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Os 6 posts mais clicados da semana

Tânia Vinhas 18 de novembro de 2011

O feriado da Proclamação da República que tivemos nesta semana significa muito mais que só um dia patriota – é um dia de descanso, de viagem, de compras e coisas do tipo (vai dizer que não é?). E, assim como na vida da gente, saiba que os posts mais clicados da semana também trazem muito mais que só nacionalismo. Confira!

1. Desafio dos Quadros: Erros históricos do Brasil – Superinteressante 

Alguns quadros que ilustram acontecimentos célebres da história do Brasil contém erros sobre o passado do país – e sobre os próprios eventos. Faça o teste e veja se você entende mais de história do Brasil que os pintores desses quadros. E, falando em história do Brasil, aproveite para conferir a nossa página especial sobre o tema!

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2. Por que julgamos as pessoas de acordo com a quantidade de roupas que elas estão usando? – Como as pessoas funcionam

Seis estudos mostraram que a ideia que fazemos em relação à mentalidade e atitude de alguém pode mudar significativamente se essa pessoa tira uma blusa ou faz qualquer outra coisa que a faça revelar mais o seu corpo. Assim, instantaneamente.

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3. Os 5 inventores mais produtivos do mundo – Superlistas

Esses caras podem não ter sido os maiores inventores do mundo, mas com certeza foram os que mais registraram famílias de patentes (conjunto de patentes para uma mesma invenção) no planeta.

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4. Google Maps flagra estranhas construções gigantes no deserto da China – Superblog

Todo mundo já ouviu falar dos misteriosos círculos em plantações de milho, aqueles desenhos complexos supostamente  feitos por extraterrestres. Só que o caso lá no deserto da China é diferente – os desenhos são tão grandes quanto aqueles atribuídos aos alienígenas e parecem ser feitos de alguma estrutura metálica e/ou tinta branca!

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5. Qual é o dia mais triste da semana? – Ciência Maluca

O dia mais triste da semana, de acordo com pesquisadores da Universidade de Gotemburgo (Suécia), é o domingo. A conclusão do estudo saiu de entrevistas feitas com cerca de 12 mil pessoas, lá na Europa, entre 1985 e 2007: em uma escala de 0 a 10, o humor do povo nos domingos não ultrapassava a baixa média de 6,8.

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6. Homens das cavernas tinham piercings e tatuagens no pênis – Ciência Maluca  

Um grupo de urologistas franceses e espanhóis, depois de analisar uma série de objetos de arte do período Paleolítico (grande parte deles tem um formato, hum, fálico, daí o interesse de UROLOGISTAS na história), propôs a teoria de que os homens da época tinham piercings e tatuagens em seus órgãos genitais. Há, tipo, 2 milhões de anos.

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*Bônus*:  SWU na SUPER

Se você gostaria de ter participado do Fórum Global de Sustentabilidade do SWU e não conseguiu, não se preocupe! A SUPER participou e contou tudo para os seus leitores, desde a abertura com Neil Young até um resumo com 3 iniciativas bem legais que foram apresentadas por lá. Esperamos que sirva de inspiração para você fazer a sua parte – afinal, começa com você!


SWU apresenta 3 iniciativas que podem mudar o mundo (e convida você para ajudar)

Otavio Cohen 15 de novembro de 2011

de Paulínia, SP


O último dia do SWU também foi marcado pelo encerramento do 2º Fórum Global de Sustentabilidade, que discutia temas importantes para o desenvolvimento sustentável. O Fórum foi visto por mais de 1,5 milhão de pessoas pela internet e cerca de 3 mil pessoas passaram pelo Theatro Municipal de Paulínia nos três dias de debates. Mas o importante mesmo é o que ficou. Conheça agora 3 iniciativas legais que foram apresentadas no SWU e aprenda também como você pode fazer a sua parte. Afinal, começa com você.

