso aí, amigos. A Intel, dona do mercado mundial de chips e maior parceira da Microsoft, resolveu fazer seu próprio sistema operacional: é o Moblin, que foi criado especialmente para notebooks e netbooks (mas pode ser instalado em qualquer PC) e vem cheio de recursos inéditos. A área de trabalho, por exemplo, é inteligente: você liga o computador e ela já mostra os novos emails, compromissos e atualizações dos seus amigos em redes como o Twitter e o Facebook. E tudo isso numa interface gráfica sensacional – confira no vídeo.

O Moblin pode ser baixado e instalado de graça e já vem com os principais softwares embutidos -navegador, editor de texto, mensageiro instantãneo, mp3, etc. E como se baseia no sistema Linux, também pode ser incrementado com milhares de programas que existem na internet. Ele é rápido, leve, não pega vírus. É o lançamento mais importante dos últimos anos – e o maior rival que o Windows já teve. Isso porque a Intel dita os padrões da informática (foi ela que inventou o USB e transformou o Wi-Fi em realidade), e tem força para impor as tecnologias que quiser. Imagine o que aconteceria se ela resolvesse incluir o Moblin nos seus chips. Seria o fim da Microsoft.

Por enquanto, isso não vai acontecer – a Intel tomou certas precauções para não bater de frente com sua (ex?) aliada. O Moblin não é tão fácil de instalar quanto poderia (é preciso gravá-lo em CD e fazer algumas coisas que podem intimidar o leigo total), e sua paternidade foi transferida para a Linux Foundation – uma ong americana que cuida de software livre e será oficialmente responsável, daqui em diante, pelo desenvolvimento do software. Mas os engenheiros da Intel continuarão, sem alarde, a trabalhar nele. A coisa promete.