🔥 Mês do Cliente: Revista Impressa + Digital Premium por R$ 14,99/mês!

O aperto de mãos no espaço

O dia em que a Apollo e a Soyuz se encontraram em órbita - e o cosmonauta Alexei Leonov pregou uma peça nos americanos

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 Maio 2026, 16h11 | Atualizado em 25 Maio 2026, 06h26
O aperto de mãos no espaço Priorizar nos meus resultados Google

O texto a seguir é parte de uma reportagem em sete capítulos:
O último soviético – e outras histórias do programa espacial da URSS

A

 

Continua após a publicidade

A Guerra do Vietnã matou 3 milhões de pessoas. Foi travada entre o Vietnã do Sul, com a ajuda de mais de 1 milhão de soldados dos EUA, e o Vietnã do Norte, que era apoiado pela União Soviética e finalmente venceu em abril de 1975, quase 20 anos após o início do conflito.

Ao mesmo tempo em que se enfrentavam nessa “guerra por procuração”, as duas superpotências faziam gestos para tentar reduzir a tensão geopolítica, numa estratégia batizada de distensão ou détente (“relaxamento”, em francês). EUA e URSS já haviam firmado, em 1972, um acordo limitando a quantidade de defesas antimísseis que cada país poderia manter.

Continua após a publicidade

Era uma medida para frear a corrida armamentista e diminuir o risco de guerra nuclear. Em julho de 1975, veio o próximo passo: no espaço, com a missão Apollo-Soyuz. Ela foi o resultado de cinco anos de conversas e negociações entre a Nasa e a Academia Soviética de Ciências, e começou com o lançamento da Soyuz, do Cazaquistão, no dia 15 daquele mês; a Apollo, saindo da Flórida, foi ao espaço logo em seguida, sete horas mais tarde.

A cápsula norte-americana transportava três astronautas, Tom Stafford, Vance Brand e Deke Slayton, e tinha um módulo de docagem especialmente desenvolvido para a missão: acoplar com a Soyuz (que levava Alexei Leonov e Valery Kubasov).

Continua após a publicidade
Colagem com foto em preto e branco de cinco astronautas da NASA em trajes espaciais, com uma bandeira dos EUA ao fundo, e à direita, uma ilustração vermelha de um foguete decolando e um diagrama de nave espacial.
Os cinco participantes da missão; diagrama da conexão entre Apollo e Soyuz. (Wikimedia Commons/Getty Images/Montagem sobre reprodução)

Isso aconteceu no dia 17 de julho, quando as duas naves se encontraram e se uniram, passando a orbitar a Terra a 229 km de altitude. Glad to see you (“feliz em vê-lo”), disse Leonov, em inglês, ao enxergar pela escotilha o americano Stafford, que respondeu em russo: A, zdraystvuite, ochen rad vas videt (“Ah, olá, estou muito feliz em vê-lo”).

Continua após a publicidade

A esse gesto de amizade e deferência, com um se esforçando para falar o idioma do outro, seguiu-se um aperto de mão pela escotilha. Stafford e Slayton então entraram na Soyuz, onde almoçaram junto com os soviéticos. Leonov fez uma brincadeira, mostrando aos americanos tubos que supostamente continham vodka; na verdade, era borscht (sopa de beterraba). Depois os russos visitaram a Apollo.

A missão até incluiu uma atividade científica (a observação de estrelas), mas seu objetivo era diplomático. Os tripulantes receberam telefonemas de Gerald Ford, presidente dos EUA, e Leonid Brezhnev, secretário-geral do Partido Comunista da URSS. Apollo e Soyuz se desacoplaram dois dias depois, para voltar à Terra.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com uma árvore estilizada em verde-claro ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).