1. Água

Jon Rose apresenta o filtro utilizado no projeto Waves for Water

O surfista americano Jon Rose é fundador da Waves For Water, um projeto que tem como missão salvar vidas levando água potável para comunidades carentes, vítimas de guerras e catástrofes naturais. A atuação da organização se dá através do fornecimento, a essas comunidades, de filtros especiais que transformam qualquer tipo de água imprópria em potável. Jon Rose contou sua experiência levando filtros d’água para comunidades de extrema pobreza – da Sumatra à Amazônia. Com um filtro capaz de purificar águas extremamente contaminadas, ele tem como missão de tentar mudar a vida das pessoas.

O site da organização aceita doações. Mas é possível ir além. Fique de olho nos lugares por onde passa o projeto e, se puder, junte-se à equipe.

 

2. Luz

Em algumas regiões da África, não há energia elétrica. Durante a noite, a única solução é utilizar lamparinas de querosene ou velas, que colocam vidas em risco e geram uma poluição que mata mais do que a malária. Steve Andrews, da organização SolarAid, contou no fórum do SWU sua experiência de criar lâmpadas movidas a energia solar e distribuir para a população, para reduzir os riscos à saúde. “Uma criança que nasceu num posto médico para onde levamos luz terá agora oportunidade de tomar vacinas que serão guardadas em refrigeradores movidos a energia solar e terão um futuro diferente”, diz.

O projeto tem uma frente específica de ação na África. Se você estiver no Brasil, fica difícil ser voluntário e ajudar com as próprias mãos. Mas dá para conhecer o SolarAid melhor e doar uma quantia em dinheiro, se você quiser ajudar.

 

3. Música

A música também pode mudar o mundo. O movimento surgiu em ações como USA For Africa (aquele, do “We are the world“) e o Band Aid, organizado pelo cantor inglês Bob Geldof. Na maior parte dos casos, dezenas de artistas e bandas se juntam para gravar uma música com uma causa específica. No caso do Band Aid, Geldof levou, nos anos 80, alimentação para milhares de crianças na Etiópia. O movimento fez surgir também os festivais Live Aid e Live 8 – que, por sua vez, inspiraram a criação do próprio SWU.
O II Fórum Global de Sustentabilidade SWU foi encerrado com uma promessa para o próximo ano. O criador do movimento, Eduardo Fischer, antecipou que os temas abordados em 2012 serão Água, Florestas e Energia. Ele disse também que parte da renda obtida com a bilheteria será doada a organizações sociais eleitas pelo público.

Fotos: SWU


Segundo dia do SWU começa com discussão sobre os desafios para o desenvolvimento sustentável

Ana Carolina Prado 13 de novembro de 2011

De Paulínia, SP

 


Marina Silva. Foto: divulgação

O segundo dia do SWU começou com uma discussão sobre os desafios e dificuldades presentes na busca por um modelo mundial de desenvolvimento sustentável no Fórum Global de Sustentabilidade realizado no Theatro Municipal de Paulínia. Com uma plateia razoavelmente grande para o horário (eram 10h da manhã e o organizador André Fischer os chamou de heróis por estarem ali mesmo tendo saído dos shows do dia anterior por volta das 3h da madrugada), o evento também foi transmitido pelo site do festival. Segundo a organização, cerca de 1,5 milhão de pessoas assistiram aos debates de ontem pela internet.

O destaque desta manhã foi a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, aplaudida de pé ao final de sua fala. Ela afirmou que, de todas as crises pelas quais o mundo está passando – ambiental, política, econômica -, a pior delas é a crise de valores. “Hoje, predomina uma ética de circunstância, não de valores”, disse, criticando a falta de coerência nos discursos de políticos e organizações. Para ela, as falas moldam-se de acordo com a situação apenas para servir aos seus interesses de angariar o maior número de apoiadores possível. (Nessa hora, ela citou sua polêmica posição sobre o aborto e o casamento gay que defendeu durante a campanha presidencial: “Não escondi minhas opiniões porque queria que as pessoas soubessem inteiramente em quem estariam votando”.)

Assim, o grande entrave para um desenvolvimento sustentável estaria na ética, e não na técnica. “A fome mundial não se deve ao fato de não sabermos como produzir alimentos, nem o analfabetismo ao fato de nao sabermos como fornecer educação. Precisamos é unir a preocupação ética à técnica que já possuímos”, defendeu.

