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Posts da categoria ‘história’


França começou a construir uma Paris falsa para confundir alemães na 1ª Guerra Mundial

Ana Carolina Prado 30 de setembro de 2011


Artigo de edição de 1920 do jornal inglês The London Illustrated News mostra plano da cidade

Parece coisa de filme, mas aconteceu mesmo: durante a 1ª Guerra Mundial, a França chegou a colocar em prática o plano para a construção de uma Paris fake, longe da verdadeira, a fim de confundir aviões de bombardeio alemães. Era tudo de mentira: ferrovias, ruas, indústrias, estações. Usava-se, por exemplo, lonas cobertas por luzes para imitar avenidas e trens em movimento vistos de cima. Assim, os aviões alemães que olhassem para ela na escuridão da noite iriam pensar que era a Paris e a bomberdeariam, poupando a cidade verdadeira.

Vale lembrar que, na época, a tecnologia de bombardeio aéreo ainda estava pouco desenvolvida: os aviões não podiam carregar cargas muito grandes e os pilotos não tinham radares. Assim, a possibilidade de o truque funcionar era palpável.

Com o fim da guerra, em novembro de 1918, a cidade, que estava parcialmente construída, foi deixada de lado.

Via Ptak Science Books


Google e Museu de Israel disponibilizam Pergaminhos do Mar Morto na internet

Ana Carolina Prado 28 de setembro de 2011

Mais de 2 mil anos depois de terem sido escritos e mais de 50 anos depois de terem sido encontrados em cavernas de Qumran, situadas na fissura do Mar Morto entre dois barrancos profundos, os famosos Pergaminhos do Mar Morto estão agora disponíveis online graças a um projeto entre o Museu de Israel e o Google. Agora é possível olhar o documento de perto o suficiente para perceber detalhes do couro usado para a escrita (provavelmente cabras ou ovelhas), sem a preocupação de estragá-los.

Cinco manuscritos foram disponibilizados nesta semana, incluindo o livro bíblico do profeta Isaías. A tecnologia do Google permite fazer uma busca por passagens específicas e as traduz na hora para o inglês. A meta agora é construir o primeiro banco de dados abrangente e pesquisável da coleção inteira de pergaminhos.

Faça o teste e descubra se você sabe tudo sobre a Bíblia

Compilados pelos Essênios, uma seita de judeus apocalípticos que viveram em Qumran do século II a.C. até aproximadamente 70 d.C., os manuscritos são a versão mais antiga do texto bíblico – sendo mil anos anteriores ao texto original da Bíblia Hebraica usado pelos judeus atualmente. Estão ali compiladas partes das Escrituras Hebraicas, livros apócrifos e escritos com princípios da própria seita.


Frase da semana: “Olho por olho e o mundo acabará cego” (Gandhi)

Tânia Vinhas 13 de setembro de 2011

A partir desta semana, a SUPER vai te explicar melhor um pouquinho mais sobre aquelas frases que ficaram famosas e marcaram a História, a Filosofia, a Arte, a Cultura ou a Ciência. Se você tem dúvidas sobre o contexto em que foi dita aquela citação da Clarice Lispector que você curte, mande uma sugestão para nós. Depois, pode usá-la sem medo no nick do MSN, no Twitter ou no Facebook.

A política de não-violência pregada por Mahatma Gandhi na Índia ficou mundialmente famosa e são várias as frases do pensador que são citadas até hoje. Uma delas é esta. Ainda que não existam evidências concretas de que ele a tenha dito (como uma gravação em áudio da frase), o Instituto Gandhi da Não Violência acredita na sua autenticidade.  A família do pacifista mais famoso da história também não nega a autoria.

A expressão remete a versículos do Livro do Êxodo que surgiram primeiro na tradução da Bíblia do Rei James, em 1611: “Então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe”. Talvez a frase te lembre mais a lei de talião, presente no Código de Hamurabi, que regia a Babilônia por volta de 1780 a.C.

Louis Fischer, conhecido biógrafo de Gandhi, usou a expressão em seu livro A Vida de Mahatma Ghandi (1950), no capítulo sobre como o pensador encarava os conflitos na Índia, sob o domínio do colonialismo britânico. No entanto, a frase não foi colocada entre aspas. É por isto que a dúvida permanece – Gandhi chegou a dizer a tal frase ou Fischer a escreveu para ilustrar o pensamento dele?