Re:Bit Re:Bit

Por Atualizado em 01/07/2009



Ontem eu estava dando uma olhada nas configurações do Firefox, e descobri algo estranho. Tinha lá uma Extensão, chamada "Microsoft .Net Framework Assistant", que eu não havia baixado. Ela simplesmente apareceu do nada. Fui pesquisar o assunto, e descobri algumas coisas assustadoras.

1. A Microsoft está distribuindo, desde o começo de junho, esse plug-in para o Firefox. Ele vem junto com as atualizações do Windows, e é instalado em silêncio. Você não é perguntado se quer ou não. E ele não pode ser removido do computador – pois o botão "Desinstalar" fica bloqueado.

2. O ".Net Framework Assistant" serve para que os sites, utilizando a plataforma Microsoft .Net, possam executar programas no seu computador. Não conheço nenhum site que use isso. O verdadeiro efeito é abrir brechas de segurança no navegador – principalmente considerando que o plug-in vem configurado para rodar qualquer código .Net, de qualquer site, sem avisar. Na prática, isso torna o Firefox menos seguro que o Internet Explorer.

Então vejamos. A Microsoft manda o plug-in sem avisar. Ele vem configurado de um jeito bizarro, que enfraquece a segurança do Firefox. E depois de instalado, não pode ser removido (só se você souber editar o Registro do Windows). Que beleza, não? Acho que só existe uma palavra para designar esse tipo de coisa.

Por Atualizado em 30/06/2009



O navegador Firefox 3.5, que acaba de ser liberado pra download (inclusive em português), é um upgrade e tanto – ele é até 250% mais rápido do que a versão atual. Isso mesmo: o "motor" do Firefox foi totalmente reformulado, e agora tem mais que o dobro da performance. Eu já baixei, instalei e realmente dá pra sentir a diferença – o 3.5 simplesmente voa. Só tem um porém.

Como sempre acontece nas atualizações do Firefox, muitas das extensões (aqueles plug-ins animais, que adicionam recursos sensacionais ao programa) deixam de funcionar. E vc tem que ficar esperando semanas até que sejam atualizadas. Um saco… mas tem solução. É só instalar o plug-in Nightly Tester Tools, clicar em "Override", e pronto: suas extensões voltarão magicamente a funcionar. Então aproveitem o Firefox 3.5, digam o que vcs tão achando e logo mais volto com as
10 extensões mais úteis/espertas/fodásticas que existem. Até!

Por Atualizado em 29/06/2009

Sabe o Bing, aquela ferramenta de busca que a Microsoft lançou no começo do mês? Eu andei testando e me surpreendendo – não é que o Bing mostra uns resultados relevantes? Em alguns casos, melhores que os do Google. Ou não? Agora existe uma maneira de tirar a prova. Entre no site Blind Search, digite uma busca qualquer e dê ok. Ele vai mostrar, lado a lado, os resultados gerados pelo Google, pelo Yahoo e pelo Bing, sem revelar qual é qual. Você indica, dando um clique, qual dos 3 buscadores gerou a pesquisa mais precisa e relevante – e aí o site te mostra qual é qual. Façam o teste e me digam no que deu.

Por Atualizado em 25/06/2009

Coitado. Não precisava acabar assim. A morte de Michael Jackson foi terrível, mas também trouxe uma boa lembrança: o game Moonwalker, que teve uma versão arcade e outra para o console Mega Drive, lançada em 1990. Eu joguei muito esse game. Ele pode parecer (e é) tosco para os padrões atuais, mas na época era muito legal. Tão legal que até me deu vontade de jogar de novo.

Para fazer isso, é só instalar o programa Fusion e depois baixar o arquivo do game, que vc encontra pesquisando no Google. Moonwalker teve relevância histórica: foi um dos games de lançamento do videogame de 16 bits da Sega, que começava sua arrancada contra a Nintendo. E ele também tinha, como se pode ver neste vídeo aí de cima, um quê de profético – repare como o personagem do Michael ganha 500 pontos ao encontrar cada criancinha…

Por Atualizado em 24/06/2009



A Wired é uma revista muito influente – a grande voz do mundo da tecnologia.
E seu editor, o físico Chris Anderson, um superstar: ele é o autor do best-seller Cauda Longa e viaja pelo mundo dando palestras sobre suas ideias. Anderson é um especialista na arte de fazer caô – inventar conceitos surpreendentes e depois buscar argumentos que possam sustentá-los. Às vezes, geralmente até, dá certo.

O cara escreve bem.

Mas seu novo livro, que se chama Free e está chegando às livrarias dos EUA, tem um ponto crítico: várias passagens foram simplesmente plagiadas da Wikipedia. Chris Anderson, o grande pensador do mundo digital, rendeu-se ao Ctrl+C Ctrl+V… Ele admitiu, mas disse que tudo foi apenas um problema técnico: na edição do texto, teriam esquecido de colocar as notas de rodapé com os créditos das informações. Hum… então tá. Mas que situação constrangedora, né? Ou então, considerando que Free é justamente sobre a cultura de plágio colaborativa da internet, um golpe de marketing genial?