Apesar de terem chamado atenção para os muitos desafios para um mundo mais sustentável, a ordem do dia era manter uma atitude positiva. “Somos muio bons em apontar os problemas, mas precisamos apontar também uma solução”, disse Darian Heyman, da empresa de certificação de design sustentável Cradle to Cradle. O medo, segundo ele, não é um bom agente para motivar as pessoas. “Temos é que inspirá-las à ação”. A psicóloga Vera Camará concordou: “O medo suga as nossas energias”. Para ela, precisamos acabar com a mania de jogar a culpa nos outros e assumir nossa responsabilidade em cuidar do planeta. O ambientalista e diretor da Fundação SOS Mata Atlântica Mário Mantovani apontou o uso das redes sociais como uma das maneiras mais poderosas e eficientes de se fazer isso. “O mundo mudou. Os rótulos caíram. Ninguém mais precisa ser um ecochato para poder fazer alguma coisa”, disse.


Daryl Hannah. Foto: divulgação

A atriz americana Daryl Hannah, que também é fundadora da Sustainable Biodiesel Alliance (SBA) para certificar de maneira informal toda a cadeia do biodiesel, participou do fórum à tarde. Dizendo-se maravilhada com a beleza e diversidade do Brasil, ela contou que estava nervosa por falar diante de uma plateia. Daryl contou algumas de suas experiências e incentivou todos a tomarem a iniciativa para defender a natureza. “Recentemente eu fui presa [nos EUA por protestar contra a construção de um oleoduto], mas é preciso enfrentar algumas coisas pela justiça, pela importância de falar que queremos um mundo melhor”, disse.


SWU começa bem com papos sobre energia sustentável e inclusão social

Otavio Cohen 12 de novembro de 2011


“Começa com vocês, é tarde para mim”. Com essa frase, o músico canadense Neil Young inaugurou o primeiro dia do ciclo de palestras do II Fórum Global de Sustentabilidade, parte da programação do Festival SWU. No primeiro painel do dia, que explorou as formas alternativas de geração de energia mundo afora, Young falou sobre a sua preocupação com o futuro do planeta. Entre outras recomendações, Young – que é ativista ambiental desde os anos 60 – falou sobre o uso de combustíveis renováveis e aconselhou os países a valorizarem a produção local de energia para poupar gastos com transporte.

A apresentação de Neil Young foi coroada com uma canção – mas não foi nenhuma das músicas que marcaram a sua carreira artística. O “Parabéns pra você” foi dedicado ao planeta, embora hoje seja também o aniversário de 66 anos do cantor.

O painel contou ainda com a participação de Matthias Strausberg, porta-voz do Pacto Global da ONU, que falou sobre a preocupação da organização em garantir o acesso à energia para toda a população do planeta nos próximos 20 anos e aumentar os investimentos na geração de energia sustentável. Em seguida, foi a vez de David Cahen, chefe do departamento de Energia Alternativa do Instituto Weizmann de Ciências de Israel. Cahen, que trabalha com pesquisa e desenvolvimento de novas formas de energia, ressaltou o potencial que o Brasil tem de se destacar mundialmente em tecnologias sustentáveis. O israelense também deixou clara a sua aposta na tecnologia nuclear e no uso mais eficiente e inteligente do petróleo para garantir o fornecimento de energia a médio prazo.

O professor José Eli da Veiga, um dos pioneiros nos estudos sobre desenvolvimento sustentável no Brasil, finalizou o painel. A partir das 14h, o auditório deu lugar ao painel Inclusão e bem estar social para além de fronteiras culturais e econômicas, que conta com a participação da líder indígena guatemalteca e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú, da cineasta Laís Bodansky, do jornalista Gilberto Dimenstein; e do estilista brasileiro Oskar Metsavaht.

Enquanto as palestras aconteciam no auditório do Teatro Municipal de Paulínia, os portões da área onde acontecem os shows foram abertos, com cerca de uma hora de atraso. A DJ Claudinha BR, a banda Cruz e o rapper Emicida são os primeiros a se apresentarem nos três espaços dedicados à música na tarde deste sábado. Entre as atrações mais esperadas da noite estão os nomes do hip-hop Kanye West e Snoop Dogg e o grupo The Black Eyed Peas.

