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Posts tagueados com ‘pesquisa’


Cientistas criam plasma sanguíneo a partir de arroz geneticamente modificado

Tânia Vinhas 18 de novembro de 2011

O estoque insuficiente dos bancos de sangue é um problema que atinge hospitais do mundo inteiro. Para tentar amenizar, um grupo de cientistas anda trabalhando em uma alternativa bem interessante: arroz. Pois é, pesquisadores chineses da Universidade de Wuhan estão certos de que uma proteína extraída do arroz geneticamente modificado pode ser usada em pacientes que precisam de plasma – como vítimas de queimaduras ou hemorragias.

O arroz é modificado com genes humanos, por isso os cientistas afirmam ser uma alternativa segura. Dele é retirada a proteína albumina sérica, a mais abundante do sangue humano e a responsável por funções importantes como o transporte de hormônios e minerais e a regularização da pressão.

“A albumina sérica humana é uma proteína importante. A demanda por ela é estimada em mais de 500 toneladas por ano no mundo todo”, contou Daichang Yang, líder da pesquisa. “O uso da semente biorreatora do arroz pode trazer um avanço econômico e seguro para a produção de compostos não derivados de animais”.

Testes já foram realizados em ratos e não houve nenhum efeito colateral. Agora é só torcer para que os testes em humanos também deem certo.

Foto: Photo Dictionary


Cientistas criam Aedes aegypti com DNA modificado que mata a própria cria

Tânia Vinhas 4 de novembro de 2011

Dizem que todo e qualquer ser vivo tem um papel importantíssimo para o ambiente e para a cadeia alimentar e que a extinção de qualquer um traz suas consequências. Mas que atire a primeira pedra quem nunca pensou que os pernilongos poderiam sumir da face da Terra – até mesmo os cientistas já consideraram esta hipótese.

Pesquisadores do Reino Unido conseguiram criar mosquitos Aedes aegypti com um gene que mata os filhotes antes de eles virarem adultos e começarem a picar as pessoas. E o projeto não está só no papel – os novos bichinhos já foram liberados no ambiente.

Como são as fêmeas do pernilongo que saem incomodando as pessoas (pois precisam do sangue para produzir ovos), os cientistas colocaram o gene nos pernilongos machos. Eles devem ser rápidos na procriação, visto que o gene do mal também vai matá-los mais rápido. No fim das contas, a pernilongo fêmea vai por os ovos e achar que fez o seu trabalho, mas a cria não vai vingar. Resultado:  as infestações diminuirão.

Os cientistas analisaram os resultados e ficaram satisfeitos: 19 mil mosquitos modificados foram lançados nas Ilhas Cayman em 2009 e hoje a população de pernilongos machos do local conta com 16% modificados. O gene letal foi encontrado em 10% das larvas, o que prova que eles conseguiram acasalar e diminuir a quantidade de mosquitos no local.

Enquanto algumas pessoas reclamam que esse é um método cruel de controle de população, os cientistas afirmam que o impacto biológico é bem menor do que usar pesticidas, por exemplo. Mas eles não mentem: existe uma preocupaçãozinha de que os sobreviventes do tal gene modificado possam, no futuro, disseminar alguma doença modificada que pode ser pior que a febre amarela e a dengue. #Tenso.

Foto: John Tann


Pesquisadores do MIT descobrem maneira de ver através de paredes de concreto

Tânia Vinhas 28 de outubro de 2011

A ciência quer transformar soldados normais em supersoldados. As pesquisas científicas que tentam criar armas e equipamentos mais sofisticados para o uso militar estão cada vez mais avançadas. A última novidade é um estudo de um time de cientistas que quer dar superpoderes aos soldados. O pessoal do Lincoln Lab (um laboratório que faz parte do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)) acaba de inventar um jeito de enxergar através de paredes de concreto.

