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Marte já teve um oceano com praias, sugere estudo

Bancos de areia enterrados a 10 metros da superfície do planeta se parecem com as regiões costeiras da Terra, mostram os dados de um rover chinês.

Por Eduardo Lima
27 fev 2025, 18h00

Se há três bilhões de anos houvesse humanos, foguetes e feriados, talvez fosse possível passar o Carnaval em um resort marciano.

De acordo com um novo estudo, o planeta vermelho já teve um grande oceano com praias. As evidências para essa afirmação foram coletadas pelo rover espacial chinês Zhurong, que pousou em Marte em 2021 e rodou pelo planeta durante um ano. Imagens do subsolo do nosso vizinho planetário revelaram praias enterradas ao sul da planície Utopia, em Marte.

Alguns dados de satélite já tinham apontado para formações parecidas com linhas costeiras antigas na região, e o rover foi enviado para a planície para investigação adicional. Os dados que o Zhurong coletou são muito similares aos de regiões costeiras da Terra, que se inclinam num ângulo parecido em direção às terras baixas, onde pode ter existido um oceano.

A pesquisa, uma parceria entre pesquisadores chineses e estadunidenses, foi publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences e mostra que Marte pode ter sido um planeta muito diferente do deserto rochoso que conhecemos.

Vida em Marte?

O rover Zhurong detectou algumas encostas de areia rasas dez metros abaixo da superfície marciana, e algumas camadas profundas de sedimentos que parecem ter sido moldadas pelo movimento das ondas do mar. Esses detalhes foram perceptíveis graças ao radar da sonda chinesa, que captou diferenças muito sutis no tamanho dos sedimentos, que teriam sido trazidos por um rio e dispostos pela praia com as ondas.

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A área onde as praias foram encontradas, a planície Utopia, é a maior cratera de impacto conhecida no Sistema Solar, com 3.300 km de diâmetro. A bacia criada pela colisão de um asteroide provavelmente abrigava um oceano, hipótese que já circula entre os cientistas faz tempo. Essas praias soterradas são a primeira evidência da presença de um grande corpo de água na região.

As estruturas arenosas encontradas pelo radar são simples, mas revelam muita coisa: por pelo menos alguns milhões de anos, aquela região precisou ter um rio para fornecer sedimentos e um oceano com ondas e marés.

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Inclinações como as encontradas nos bancos de areia soterrados até poderiam ter surgido por conta da atividade vulcânica ou por ação do vento, mas essas hipóteses foram descartadas ao analisar as camadas de areia de perto. Ou seja: a hipótese marítima faz mais sentido.

Marte já teve praia, mas dificilmente teria Carnaval: a região costeira provavelmente era gelada. O oceano na região, chamado por alguns cientistas de Deuteronilus, provavelmente não durou muito. Enquanto o planeta vermelho teve suas origens há 4,5 bilhões de anos, o oceano deve ter desaparecido há cerca de 3,5 bilhões de anos. Mas esse intervalo é tempo suficiente para algo importante acontecer: o surgimento de vida.

Para uma praia existir, você precisa de contato entre água rasa, terra e ar. É possível que a vida na Terra tenha surgido e florescido em ambientes como esse, então a região das praias em Marte pode ser um bom lugar para missões futuras procurarem por sinais de vida no planeta vermelho.

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