O SWU acontece em Paulínia, no interior de São Paulo. Além das palestras e dos shows musicias, há oficinas, tendas e programação especial para as crianças. O Fórum Global de Sustentabilidade é transmitido ao vivo na página do SWU no Facebook. Acompanhe.


8 personalidades legais que estarão no Fórum Global de Sustentabilidade do SWU

Ana Carolina Prado 11 de novembro de 2011

A segunda edição do Fórum, parte da programação do SWU Music and Arts Festival que acontece entre os dias 12 e 14 de novembro na cidade de Paulínia (interior de SP), trará 27 palestrantes para discutir ideias, experiências e propostas para promover práticas mais sustentáveis no planeta. O fórum tem o apoio oficial do Pacto Global da ONU (maior iniciativa de sustentabilidade do mundo corporativo) e acontece no teatro municipal de Paulínia.  São dois painéis de debates por dia, um de manhã (das 10h às 13hs) e outro à tarde (das 14h às 17h). As inscrições estão encerradas e, para entrar, é preciso ter ingresso para o festival. Mas vai dar para acompanhar tudo (e pegar a programação completa) pelo site do SWU e pelo Facebook. Também vai ser possível mandar perguntas através das redes sociais.

Aqui, selecionamos 8 palestrantes com histórias legais para você ficar de olho.

Neil Young
Dia 12 / manhã
Painel 1: Desafios, impactos e interesses de um planejamento energético

Neil Young foi uma das principais vozes pacifistas dos Estados Unidos na década de 60 e, hoje, continua engajado em causas sociais. No SWU, vai participar de debates sobre o uso de novas energias, tema que tem absorvido boa parte do seu tempo. O seu Lincoln Continental 1959, convertido por ele mesmo em um carro que utiliza apenas energia alternativa (biocombustível e bateria elétrica) e batizado de “LincVolt”, se tornou um símbolo de seu ativismo.

Rigoberta Menchú
Dia 12 / tarde
Painel 2: Inclusão e bem estar social para além de fronteiras culturais e econômicas

A líder indígena guatemalteca ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1992 por sua campanha em defesa dos direitos humanos, principalmente dos povos indígenas, sempre denunciando a discriminação, racismo e exploração por eles sofridos. As principais bandeiras defendidas por Rigoberta são a paz, a desmilitarização e a justiça social em seu país, assim como o respeito pela natureza e a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Manoel Cunha
Dia 13 / tarde
Painel 4: Desenvolvendo novas responsabilidades: iniciativas transformadoras

Ele nasceu no Amazonas e até os 24 anos viveu em um regime de semi-escravidão, trabalhando como seringueiro na floresta amazônica. Foi um dos ativistas pelas mudanças nas condições do trabalho na região e atualmente é presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros. Cunha nunca foi à escola e aprendeu a ler sozinho. Em 1997, ele e um grupo de seringueiros criaram a primeira reserva extrativista do Estado do Amazonas, no Médio Juruá. Toda a produção da reserva é vendida por meio da associação de seringueiros ou da cooperativa. Hoje, a comunidade já fornece de15 a20 toneladas de óleo diretamente para as grandes empresas do país.

Daryl Hannah
Dia 13 / tarde
Painel 4: Desenvolvendo novas responsabilidades: iniciativas transformadoras

Você a conhece pelos filmes de que ela participou, como Kill Bill, Blade Runner e Splash – Uma Sereia em Minha Vida. Mas Daryl também é uma militante ativa das causas ambientais e defensora do uso do biodiesel como combustível sustentável. Ela é cofundadora da SBA – Sustainable Biodiesel Alliance, instituição que certifica de maneira informal toda a cadeia produtiva do biodiesel, e fundadora do site dhlovelife.com, que mostra soluções eficientes e ecologicamente corretas de produtos desenvolvidos por pessoas de diversos lugares do mundo.