A criação é um tipo de radar com amplificador que mostra em tempo real o que acontece por detrás de paredes sólidas de concreto. Mais de 99% do sinal é perdido na ida e mais 99% do que sobrou também é perdido na volta. Mas o restinho que sobrevive é suficiente para saber se tem alguém do lado de lá ou não. É quase nada comparado à visão de raio-X do Superman. Mas é um grande passo.

Quanto mais longe do muro a pessoa estiver, mais difícil será localizá-la. Ainda que os resultados exijam uma boa melhoria na tecnologia do radar, as manchas vermelhas se movendo na tela já ajudam a eliminar o elemento surpresa do ataque do inimigo.

Ficou interessado no funcionamento mais técnico da coisa? Assista ao video explicativo abaixo (em inglês). Já deixamos avisado: é meio complicado para os leigos.


Cientistas conseguem ligar mão biônica diretamente ao cérebro

Tânia Vinhas 14 de outubro de 2011

O mundo conhece as próteses robóticas há muito tempo, mas até então elas funcionavam ligadas aos nervos e músculos mais próximos da pessoa. A novidade é que cientistas da Universidade de Pittsburgh conseguiram ligar uma mão biônica diretamente ao cérebro, o que significa um enorme passo para a ciência.

Acredita-se que este foi o maior avanço da área nas últimas duas décadas. Quem saiu ganhando mais ainda com a inovação foi Tim Hemmes, o homem que testou a primeira mão especial e conseguiu, com o poder da mente, tocar a mão da namorada, Katie Schaffer.

Hemmes está tetraplégico há 7 anos – ele perdeu os movimentos do corpo em um acidente de moto. Com a ajuda dos cientistas, Hemmes treinou 6 horas por dia, 6 dias por semana por praticamente um mês para conseguir mexer a mão com a sua mente.

Apesar de usar uma tecnologia complexa, o aparelho funciona de forma simples: um pequeno dispositivo eletrônico chamado ECoG é implantado cirurgicamente no cérebro sem chegar a penetrá-lo. O ECoG captura os impulsos do cérebro e os envia para o computador como se fosse um código secreto ou uma nova língua. Em seguida, o computador usa algoritmos para interpretar os sinais e movimenta o braço robô baseado nas intenções da pessoa.

Agora a tecnologia pode chegar a todos os pacientes vítimas de paralisia ou amputações e até mesmo àqueles que só perderam parte do movimento do membro. “Acho que o potencial aqui é incrível“, afirmou o Dr. Michael Boninger, diretor do Instituto de Reabilitação que trabalhou no projeto.


Cientistas criam protótipo de tapete voador

Tânia Vinhas 4 de outubro de 2011

Qualquer um que tenha passado a infância assistindo aos filmes da Disney já sonhou em pegar um tapete e sair voando por aí como o Aladdin, não é mesmo? Pois cientistas da Universidade de Princeton estão tentando fazer este sonho virar realidade!

O protótipo já está feito: trata-se de um tapetinho de plástico em miniatura (de apenas 10cm de comprimento) que, com a ajuda de ondas de energia que passam por bolsinhos de ar, já conseguiu flutuar pelo laboratório.

A velocidade atingida não é uma maravilha, mas até que não é ruim: um centímetro por segundo. Os pesquisadores acreditam que uma melhoria no design pode melhorar o arranque aerodinâmico e aumentar a propulsão para um metro por segundo.

Você também deve se lembrar que o tapete do Aladdin era meio temperamental. O da vida real tem um problema parecido. “A dificuldade está em controlar precisamente o comportamento do tapete conforme ele vai se deformando com as altas frequências”, explicou o Professor James Sturm, orientador do grupo de graduandos que desenvolve a pesquisa.

E quando é que poderemos voar? Bem, o professor faz questão de colocar aspas no termo “voador” - “ele precisa ficar bem perto do chão, porque o ar está preso entre o plástico e o chão. Conforme as ondas se movem por ele, o tapete basicamente empurra o ar para trás”. Ou seja: por enquanto, voar nas alturas a bordo de um tapete fica para o mundo ideal da Disney.

Enquanto isso, confira o vídeo do tapetinho em ação:

(Fonte: BBC UK)


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