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Muito Lego na redação

Redação Super 21 de setembro de 2011

A partir de setembro, o blog daGaveta, que fala dos bastidores das matérias e infográficos e do cotidiano na redação da SUPER, muda de casa. Agora ele está no Superblog, em que nossos jornalistas e designers trazem curiosidades e tendências do mundo todo. Inclusive de dentro da redação.

As estatísticas da empresa e o próprio senso comum afirmam: Lego é um brinquedo de menino, majoritariamente. Mas aqui a brincadeira não foi limitada por gênero. Ninguém na redação da SUPER passou batido pelos tijolinhos. Desde que começamos a fazer a reportagem “Como os Fãs Salvaram a Lego”, da edição de setembro da revista, estagiário, designers, editores, diretor de redação e diretora de núcleo soltaram comentários como “eu era viciado”, “é muito fofo”, “oin” e até “deu saudade ao ver esses bonequinhos na mesa, vamos brincar?”.Com a Renata Miwa e eu, que fizemos a matéria, o impacto foi maior. Brinquei muito de Lego na infância, adorava os castelos e piratas. Cresci, mamãe doou todos meus sets e desde então vinha me limitando a admirar as minifiguras amarelas do outro lado das vitrines de loja de brinquedo. Até começar a apuração e entrar em contato com os afols, os fãs adultos de Lego. Gente crescida, com trabalho, família e vida social, que tem como hobby colecionar tijolos e mais tijolos de plástico.

A reportagem da revista mostra como a Lego se reinventou ao abrir as portas à inventividade dos fãs (e ela nunca esteve tão bem, financeira e criativamente). Durante a apuração, um simples diálogo mostrou como essa relação empresa-público parece estar azeitada. Quando perguntei a Robério Estebes, porta-voz da Lego no Brasil, se ele tinha algum contato do embaixador do fórum LUG Brasil (espécie de fã-clube oficial da marca), ele riu e falou: “mas é claro, o Wagner está sempre conosco.” Quando me encontrei com Wagner Cavalli, o atual representante dos fãs junto à Lego, ele confirmou a proximidade do fórum com a empresa. “Eles nos ouvem”, resumiu, durante a conversa, em que se via a clara paixão que esses afols têm pelo brinquedo.Para o design da matéria, após várias reuniões em que buscávamos fugir da ideia manjada de usar os próprios tijolinhos de Lego, a Renata pensou em algo que mostrasse claramente as duas fases por que a empresa passou retratadas no texto. Chamamos carinhosamente de “Lego numa pior” e “Lego na Europá”, assim mesmo com acento, em homenagem ao possivelmente melhor meme do ano (Luisa Marilac. Se AINDA não viu, corre no YouTube). A maneira mais clara para mostrar isso seria na própria cara da empresa: as minifiguras. Tristonhas e sem identidade na primeira dupla de páginas e alegre e com mais elementos do brinquedo na segunda dupla.

A assessoria de imprensa da Lego gentilmente nos emprestou 16 bonequinhos para a produção de fotos (o que fez a alegria de todos na mesa vermelha da SUPER). Logo de cara, a evolução de caracterização das minifiguras nos surpreendeu. Palhaço, médica, mágico, skatista, mergulhador, astronauta…. Eles tinham caras mais específicas, o que casou perfeitamente com uma das ideias apresentadas na matéria: customização. Hoje em dia, você pode desenhar seu próprio Lego, fazer a caixa e encomendar.

Para a produção, a Renata enviou por e-mail ao fotógrafo Alex Silva um estudo de layout e a referência de como ela imaginava a luz para a foto.No estúdio, os dois resolveram fotografar cada minifigura separada – o que foi ótimo, porque do  primeiro layout enviado para ele até o que foi realmente publicado, a disposição dos bonequinhos mudou bastante. Foi possível trocar de lugar e deixar os bonequinhos por toda a página de abertura da matéria.

Referência de luz

 

 

Depois, fotografamos as imagens para uma pequena animação em stop motion, usada na versão para iPad da revista. Foram 28 fotos finais, fora as que não foram usadas na animação.

