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Formigas se dão melhor que humanos no “problema dos carregadores de piano”

Ao navegar por duas passagens estreitas levando um grande objeto, esses insetos provaram que estão um passo além de nós em tarefas cooperativas.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 26 dez 2024, 17h39 - Publicado em 26 dez 2024, 16h00

Humanos e formigas são os únicos dois animais capazes de atuar em grupo para mover objetos maiores e mais pesados do que seus próprios corpos.

Essa constatação inspirou a equipe do entomólogo Ofer Feinerman, do Instituto Weismann de Ciências, a constuir um quebra-cabeça com duas versões uma em escala humana, outro na escala das formigas – e verificar qual das espécies é capaz de resolvê-lo mais rápido. Veja só:

Formigas e humanos competem para manobrar uma carga em forma de T através de um labirinto.

Não é qualquer quebra-cabeça. Trata-se de um clássico das ciências da computação conhecido como piano movers puzzle ou piano movers problem (em português, o “problema dos carregadores de piano”). Ele costuma ser usado para treinar algoritmos, robôs e afins.

O objeto que protagonizou o problema na vida real não foi um piano e era leve o suficiente para ser arrastado para lá e para cá, embora fosse grande e desajeitado. Ele tinha o formato aproximado de uma letra T e o objetivo era navegá-lo por duas passagens estreitas, que você vê nas fotos acima e abaixo. 

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As formigas convocadas para a missão eram bichinhos pretos de 3 mm da espécie Paratrechina longicornis, comum no mundo todo. A metodologia e os resultados do estudo saíram no periódico especializado PNAS; acesse aqui

Humanos e formigas competiram dezenas de rounds divididos em três etapas: com competidores solitários, com grupos pequenos (de sete indivíduos no caso das formigas e seis a nove no caso dos humanos) e com grupos grandes (de oitenta formigas e 26 humanos).

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Formigas e humanos competem para manobrar uma carga em forma de T através de um labirinto.
(Weizmann Institute of Science via Youtube/Reprodução)

Nas competições um contra um, os humanos foram muito mais rápidos que as formigas. Nas competições em grupo, porém, o desempenho humano foi pior que o dos insetos em ambos os cenários propostos: em um deles, os voluntários podiam se comunicar verbalmente, no outro, eram obrigados a ficar calados e usar um aparato que disfarçava as expressões faciais, de modo a igualá-los às formigas.

“Nós demonstramos que as formigas são mais espertas que em grupo; que, para elas, o todo é maior do que as partes”, disse Feinerman em declaração à imprensa. “Em contraste a isso, formar grupos não expandiu as capacidades cognitivas dos humanos.”

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