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Como os gatos caem em pé?

Passo a passo, manobra por manobra, entenda como os gatos sobrevivem a grandes tombos

Por Clarissa Amorim Atualizado em 31 out 2016, 19h03 - Publicado em 22 set 2015, 17h30

1. Mamíferos têm um sistema de orientação, chamado vestibular, dentro do ouvido. O dos gatos é mais sensível que o normal. Um aumento de pressão na região identifica que a cabeça não está na posição correta.

2. O cérebro interpreta as informações e manda sinais elétricos para o aparelho locomotor. Os músculos recebem o comando para virar o corpo. A cabeça é a primeira parte a girar em busca de equilíbrio.

3. Em seguida o gato gira a parte superior do tronco. Ele faz isso antes do resto do corpo porque os ombros não são fixos ao esqueleto principal – gatos não têm clavícula. As patas dianteiras se estendem e protegem a cabeça do impacto, além de ajudar na orientação.

4. As patas traseiras giram para se alinhar à parte da frente. O rabo funciona como uma cauda de avião, estabilizando a rotação.

5. A coluna é arqueada e as patas se estendem para aumentar o atrito com o ar. A postura serve como um tipo de planador, diminuindo a velocidade com que o gato chega ao chão.

6. Na aterrissagem, seu tamanho pequeno e seus ossos leves também ajudam a reduzir o impacto. Em queda livre, gatos alcançam até 100 km/h – metade da velocidade terminal do corpo humano na mesma situação.

Fonte: Archivaldo Reche, professor de veterinária da USP.

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