Stopmotion da matéria Como os fãs salvaram a lego

E, por fim, fizemos um post para o Superblog, um para o Superlistas, um jogo da memória e uma promoçãoem que você mesmo cria um Lego inspirado em qualquer matéria da SUPER.
Juntamos revista, site e ipad para fazer uma das mais bem acabadas reportagens multiplataforma da SUPER.

E, no fim das contas, nós acabamos hipnotizados por Lego, como na infância. A Renata comprou minifiguras do Harry Potter e da Princesa Leia, de Star Wars, e eu, que nem sou muito chegado em Guerra nas Estrelas, comprei uma nave da série. Trouxemos os novos brinquedos à redação, como você pode ver no próximo post.


Últimas palavras

Redação Super 31 de maio de 2011

Em abril publicamos um infográfico sobre as últimas palavras dos condenados à morte. Foi um longo trabalho com o então editor Emiliano Urbim e começou com uma simples tabela, que registrava as declarações dos condenados do estado do Texas. Abaixo vocês vêem um pouco do trabalho que tivemos com ele.

1. FORMATAÇÃO DOS DADOS

A) Não jogue nada fora
No começo, ainda não tínhamos uma ideia muito clara do que fazer, mas sabíamos que a tabela era uma fonte bem completa de informação. Por isso mantivemos a tabulação original para ter acesso às categorias dela por inteiro (raça, idade…) depois. Nossa melhor decisão de formatação aqui foi não reformatar nada. Ao longo do processo isso se mostrou muito útil, pois acabamos descobrindo novas informações/conclusões que teriam se perdido se já partíssemos de dados editados.

B) Muitas possibilidades = muita confusão
Quando já tínhamos em mente que faríamos uma word cloud — gráfico onde palavras são espalhadas e seu tamanho corresponde a uma ordem de importância/quantidade —, experimentamos fazer 3 gráficos: um pra cada raça.

Hispânicos

Negros

Brancos

Se você não viu nenhuma diferença significativa nas 3 imagens aí em cima, é porque não dá pra ver mesmo. Nosso faro de que os discursos de cada raça revelariam dferenças significativas não se confirmou e acabamos fazendo um gráfico só.

C) Separando o joio do trigo
Um erro comum desse tipo de gráfico é que a maior parte das palavras que usamos não diz muita coisa quando retirada de uma frase. Daí, preposições e artigos acabam roubando a atenção do que realmente precisa ser mostrado.

Começamos uma lista de palavras a serem ignoradas pelo software, que foi crescendo até o dia do fechamento da página — nomes próprios, verbos auxiliares, pronomes e tudo o que percebíamos não fazer sentido.

Depois disso, finalmente conseguimos uma formatação razoável, que trazia algum sentido e permitia comparações entre as palavras.

2. DESIGN

A) De que vocês estão falando?
Uma coisa importante na Super é deixar claro para o leitor de que tema estamos tratando, ao mesmo tempo que tentamos “conquistá-lo” pra ler a página. É um fator simbólico-emocional da revista e tem a ver com o jeito como trabalhamos e como achamos que o leitor responde ao nosso trabalho. A partir disso, tentamos então encaixar nosso gráfico em alguma imagem.

Cada um desses testes tinha seus defeitos — reconhecimento não muito fácil (sim, o primeiro é uma forca), associação contextual ou simbólica errada etc… Acabamos dando o braço a torcer e usando um clichê que estávamos evitando: a caveira.

P.S. em defesa dos clichês: um símbolo muito conhecido não é, em si, um problema. Pelo contrário, fazer com que o maior número de pessoas possível compreenda sua mensagem é uma virtude. Um jeito já desgastado de usar esse símbolo é que seria um clichê, pejorativamente falando. Mas isso já é outra discussão…

B) Contexto e níveis diferentes de informação
A história que queríamos contar já estava aí, mas ainda faltava um tanto de informações auxiliares — em uma página, sempre tentamos hierarquizar a informação de forma que o leitor perceba o tema principal e as histórias paralelas a ele.
Testamos várias formas de representar as informações sobre idade e raça dos condenados, para que fossem claras e significativas.

Desenhando um dos gráficos, descobrimos o aumento no número de execuções de 1995 a 2000 — descobrindo depois que o período correspondia ao mandato de George Bush como governador do Texas.

