A bússola das pirâmides
Um dos mais antigos e enigmáticos mistérios do antigo Egito foi elucidado este ano de modo brilhante
Gilberto Stam
Um dos mais antigos e enigmáticos mistérios do antigo Egito foi elucidado este ano de modo brilhante. Está claro agora que os faraós construíram suas maiores pirâmides – as do Vale de Gizé, a 10 quilômetros do centro do Cairo – alinhadas em direção ao norte e que eles utilizavam as estrelas para determinar essa direção. Para chegar a essas conclusões a arquiteta e egiptóloga Kate Spence, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, analisou com cuidado a posição dos astros em torno do ano 2500 a.C. (data aproximada do erguimento das pirâmides). Kate revela que antes de começar a erguer os edifícios, os egípcios reuniam-se à noite em uma cerimônia na qual os sacerdotes traçavam no céu uma linha vertical imaginária, ligando a estrela Beta da constelação da Ursa Maior à estrela Zeta da Ursa Menor. O ponto em que a linha tocava o horizonte dava a posição exata do norte. Os lados dos grandes templos eram então projetados de modo a ficar paralelos a essa direção Esse método, diz a cientista, era seguro; o problema é que as estrelas mudam ligeiramente de lugar com o tempo, devido ao próprio movimento do Sol pela Via Láctea. Tanto que, hoje, passados quase 5 000 anos do tempo dos faraós, algumas das pirâmides estão ligeiramente voltadas para oeste e outras, para leste. Esse fato até hoje confundia os egiptólogos. Outra feito de Kate: conseguiu datar com precisão, pela primeira vez, a construção das pirâmides, que, quanto mais se afastam do norte, atualmente, mais velhas são. A mais antiga pirâmide é a de Quéfren, com 2 467 a.C.
Arquitetura celeste
Os faraós orientavam os seus túmulos pelas constelações da Ursa Maior e da Ursa Menor
O traçado das pirâmides era feito pelo lado oeste, que era sempre prolongado na direção do norte. Os outros três lados eram riscados em ângulo reto em relação ao primeiro
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