Céline Cousteau
Dia 14 / manhã
Painel 5: Água – Segurança hídrica: conflitos, gestão e compromissos

A ambientalista francesa Céline Cousteau é neta do famoso historiador marítimo Jacques Cousteau e segue, desde pequena, o legado de preservação do meio ambiente deixado pelo avô. Ela já esteve no Brasil, trabalhando na filmagem de um documentário no Vale do Javari (fronteira do Brasil com o Peru na região amazônica) para registrar a relação que as tribos indígenas do local mantêm com a natureza selvagem e facilitar o acesso médico à região. Céline criou a ONG CauseCentric para despertar a atenção e a curiosidade das pessoas disseminando vídeos curtos na internet que mostrem os desafios ambientais que o mundo precisa enfrentar. Ela acredita que o Fórum Global de Sustentabilidade SWU “não é apenas uma conferência, mas também um evento participativo onde as pessoas podem celebrar e sentir que este também é o mundo delas e que, juntos, podemos fazer a diferença”.

David de Rothschild
Dia 14 / manhã
Painel 5: Água – Segurança hídrica: conflitos, gestão e compromissos

O inglês é herdeiro da família de banqueiros Rothschild, dona de uma das maiores fortunas mundiais. David foi reconhecido pela revista National Geographic como um dos maiores exploradores emergentes do planeta e foi nomeado Jovem Líder Global no Fórum Econômico Mundial. Ele é fundador da Adventure Ecology, um grupo que organiza expedições para promover a conscientização sobre os impactos da mudança climática do mundo e desenvolveu, com mais cinco amigos, um barco totalmente feito com garrafas de plástico recicláveis – o Plastiki. A ideia era chamar a atenção das pessoas para a Grande Mancha de Lixo do Pacífico (também conhecida como “grande sopa de plástico”), a maior concentração de lixo do mundo, com centenas de quilômetros de diâmetro e milhões de toneladas de lixo boiando entre a costa oeste dos Estados Unidos e o Japão. O Plastik foi construído com 12 mil garrafas PET, o que equivale ao consumo dos Estados Unidos em apenas oito segundos. O trajeto começou em março do ano passado e David levou mais de quatro meses para cruzar o oceano Pacífico e alcançar a costa da Austrália, em Sidney. A energia utilizada pelo barco era totalmente limpa: o conjunto de bicicletas, geradores eólicos, painéis solares e motor de biodiesel abasteceram o barco durante todo o percurso.

Steve Andrews
Dia 14 / tarde
Painel 6: Mobilização em tempos de crise

Andrews é presidente da SolarAid, ONG britânica que atua no fornecimento de painéis de energia solar para as regiões rurais dos países africanos e na capacitação da população local, ensinando técnicas de venda e marketing para gerar renda às comunidades com a comercialização desses painéis. O objetivo é substituir o uso de querosene para gerar luz, já que a sua combustão libera gases tóxicos maléficos para a saúde e causa mais mortes do que a malária na África. Fundada em 2006, a SolarAid já atendeu mais de 45% das comunidades carentes do sudeste africano e instalou painéis solares em 108 escolas, 19 hospitais e 8 centros comunitários. Dados levantados pelo Banco Mundial e pela ONU revelam que, nas escolas que receberam as placas de energia solar, houve significativa melhora no desempenho de alunos e professores, além da redução de emissões de gases tóxicos.

Bob Geldof
Dia 14 / tarde
Painel 6: Mobilização em tempos de crise 

O músico foi o idealizador dos concertos humanitários Live Aid e Live 8 e já foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Em 2005, recebeu da organização o título de Man of Peace, em reconhecimento à sua contribuição em favor da justiça e da paz internacional. Bob foi vocalista da banda de rock The Boomtown Rats, no fim dos anos 70, e em 1982 protagonizou o filme “Pink Floyd The Wall”. Ele também fundou, em 1984, o Band Aid, um grupo formado por cerca de  40 grandes nomes da música britânica e irlandesa que gravou o single “Do They Know It’s Christmas?”, angariando fundos contra a fome na Etiópia.­