C) Qual é o melhor jeito de mostrar isso?
Por fim, ainda tínhamos a pista de que o discurso de cada raça, se analisado separadamente, revelaria diferenças. O gráfico de palavras não foi uma boa opção pra isso, pois nele as comparações individuais são mais difíceis. Então geramos 3 contagens diferentes e, analisando o ranking, confirmamos que diferenças culturais apareciam.

E esse é o resultado final. Espero que vocês tenham gostado.

abs,
Gabriel Gianordoli
@gianordoli
designer


Making of do Oscar

Redação Super 22 de março de 2011

Nem tudo hoje em dia é digital. Pra nossa sorte, às vezes encontramos ilustradores excelentes que ainda trabalham com pintura mesmo, e são incrivelmente rápidos, como o Fellipe Gonzalez.
Ele já tinha trabalhado com a gente na pauta “E se as facções criminosas do Rio se unissem”, na Super de dezembro de 2010. Assim, que eu e o Versi terminamos a reunião do infográfico de março, pensamos nele: seu traço realista seria perfeito pra contar a história dos filmes que ganharam (ou perderam) o Oscar, já que os personagens, reunidos em uma grande festa,  deveriam ser reconhecidos pelas pessoas.
Começamos analisando as várias curiosidades das listas trazidas pelo repórter Alexandre Carvalho dos Santos, e depois tentamos  imaginar brincadeiras entre os personagens. A partir disso, fiz um rafe para encaixar tudo na página e explicar pro Fellipe as ações de cada pessoa na cena.

O primeiro estudo do Fellipe foi esse aí embaixo.

Ainda fizemos alguma mudança nesse rafe, pra editar melhor a informação — deslocar todos os não-ganhadores pra fora da festa, destacar informações mais legais, evidenciar agrupamentos etc…

Com tudo definido, o Fellipe finalizou o traço. Aqui já conseguimos ter uma boa ideia da cena e reconhecer os rostos.

A partir da aprovação desse traço, começou a finalização pra valer:

O resultado final foi esse aí embaixo. Espero que vocês tenham gostado.

abs,
Gabriel Gianordoli
@gianordoli
designer


É tri!

Redação Super 18 de fevereiro de 2011

A Super acabou de ganhar 3 prêmios SND!
A SND (Society for News Design) premia anualmente os melhores trabalhos de jornais e revistas de todo o mundo.
Esse ano levamos 3 Awards of Excellence e um Judge’s Special Recognition, com:

CAPA: Ele pode ser imortal
Prêmio: Award of Excellence
Direção de Arte: Adriano Sambugaro
Fotografia: Henrique Gualtieri
Ilustração: Marcelo Calenda

Design de matéria: Vida de cobaia
Prêmio: Award of Excellence

Design: Jorge Oliveira
Ilustração: José Azevedo
Aqui
a matéria no site.


Design de matéria: A nova história do Brasil
Prêmio: Award of Excellence e Judge’s Special Recognition
Design: Gabriel Gianordoli
Ilustração: Sattu
A gente já tinha falado um pouco dessa útlima aqui no Da Gaveta, quando ela concorreu ao Prêmio Esso.
E aqui a matéria no site.

abs,
Gabriel Gianordoli
@gianordoli
designer


"Pra que Wired se vocês têm a Super?", diz editor da Wired UK

Redação Super 28 de janeiro de 2011

httpv://www.youtube.com/watch?v=ApzGTCeb9H8


Elogio é bom e a gente gosta. Na Campus Party 2011, o editor especial da Wired UK, Ben Hammersley nos encheu de orgulho. Perguntado sobre uma possível Wired brasileira, Ben falou que é possível, “falem com a parceira da Condé Nast no Brasil”, mas…

“Por que deveria ser a Wired? Por que não fazer uma sua? Por que não fazer uma que é  melhor que a Wired e levá-la para o norte [os EUA]? (…) Por falar nisso, a Superinteressante é fantástica, não é? É uma revista boa. Vocês viram o infográfico este mês, sobre mudança de sexo? Aquilo estava brilhante. Entendeu? Façam a sua. “

Como autores do infográfico, @resteffen e @urbim agradecem.


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