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Quem já teve covid precisa tomar vacina?

Sim. E quem já tomou vacina também precisa continuar usando máscara. E passando álcool gel. Se fosse fácil, não era uma pandemia.

Por Maria Clara Rossini 18 fev 2021, 12h26

Nessa altura do campeonato, você já sabe que sim, mas não custa reforçar. Enquanto a vacina oferece proteção idêntica a todas as pessoas, sabe-se que a imunidade adquirida naturalmente varia conforme o grau de exposição ao vírus e a gravidade da infecção.

Não se sabe quanto tempo dura a proteção imunológica causada pela doença. Os anticorpos contra a covid-19 duram algo entre cinco a sete meses após a infecção. Para quem teve sintomas muito leves, o tempo pode cair para três meses. O que garante a imunidade após esse período são as células de memória, capazes de reconhecer o vírus e reativar a resposta contra ele.

Já está claro que essa memória nem sempre é suficiente. Caso contrário, não haveria casos de reinfecção sendo confirmados com cada vez mais frequência. “O que a gente sabe até agora é que a carga viral pode estar relacionada a respostas mais protetoras ou não. Essa é uma hipótese. Cargas virais baixas podem ter uma resposta protetora curta, e por isso as pessoas estão reinfectando”, diz o Presidente do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Imunologia, João Viola.

  • Já um shot de vazina é padronizado para todas as pessoas – em outras palavras, ele independe de uma exposição maior ou menor ao vírus. “A gente espera que a vacina cause uma proteção melhor que a infecção”, diz Viola. Para não falar nas vantagens óbvias de tomar uma picadinha inócua no braço vs. correr o risco de morrer ou passar semanas entubado na UTI e encarar uma recuperação dificílima depois.

    Quem já tomou a vacina não deve abandonar os hábitos de proteção. O uso de máscaras, distanciamento social e higiene das mãos devem permanecer. Isso porque uma parcela das pessoas vacinadas ou que tiveram covid-19 podem permanecer suscetíveis e continuar transmitindo o vírus. Os hábitos só devem começar a ser relaxados quando houver uma ampla cobertura vacinal no Brasil, pois o vírus passará a circular menos entre as pessoas.

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